Parashat Tazria – Metzora
#judaísmomessiâniconãoexiste
29 Nissan 5785 27 de abril de 2025
Rabino Shmuel Rabinowitz, Rabino do Muro das Lamentações e Lugares Sagrados
As porções da Torá de Tazria e Metzora tratam das leis das aflições de pele ( negaim ) e da metzora — a pessoa afligida por tzara’at — que, segundo nossa tradição, resultam da fala impura ( lashon hara ). Costuma-se dizer que essas aflições são um castigo por esse pecado. Contudo, após uma reflexão mais profunda, descobrimos que, mais do que um castigo, elas servem como um sinal de advertência que D’us coloca diante da humanidade.
Por essa razão, o tamanho da aflição e sua visibilidade são irrelevantes. De fato, uma pessoa cujo corpo inteiro está coberto de tzara’at é declarada completamente pura:
“O sacerdote olhará, e eis que a aflição cobriu toda a sua carne; então declarará a aflição pura; toda ela se tornou branca, é pura.”
( Levítico 13:13 )
A aflição podia ser pequena e quase invisível (tão pequena quanto um grão de cevada), mas ainda assim exigir que a pessoa fosse colocada em quarentena, banida da comunidade e submetida a um processo de expiação no Templo.
Falar maldosamente é um dos pecados mais graves, mas, ao contrário de outros pecados que as pessoas cometem conscientemente ou por engano, uma pessoa pode nem perceber que está fofocando ou falando de forma prejudicial. A fala é parte essencial da identidade humana — é o que nos distingue das outras criaturas. Uma palavra pode construir mundos, mas também pode destruí-los com a mesma facilidade. Estudos mostram que uma pessoa profere cerca de 30.000 palavras por dia, e às vezes a destruição não vem de uma malícia calculada, mas de uma fala casual e rotineira. É por isso que a Torá trata o pecado de lashon hara com tanta seriedade.
Nos tempos do Templo, quando alguém era afligido por tzara’at (fofoca), era um alerta divino: Sua fala é falha — pare antes que seja tarde demais!
Consideremos o processo pelo qual o fofoqueiro passava, conforme descrito pelo Rambam (Maimônides) em sua monumental obra haláchica, o Mishneh Torá :
“As mudanças mencionadas nas vestes e nas casas, que a Torá chama de ‘tzara’at’… não são fenômenos naturais, mas sinais e maravilhas para Israel, para adverti-los contra a lashon hara.
Aquele que fala lashon hara — primeiro as paredes de sua casa mudam. Se ele se arrepende, a casa é purificada. Se ele persiste, os objetos de couro em sua casa mudam. Se ele se arrepende, eles são purificados. Se ele persiste, as vestes que ele usa mudam. Se ele ainda não se arrepende, sua própria pele muda, e ele fica aflito e isolado, de modo que não se envolverá mais em conversas pecaminosas — zombaria e palavras maldosas.”
( Rambam, Hilchot Tumat Tzara’at 16:10 )
Em outras palavras, alguém que usa seu poder de fala para destruir em vez de construir precisa ficar sozinho consigo mesmo, refletir sobre as consequências de seus atos e tomar uma decisão sobre seu futuro.
Segundo o Talmud e a literatura cabalística, quem pratica lashon hara tem suas orações rejeitadas e suas boas ações não são aceitas no Paraíso, pois, às vezes, uma única palavra prejudicial é suficiente para arruinar a vida de toda uma família. E, uma vez dita, a palavra não pode ser desdita.
Ao mesmo tempo, o Zohar, texto fundamental da Cabala, ensina-nos que uma pessoa é punida não só por proferir palavras prejudiciais, mas também por reter palavras gentis:
“Assim como uma pessoa é punida por palavras más, também é punida por não dizer uma boa palavra quando teve a oportunidade de fazê-lo…”
( Zohar, Vol. III, p. 46b )
Assim como uma palavra ruim pode destruir, uma palavra boa pode construir — e esse, afinal, é o propósito da criação: “O mundo será construído com bondade”.
Reflitamos sobre o poder da nossa fala e esforcemo-nos para usá-la para construir, não para destruir.
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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