BOM DIA! Os leitores desta coluna podem imaginar que sou fã de tecnologia e isso é verdadeiro.Afinal, o fato de você estar lendo esta mensagem é um testemunho tanto da tecnologia quanto da incrível visão de futuro e da criatividade do meu amado amigo, o Rabino Kalman Packouz, de abençoada memória. Ele foi um dos primeiros a compreender o impacto potencial da tecnologia na educação judaica, o que o levou a inovar ao enviar, toda sexta-feira, um fax com ensinamentos da Torá para empresários em seus locais de trabalho.Com o tempo, isso evoluiu para esta versão por e-mail e, hoje, o “Shabbat Shalom Fax of Life” (a versão em inglês do Meor Hashabat) é lido por centenas de milhares de leitores em todo o mundo.O Rabino Packouz foi o primeiro a instalar uma câmera com transmissão 24 horas no Muro dasLamentações, permitindo que pessoas do mundo todo se conectassem ao local sagrado a qualquer momento.Na década de 1980, para combater a assimilação, ele criou um serviço de encontros judaicos por computador.Quando tecnologia e criatividade se unem à paixão pelo Todo-Poderoso e pelo povo judeu, coisas extraordinárias acontecem.No entanto, as desvantagens da tecnologia são claras, como o empobrecimento intelectual da sociedade.Por exemplo, o GPS facilita a chegada a destinos desconhecidos para milhões de motoristas, mas cria gerações dependentes desse serviço, sem aprender a se orientar por conta própria. Percebo que quase sempre tomo decisões melhores e mais rápidas do que o Waze, pois considero as informações sobre os padrões de tráfego que ele fornece. O GPS é apenas uma das muitas inovações tecnológicas que, na verdade, tornam as pessoas menos inteligentes.O Dr. Jared Horvath, que prestou depoimento este ano à comissão do Senado dos EUA, autodenomina-se “ex-professor que se tornou neurocientista”. Lecionou por 15 anos antes de obter um Mestrado em Educação(Mente, Cérebro e Educação, Harvard, 2009-10) e um Doutorado em Neurociência Cognitiva (Universidade de Melbourne, 2012-16). Sua pesquisa foca no pensamento humano, na aprendizagem e na estimulação cerebral.Seu depoimento deveria ser obrigatório para todo educador (e pai).“Desde o final do século XIX, quando as capacidades cognitivas passaram a ser monitoradas, todas as gerações apresentaram uma melhoria acentuada em relação às gerações anteriores. Isso se deve, principalmente, às escolas e à educação; quanto mais tempo as crianças passavam na escola, mais desenvolviam suas capacidades cognitivas. No entanto, a Geração Z (pessoas nascidas entre 1980 e 2010) é a primeira geração, em mais de 100 anos, a presenciar uma reversão nessa tendência; eles são, simplesmente, menos desenvolvidos cognitivamente do que as gerações anteriores.”Eles apresentam desempenho inferior em seis áreas: 1) atenção básica, 2) memória, 3) escrita, 4) aritmética, 5) processos cognitivos e 6) QI geral. Quem já conviveu com membros da Geração Z provavelmente não ficará surpreso com isso, embora eu tenha me surpreendido especialmente com o item seis: o QI geral.Em seguida, deparei-me com um dos estudos mais influentes nessa área, conduzido pelos psicólogos Stuart Ritchie e Elliot Tucker-Drob. Eles analisaram 42 conjuntos de dados, que envolveram mais de 600.000 pessoas, e encontraram evidências consistentes de que a educação melhora a capacidade cognitiva. Cada ano a mais de estudo elevou o QI em cerca de 1 a 5 pontos, em média!Essa constitui uma das mais fortes evidências de que a educação em si — e não apenas a inteligência inata — gera ganhos cognitivos. Os pesquisadores concluíram que a educação pode ser o “método mais consistente, robusto e duradouro” descoberto até o momento para elevar a inteligência.Então, o que estaria comprometendo as capacidades cognitivas da Geração Z? De acordo com o Dr. Horvath, é possível estabelecer uma correlação direta com o momento em que a tecnologia foi introduzida no currículo central das escolas. Ele estabelece uma distinção entre o uso da tecnologia como ferramenta (por exemplo, lousas interativas) e seu uso como fonte primária de educação dos alunos (isto é, quando os alunos recebem instruções educacionais e realizam as leituras obrigatórias por meio de laptops individuais). Assim que os alunos passaram a receber uma educação “mastigada” por meio de seus dispositivos — em vez de interações com instrutores presenciais —, suas habilidades cognitivas deixaram de se desenvolver.Ele propõe diversas teorias para explicar a paralisia no desenvolvimento cognitivo: por exemplo, a memória é acionada de maneiras muito específicas. Quem já estudou com afinco um livro didático frequentemente lembra exatamente onde a informação está na página. Ou seja, ela se fixa em nossa mente de forma distinta — algo que as páginas digitais e a rolagem de tela não conseguem reproduzir.Uma de suas teorias mais interessantes diz respeito ao fator humano. Somos biologicamente programados para aprender com outros seres humanos de forma empática. Esse aprendizado é transmitido não apenas como informação, mas também por meio da conexão. A transmissão inclui elementos intangíveis como o tom de voz do professor, sua sensibilidade, curiosidade, expressões faciais e paixão pela matéria, além de muitos fatores sociais e emocionais que fazem a informação realmente “fixar”.Isso também tem implicações tremendas para a maneira como educamos nossos filhos. Quandoabandonamos a tarefa de educar e a profunda conexão pessoal com nossos filhos, entregando-lhes dispositivos eletrônicos apenas porque isso torna nossas vidas “mais fáceis”, abdicamos de todas as responsabilidades parentais. Encorajo tanto pais quanto educadores a examinar cuidadosamente essas questões e a realizar as mudanças necessárias para ajudar nossos filhos a alcançar seu potencial máximo e a se tornarem a melhor versão de si mesmos.Temos um exemplo muito semelhante na porção da Torá desta semana.“Se um nassi (rei) transgride, por engano, um dos mandamentos proibitivos de D’us, ele incorre emculpa. Quando toma consciência do erro, deve trazer uma oferenda de culpa” (Levítico 4:22).Rashi, o grande comentarista bíblico, cita o ensinamento de nossos Sábios: “Feliz é a geração cujo líder se empenha em trazer expiação por um pecado não intencional. Mais ainda: feliz é aquela que tem um líder que se arrepende de pecados não intencionais”. Em outras palavras, uma sociedade que possui um líder capaz deassumir e admitir responsabilidade por um erro tem sorte de contar com ele. Quem vive no século XXI sabe como esse ensinamento dos nossos Sábios é verdadeiro.No entanto, aqui a Torá emprega uma palavra incomum para “rei”: “nassi”. A palavra habitual para “rei” é “melech”. Embora o termo nassi se aplique a outros líderes (por exemplo, os chefes de tribos), de acordo com Maimônides, esta lei aplica-se exclusivamente a um rei. Sendo assim, por que a Torá opta por utilizar, para designar o rei, uma palavra geralmente reservada como título genérico de liderança?Quando os israelitas estavam deixando o Egito, receberam a ordem de oferecer o Cordeiro Pascal. O TodoPoderoso falou a Moisés e a Aharon, detalhando as leis pertinentes para que fossem transmitidas aos israelitas (Êxodo 12:43-50). O último versículo declara: “Todos os filhos de Israel fizeram conforme D’us havia ordenado a Moisés e a Aharon; ‘assim o fizeram’”. Nossos Sábios intrigam-se com a repetição no final do versículo: “assim o fizeram”. Eles explicam que essa repetição se refere a Moisés e a Aharon, o que indica que ambos também realizaram a oferenda do Cordeiro Pascal.Mas isso é estranho: por que não o fariam? Mais importante ainda: por que precisamos saberespecificamente que eles também o fizeram?A Torá nos ensina uma lição fundamental sobre liderança. Moisés e Aharon viam a si mesmos como parte da nação – nem mais, nem menos. Sem dúvida, eles poderiam ter tido muitas desculpas para justificar o fato de que, na noite em que a nação judaica deixava o Egito, estivessem, legitimamente, ocupados com dezenas de responsabilidades de liderança que os impediam de cumprir o mandamento do Cordeiro Pascal, como todos os demais. Mas eles queriam transmitir uma verdadeira mensagem de liderança: somos um povo unido e estamos todos cumprindo este mandamento juntos.Esta também é a mensagem de um rei que é um verdadeiro líder. A Torá notabiliza um rei que não se vale da desculpa de estar distraído com responsabilidades reais para justificar suas falhas pessoais. Quando um líder é capaz de admitir seus erros e assumir a responsabilidade pela expiação — mesmo por um erro não intencional —, essa geração é verdadeiramente afortunada.Os pais frequentemente esquecem que também são líderes. Criar filhos pode ser difícil — muito difícil, na verdade. Mas administrar um lar significa participar ativamente de todos os seus aspectos. Nunca devemos nos limitar a ordenar que nossos filhos façam a lição de casa; devemos nos tornar participantes ativos. Por exemplo, se uma criança está aprendendo geografia, devemos sentar-nos com ela, estabelecer uma conexão e aprender juntos (você sabia que, desde 1990, surgiram 34 novos países no mundo?). O mais importante éque mostraremos aos nossos filhos que aprender coisas novas não é “problema deles”, e sim um valor familiar.O ensino também é uma relação familiar. A Torá diz: “e ensinarás a seus filhos” (Deuteronômio 6:7), e nossos Sábios ensinam que isso se aplica também à relação entre professor e aluno (Sifri Devarim 34:1). Um aluno deve ser considerado como um filho seu.Além disso, o aprendizado é uma via de mão dupla: os professores também participam como alunos. De fato, o Talmud (Taanit 7a) cita o Rabino Hanina dizendo: “Aprendi muito com meus mestres; com meus colegas, aprendi mais do que com meus mestres; e com meus alunos, aprendi mais do que com todos eles”. É por causa dessa relação que um excelente professor jamais poderá ser substituído pela tecnologia — é a profundaconexão humana que nos permite aprender e nos inspirar uns nos outros!

Rav Ytzchak Zweig
Fonte: Meor HaShabat
#judaísmomessiâniconãoexiste

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!

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