
Shalom. Me permitam compartilhar um último artigo da parashá VayikráResponsabilidade Mútua – Parashat Vayikra#judaísmomessiâniconãoexiste 25 de Adar de 5786 (14 de março de 2026)Uma reflexão comovente sobre como a mensagem dos sacrifícios continua viva hoje — através do aprimoramento interior, da unidade judaica e da responsabilidade compartilhada de aproximar os corações uns dos outros e de D’us.Rabino Shmuel Rabinowitz, Rabino do Muro das Lamentações e Lugares SagradosNeste Shabat, começamos a ler o terceiro livro da Torá – o Livro de Vayikra, também conhecido como Torat Kohanim (o Ensinamento Sacerdotal). A porção inicial trata principalmente das leis relativas aos sacrifícios que eram oferecidos no Templo.Embora seja um assunto relativamente complexo, a tradição judaica estabelece que esta é a primeira parte ensinada às crianças pequenas. Nossos sábios explicaram:“Rabino Asi disse: Por que as crianças começam seus estudos com a Torá dos Sacerdotes e não com Gênesis? Porque as crianças são puras e os sacrifícios são puros; que os puros venham e se dediquem àquilo que é puro.”(Levítico Rabá 7:3)Os sacrifícios simbolizam um processo de purificação interior. Nossos sábios (Midrash Tehillim 48) descrevem a experiência emocional de uma pessoa que passa por esse processo: quando alguém subia ao Templo para oferecer um sacrifício por uma transgressão, sentia-se profundamente triste. Contudo, ao sair do Templo após concluir o processo, sentia-se repleto de grande alegria. A purificação do coração também afeta o estado emocional da pessoa. Quando o coração está sobrecarregado com o peso das falhas e dos pecados, surge um sentimento de tristeza. Mas quando a pessoa consegue se corrigir e se purificar, surge uma sensação de alívio e alegria.Hoje, infelizmente, não temos mais o Templo e não podemos oferecer sacrifícios. No entanto, existem outras maneiras de nos aproximarmos de D’us. Um exemplo é o estudo das leis dos sacrifícios – pois nossos sábios ensinam que quem as estuda é considerado como se tivesse oferecido um sacrifício. Outro caminho é o serviço de oração na sinagoga, chamada mikdash me’at – um “santuário em miniatura” – sobre o qual o versículo afirma (Oséias 14:3): “Ofereceremos as palavras dos nossos lábios em lugar de touros”.Existe também outro caminho, um que possui um significado especial em nossa geração: aproximar os corações, reconectar os judeus com suas raízes espirituais e fortalecer a fé no Criador do mundo. O Ohr HaChaim HaKadosh escreve em seu comentário sobre a Torá que, quando uma pessoa aproxima outro judeu da fé e dos ensinamentos da Torá, esse ato em si é considerado uma espécie de “oferenda a D’us”, pois restaura a alma judaica à sua origem e renova o vínculo espiritual entre a pessoa e seu Criador.Estamos vivendo um período de imensa transformação global. Muitos sentem que a humanidade está se aproximando de momentos significativos e decisivos. No coração de cada judeu surge a oração para que possamos merecer presenciar o cumprimento da visão dos profetas – a reconstrução do Templo final e o surgimento de uma nova era que trará redenção e paz.Para ser digno de dias tão grandiosos, cada indivíduo deve trabalhar em si mesmo, purificar seu coração e fortalecer seu mundo espiritual. O judaísmo ensina, porém, que a responsabilidade não é apenas pessoal.Uma das características únicas do povo judeu é a imediata sensação de proximidade entre judeus em qualquer lugar do mundo. Um breve encontro muitas vezes basta para sentir como se tivesse reencontrado um velho amigo. Esse fenômeno, sem paralelo entre religiões e ideologias, está enraizado na profunda compreensão de que a entidade conhecida como “nação judaica” se originou de uma única grande alma que foi dividida em seiscentas mil almas individuais. Daí surge o sentimento íntimo de que cada judeu é uma parte inseparável de você – e que você não pode deixar de se importar com ele.Uma história contada nos Estados Unidos ilustra isso lindamente. Um homem judeu dirigia rumo a Los Angeles numa sexta-feira à tarde quando notou alguém parado ao lado de seu carro com o capô aberto, pedindo ajuda. Ele parou, examinou o problema e ajudou a consertá-lo. Quando terminaram, ele disse ao homem: “Shabbat Shalom”.O homem não respondeu. O motorista tentou novamente, em inglês e depois em iídiche, mas ainda assim não obteve resposta.Finalmente, perguntou-lhe se era judeu. Para sua surpresa, o homem respondeu que não. “Nesse caso”, perguntou o motorista, “por que o senhor está usando um quipá?” O homem sorriu e respondeu: “Quando eu era jovem, minha mãe me disse para sempre manter um quipá no carro. Se eu me metesse em encrenca, ela dizia, era só colocá-lo na cabeça e alguém pararia para me ajudar.”E, de fato, foi exatamente isso que aconteceu.A visão de mundo judaica não permite que uma pessoa diga: “Que minha alma esteja em paz. Eu cuidarei de mim mesmo e deixarei que os outros se virem sozinhos”. Nossa responsabilidade se estende também aos outros. Esse princípio é conhecido como responsabilidade mútua , expresso nas palavras de nossos sábios: “Todos os israelitas são responsáveis uns pelos outros”. Essa responsabilidade obriga cada judeu a cuidar de seu semelhante, a ajudar a garantir que ele viva de acordo com a vontade de D’us e cumpra Seus mandamentos – pois somos um só povo e nossas vidas estão entrelaçadas.Essa ideia não é nova. Já o pai da nossa nação, Avraham, trabalhou para difundir a fé no D’us Único por todo o mundo, como descrito no Talmude:“E plantou um eshel em Be’er Sheva, e ali invocou o nome do Senhor, o Deus eterno.”(Gênesis 21:33)Reish Lakish disse: Não leiam o versículo como “e ele chamou”, mas sim como “e ele fez com que outros chamassem”. Isso ensina que Abraão fez com que todos os que passavam proclamassem o nome do Santo, bendito seja Ele. Como ele fez isso? Depois que as pessoas comiam e bebiam, elas se levantavam para abençoá-lo. Ele lhes dizia: “Vocês comeram do que é meu? Vocês comeram do que pertence ao Deus do mundo! Portanto, agradeçam, louvem e bendigam Aquele que falou e o mundo veio à existência.”(Tratado Sotah 10a)Nessa abordagem não há coerção nem compulsão, apenas um profundo senso de missão – uma responsabilidade e preocupação com a humanidade e a sociedade. É um chamado silencioso, porém poderoso: reconhecer o Criador do mundo, fortalecer a fé e cultivar a bondade e a generosidade.Desde os tempos de Abraão, este tem sido o caminho do povo judeu: iluminar, guiar e lembrar ao mundo que a vida humana tem significado e propósito.Hoje em dia, o chamado torna-se ainda mais claro: trazer mais luz onde há dúvida, fortalecer a fé onde há confusão e aproximar os corações – de pessoa para pessoa e da humanidade ao seu Criador.Ao fazermos isso, ajudaremos a aproximar o mundo de dias de paz, tranquilidade e prosperidade.never again🇧🇷https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=183982&voto=favorShabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! 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