Sefer Hamitzvot 51-81:ESTUDO 69

Continuação das leis de Meguilá e Chanucá cap. 3-4, M. 213

LEIS DE CHANUCÁ – Terceiro Capítulo

1. Na era do Segundo Templo, os reis gregos (=helenistas) fizeram decretos contra o povo judeu, [tentando] anular a sua fé e recusando-se a permitir-lhes observar a Torá e seus mandamentos. Eles estenderam suas mãos contra propriedades e filhas dele (=do povo judeu); eles entraram no Santuário, fizeram estragos dentro dele e impurificaram as coisas sagradas.

Os judeus sofreram grandes dificuldades por causa deles, pois eles os oprimiram muito, até que o D’us dos nossos antepassados teve misericórdia deles, os resgatou de suas mãos e os salvou [dos reis gregos] — os filhos dos Chashmonaím, os cohanim guedolim (sacerdotes), conseguiram se sobrepor a eles, os mataram e salvaram os judeus de suas mãos.

Eles nomearam um rei dos cohanim e a soberania retornou a Israel por mais de 200 anos, até a destruição do Segundo Templo.

2. Quando os judeus conseguiram se sobrepor aos seus inimigos e os destruíram, eles entraram no Santuário; isso ocorreu no vigésimo quinto de Kislev. Eles não puderam localizar nenhum azeite puro (=que não foi impurificado pelos gregos) no Santuário, com exceção de um único jarro. Ele continha azeite suficiente para manter as luzes [da Menorá] acesas por apenas um dia. Eles acenderam o arranjo das velas [na Menorá que permaneceu aceso] por oito dias, até que eles conseguiram triturar (=espremer) azeitonas e produzir [mais] azeite puro

3. Foi por isso que os sábios daquela geração ordenaram que estes oito dias, que começam a partir do vigésimo quinto de Kislev, devem ser comemorados como dias de alegria e de louvor a D’us (=Halel). Velas devem ser acesas à noite na entrada das casas em cada uma dessas oito noites para divulgar e revelar o milagre.

Estes dias são chamados de “Chanucá”. É proibido fazer homenagens fúnebres (póstumas) e jejuns nestes dias, como nos dias de Purim. Acender as velas [de Chanucá] nestes dias é uma Mitsvá derabanán (=de nossos sábios; rabínica), como o é a leitura da Meguilá.

4. Quem tem a obrigação de ler a Meguilá, também tem a obrigação de acender as velas de Chanucá. Quem acende as velas de Chanucá, na primeira noite, recita três bênçãos. Elas são: “Bendito és Tu, D’us, nosso D’us, rei do universo, que nos santificou com seus mandamentos e nos ordenou acender a luminária de Chanucá”; “…que fez milagres para nossos antepassados….”(=sheassá nissim lavotenu); “… que concedeu-nos a vida, nos sustentou…” (=shehecheyánu).

Quando uma pessoa que não recitou uma bênção [pelo acendimento de a sua própria luminária (candelabro) de Chanucá] vê velas de Chanucá acesas, ele deve recitar as duas últimas bênçãos: sheassá nissim lavotenu (“…que fez milagres para nossos antepassados….”), e shehecheyanu (“… que concedeu-nos a vida, nos sustentou…”). Nas noites subsequentes, quem acende as luminárias [de Chanucá] deve recitar duas bênçãos e aquele que vê [velas de Chanucá acesas] deve recitar uma, pois só se recita a bênção de shehecheyanu na primeira noite.

5. Em cada um destes oito dias, recita-se o Halel por completo e antes de sua recitação, deve-se dizer a bênção: “… que nos santificou com seus mandamentos e nos ordenou completar o Halel”. Isto aplica-se tanto na recitação individual quanto na [recitação] comunitária.

Mesmo que a leitura do Halel é uma Mitsvá instituída pelos sábios, recita-se a bênção afirmando que [D’us] nos santificou com seus mandamentos e nos ordenou” [realizar esta mitsvá], da mesma forma que se recita esta benção ao realizar-se a leitura da Meguilá e ao fazer o Eruv, pois esta benção deve ser recitada ao realizar-se toda obrigação definitiva estabelecida pelos nossos sábios.

Por outro lado, caso uma obrigação tenha sido estabelecida pelos sábios por causa de uma dúvida – por exemplo, extrair o dízimo do dmai (=alimento sobre o qual paira dúvida se dele foi extraído anteriormente o maasser) – neste caso não se recita uma bênção. Então por que uma bênção é recitada sobre o segundo dia do Yom Tov [fora de Israel], já que os sábios o insti

tuíram somente por uma questão de dúvida (=pois talvez este seja o dia correto do Yom Tov)? Isso nos foi ordenado para que [o segundo dia de Yom Tov] não seja tratado com desdém (=não seja desrespeitado).

6. Não é somente em Chanucá que a recitação do Halel é uma lei rabínica, e sim, em todos os dias que se completa a recitação do Halel a obrigação de fazê-lo é um decreto rabínico.

Há dezoito dias durante o ano quando é uma Mitsvá recitar o Halel por completo. Eles são: os oito dias de Sucot, os oito dias de Chanucá, o primeiro dia do Pessach e a festa de Shavuot. Halel não é recitado em Rosh Hashaná e Yom Kipur, uma vez que são dias de teshuvá (arrependimento), reverência e temor (=a D’us), e não são dias de alegria adicional. Os sábios não ordenam a recitação do Halel em Purim, porque a leitura da Meguilá já cumpre a função do Halel (= já é o louvor a D’us).

7. Em lugares onde as festas são celebradas por dois dias (=fora de Israel), o Halel é recitado em 21 dias: os nove dias de Sucot, os oito dias de Chanucá, os dois primeiros dias do Pessach e os dois dias de Shavuot.

Em contraste, a recitação do Halel em Rosh Chodesh é um costume e não um mitsvá. E este costume é observado somente em comunidade. Para enfatizar que se trata de um costume, certas passagens são “puladas” (omitidas) quando ele é lido. Uma bênção não deve ser recitada sobre esta leitura, uma vez que uma bênção não é recitada sobre um cost ume.

Uma pessoa rezando sozinha não deve recitar nada do Halel em Rosh Chodesh. Se, no entanto, ele começou a recitar [o Halel], ele deve concluí-lo, omitindo as passagens que a comunidade costuma “pular”ao lê-lo.

Da mesma forma, nos outros dias de Pessach, o Halel é lido com a mesma omissão de certas passagesde Rosh Chodesh.

8. E como se “pula’ (=o que deve ser omitido)? Recita-se o Halel desde o começo até a frase “Chalamish lemayno mayim”. Em seguida, “pula-se” [um trecho] e começa-se a recitar “Hashém zecharanu yevarech”, continuando até o “Haleluka”. Em seguida, pula-se [um trecho] e começa-se a recitar “Má ashiv l’ashém, continuando até “Haleluka”. Depois, “pula-se” [mais um trecho] e começa-se a recitar “Min hametsar karati Ká”, continuando até a conclusão do Halel.

Este é o costume comum. Outros omitem outras passagens de acordo com um padrão diferente.

9. Durante o dia todo pode-se recitar o Halel. Uma pessoa que lê o Halel na seqüência incorreta não cumpriu com a sua obrigação. Se uma pessoa lê e pausa e volta a ler, mesmo se ele pause por um tempo suficiente para completar o Halel inteiro, ele cumpre a sua obrigação.

Os dias quando o Halel completo é recitado, a pessoa poderia fazer uma interrupção entre um capítulo e o outro. Dentro de um único capítulo, no entanto, não se pode fazer uma interrupção. Nos dias em que se lê Halel “pulando”certos trechos, pode-se fazer uma interrupção até mesmo no meio de um capítulo.

10. Todo o dia em que se recita o Halel completo, deve-se fazer uma benção antes do Halel. Nos lugares onde é costume recitar uma benção depois [do Halel], uma bênção deve ser recitada aí então.

Que bênção é recitada?

“Que todas as Tuas obras louvem a Ti, D’us, nosso D’us, e que os justos e os piedosos, que fazem a sua vontade, e toda a Tua nação, a casa de Israel, com júbilo irão louvar o Teu nome. Pois é bom Te louvarmos, Ó D’us e é agradável fazer canticos ao Teu nome. Tanto no mundo espiritual quanto no mundo físico, Tu és o Todo-Poderoso. Bendito és Tu, D’us, o rei que é exaltado e elogiado, que é glorificado e que é Vivo e Existente [para sempre]. Ele sempre reinará, por toda eternidade.”

11. Há lugares que seguem o costume de repetir cada verso de “od’cha ki anitani” (Salmos 118:21) até a conclusão da Halel. Cada versículo é lido duas vezes. Em lugares onde essa repetição é habitual, os versos devem ser repetidos. Em lugares onde é habitual não repetir, não deve-ser repetir.

12. Este é o costume segundo a qual o Halel era recitado nos dias dos primeiros sábios: Após recitar a bênção, um adulto começa recitando o Halel e diz, “Haleluka”. Todas as pessoas respondiam “Haleluka”

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Ele então lia: “Halelu avdei Hashém” e todas as pessoas respondiam, “Haleluka”. Ele, em seguida, lia: “Halelu et shem Hashém” e todas as pessoas respondiam: “Haleluka”. Ele então lia: “Yehi shem Hashém mevorach meatá vead olam” e todas as pessoas respondiam, “Haleluka”.

Da mesma forma após cada trecho do Halel, as pessoas respondiam “Haleluka”. Até que, no total, em todo o Halel, as pessoas respondiam “Haleluka” 123 vezes — um sinal para lembrar-se disto: [123 é o número de] anos de [vida de] Aharon.

13. Também é habitual que, quando o leitor atinge o início de cada capítulo, o povo repete a linha que ele recitou. Como assim? Quando ele recita a linha “Betset Yisrael miMitsrayim”, todas as pessoas repetiam esta linha: “Betset Yisrael miMitsrayim”.

O leitor, em seguida, recitava “Bet Yiaacov meam loez” e todas as pessoas respondiam, “Haleluka”. Eles continuam a responder “Haleluka” após cada trecho até que o leitor lia, “Ahavti ki yishma Hashém et koli tachanunai”, e aí todos voltavam a repetir “Ahavti ki yishma Hashém…” Da mesma forma, quando o leitor lia “Halelu et Hashém kol goim”, as pessoas repetima e respondiam, “Halelu et Hashém kol goim”.

14. O leitor deve ler, “Ána Hashém hoshía na” e as pessoas devem repetir “Ána Hashém hoshía na”, embora não seja o início de um capítulo. Ele, em seguida, lê “Ána Hashém hatslícha na” e eles devem repetir “Ána Hashém hatslícha na”. Ele lê “Baruch haba…” e eles respondem “Baruch haba….”

Se a pessoa que está lendo que o Halel for um menor, um escravo ou uma mulher, as pessoas devem repetir [após a sua leitura], palavra por palavra, todo o Halel. Este é costume inicial e deve-se aderir a ele. Atualmente, no entanto, tenho visto costumes diferentes em todos os lugares, em relação à leitura do Halel e à forma das pessoas responde-lo, e um costume não se assemelha ao outro.

Quarto Capítulo

1. Quantas velas devem ser acesas em Chanucá? A Mitsvá é que uma única vela seja acesa em cada casa, independentemente de se há muitos membros da família na casa, ou se somente uma pessoa vive lá.

Uma pessoa que queira caprichar e fazer a Mitsvá de forma bela e conscienciosa, deve acender velas por cada membro da família (= do lar), seja masculino ou feminino.

Uma pessoa que é ainda mais conscienciosa na realização desta Mitsvá do que este e observa a Mitsvá da forma mais desejável, deve acender velas por por cada membro da família (= do lar), uma vela para cada indivíduo, seja masculino ou feminino, na primeira noite. Em cada noite subsequente, ele deve adicionar uma vela para cada um dos membros da família (= do lar).

2. Como assim? Quando existem dez membros em uma família, na primeira noite acende-se dez velas, na segunda noite – vinte, na terceira noite – trinta, até que na oitava noite, acende-se oitenta velas.

3. É costume comum em todas as nossas cidades, na Espanha, que todos os membros do lar acendem uma única vela na primeira noite e vão adicionando uma nova vela em cada noite, até que, na oitava noite, oito velas são acesas. Esta prática é seguida independentemente de se há muitos membros do lar ou se há apenas uma pessoa.

4. Quando uma lamparina tem duas aberturas [com dois pavios separados], ela pode ser usada por dois indivíduos.

As seguintes regras se aplicam quando alguém preenche uma tigela com óleo e a rodeia com mechas: se a cobriu com um utensílio, cada uma das mechas [ou pavios] é considerada como uma vela separada. Se não a cobriu com um utensílio, considera-se tudo como se fosse uma grande fogueira e não serve nem mesmo como uma única vela.

5. As velas de Chanucá não devem ser acesas antes do por do sol, e sim, devem ser acesos no pôr do sol. Não deve-se acende-las nem mais tarde e nem mais cedo.

Se esqueceu-se ou até mesmo se propositadamente não as acendeu no por do sol, pode-se acender depois até quando já não houver qualquer transeunte no mercado (=nas ruas).

Quanto tempo dura isso? Cerca de meia hora ou um pouco mais do que isso. Se deste horário, não deve-se mais acende-las.

Deve-se colocar azeite suficiente na lamparina (ou candelabro) de ChanuSefer Hamitzvot 51-81:
cá de modo que fique acesa até que não haja mais qualquer transeunte no mercado (= na rua). Se ele a acendeu e ela apagou-se, ele não precisa acende-la uma segunda vez. Se ela permaneceu acesa até depois que que já não há transeuntes no mercado(na rua), se quiser, ele pode apaga-la ou removê-la.

6. Todos os óleos e todos os pavios são aceitáveis para serem utilizados como velas de Chanucá, mesmo os óleos que não são bem absorvidos pelo pavio e mesmo os pavios que não retêm muito bem a chama. Mesmo nas noites de Shabat (=sexta-feira à noite) de Chanucá, é permitido utilizar óleos e pavios que estão proibidos de serem usado para as velas de Shabat [para acender as velas de Chanucá].

A razão para isto é o fato de ser proibido utilizar a luz das velas de Chanucá para fins próprios tanto no Shabat quanto em qualquer dia da semana. É proibido usar a sua luz até mesmo para inspecionar ou contar moedas.

7. É uma Mitsvá colocar o candelabro de Chanuka no exterior da entrada para a casa, dentro do palmo que está mais próximo da porta do lado esquerdo da entrada de casa, para que assim o mezuzá estará no seu lado direito e a luz de Chanucá no lado esquerdo.

Quando uma pessoa vive em um apartamento [acima do nível da rua], ela deve colocar o candelabro de Chanucá em uma janela próxima ao domínio público. Se uma pessoa coloca um candelabro de Chanucá a mais de vinte amót (=cerca de 9,60m) acima do solo, sua ação é irrelevante (=ela não cumpriu sua mitsvá) porque a luz não atrai a atenção [dos transeuntes] a essa altura.

8. Em tempos de perigo, uma pessoa pode colocar um candelabro de Chanucá dentro de sua casa; mesmo se ele acende-lo em sua mesa, é suficiente.

É preciso que a pessoa também tenha, dentro de sua casa, uma outra vela [ou fonte de luz] para uso próprio (=para utilizar em suas atividades mundanas). Se há uma fogueira [ou lareira acesa] na casa, uma vela adicional não é necessária. Para uma pessoa de prestígio que não usa normalmente a luz de uma fogueira, uma vela adicional é necessária.

9. Velas de Chanucá que foram acesas por um surdo-mudo, uma pessoa mentalmente incapaz, um menor ou um gentio é irrelevante (= a mitsvá não é válida). Elas devem ser acesas por alguém que tem a obrigação de acende-las [e estes elementos acima citados são isentos].

Se acendeu as velas de Chanuka dentro de casa, e, em seguida levou o candelabro aceso e o colocou na entrada de sua casa a mitsvá também não é válida. O candelabro de Chanucá deve ser aceso no local correto./p>

Se uma pessoa acende uma vela e fica segurando-a parado no lugar, também não foi válido, pois quem o vê [não entenderia que trata-se da vela de Chanucá, e sim,] pensará que tal pessoa está usando a vela para suas próprias necessidades.

Quando uma lanterna [luminária] ficou acesa todo o dia, até o final do Shabat, [para utiliza-la como vela de Chanucá] deve-se apagá-la, recitar as bençãos e acende-la de novo, pois é o acender que faz a mitsvá, e não a sua colocação no local adequado.

É permitido acender uma vela de Chanucá de outra vela de Chanucá.

10. Quando um pátio tem duas entradas de duas direções diferentes, requer dois candelabros de Chanucá, para que os transeuntes de um lado [que não verem as luzes de Chanucá] não digam “ele não colocou velas de Chanucá”. Se, no entanto, duas entradas para um pátio estão localizadas no mesmo lado, é suficiente a luz de chanucá em apenas uma delas.

11. Um hóspede, cuja família acende por ele em seu lar, não precisa acender as velas de Chanucá na casa onde ele está temporariamente hospedado. Se, no entanto, ele não tem nenhuma casa em que as velas de Chanucá estão sendo acesas para ele, então ele deve acende-las no local onde está hospedado. Ele deve contribuir com azeite para o proprietário do seu alojamento.

Se ele está hospedado em uma residência privada, por mais que estejam acendendo por ele em seu lar [de origem], ele deve acender as velas de Chanucá na residência em que se encontra, por causa da impressão [negativa] criada nas mentes dos transeuntes [caso vejam que ele não acende].

12. A Mitsvá das velas de Cha

nucá é muito querida. A pessoa deve ser muito cuidadosa na sua observância para divulgar o milagre e, assim, aumentar o nosso louvor a D’us e nossa expressão de agradecimento pelos milagres que Ele fez para nós. Mesmo se uma pessoa não tem recursos para alimentar-se, exceto o que ele recebe de caridade, ele deve penhorar ou vender suas vestimentas e comprar azeite e candelabro para acender suas velas.

13. Quando uma pessoa tem apenas uma única Prutá (=moeda de pouco valor) e ele precisa cumprir ambas as mitsvot de Kidush (santificar o dia de Shabat com o vinho) e as velas de Chanucá, ele deve dar prioridade à compra do azeite para as velas de Chanucá sobre compra do vinho para recitar o kidush. Uma vez que ambas estas mitsvot são rabínicas, na origem, é preferível dar prioridade para o acendimento das velas de Chanucá, que é uma recordação [e comemoração] do milagre.

14. Se uma pessoa tem a oportunidade de cumprir apenas um das duas mitsvot, acender as velas de Shabat para a sua casa ou as velas de Chanucá – ou, alternativamente, as velas de Shabat para a sua casa ou o Kidush – acender as velas de Shabat tem prioridade, uma vez que gera paz dentro de casa.

A paz é de primordial importância, tal como aprende-se da Mitsvá que requer que o Nome de Dús seja apagado (=no caso da Sotá) para criar a paz entre um marido e sua esposa. A paz é grande, pois a Torá inteira foi dada para trazer a paz para o mundo, como consta (em Mishle/Provérbios 3:17): “Seus caminhos são agradáveis e todos as sua trilhas são de paz”.

M. 213 – A LEI DA CONSAGRAÇÃO PELO CASAMENTO [KIDUSHÍN]

A mitsvá número duzentos e treze (do Sefer Hamitsvót) é o Mandamento Divino de desposar uma mulher através de uma cerimônia de kidushin [compromisso marital]: seja dando-lhe alguma coisa, ou entregando-lhe uma certidão de consagração pelo casamento, ou por relação carnal.

[A FONTE NA TORÁ] Este é o mandamento (mitsvá) relativo à cerimônia da consagração pelo casamento [KIDUSHÍN]. Está dito o seguinte: “Quando um homem tomar uma mulher e maritalmente relacionar-se com ela (…)” (Devarím/Deuteronômio, 24:1) nos ensina que ela torna-se sua esposa através da relação marital. “E tendo ela saído da sua casa, poderá ir tornar-se mulher [de outro]…” (Devarím/Deuteronômio, 24:2) nos ensina que, assim como sua partida (divórcio) se faz atraves de um documento [ver mitsvá 222], ela pode tornar-se esposa de um homem também atraves de um documento [de casamento]. E aprendemos que uma mulher pode tornar-se sua esposa através de dinheiro pelas Suas palavras relativas à serva hebreia “Sem dar dinheiro” (Shemot/Êxodo, 21:11), a respeito das quais diz o Talmud: “Este senhor não recebe dinheiro, mas há outro senhor que recebe dinheiro [por ela], que é seu pai [no caso de um casamento de uma menor]”. Contudo, a consagração pelo casamento ordenada pela Torá é a da relação marital, como explicado em vários trechos dos Tratados talmúdicos de Ketuvót, Kidushin e Nidá.

As normas deste mandamento (mitsvá) estão explicadas na íntegra no tratado que lida especificamente com este assunto, que é o Tratado do Talmud de Kidushin.

Os Sábios dizem especificamente que a consagração pelo casamento, feita através da relação marital [biá], é a ordenada pela Torá. Assim, fica claro que o mandamento (mitsvá) de KIDUSHÍN (casamento) é deoráita (está nas Escrituras).

never again

Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!

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