BOM DIA! A vida é repleta de desafios e dificuldades em nos relacionarmos com os demais – familiares, amigos, colegas de trabalho. Como podemos acalmar uma situação de atrito e encontrar uma solução criativa?Muitas pessoas inicialmente procuram ‘justiça e honestidade’, o que frequentemente significa ‘vingança’. Ao invés de resultar em algo bom e satisfatório, o caso acaba de maneira ruim e destrutiva para todos. Há um antigo ditado que diz: “Aquele que procura vingança deve cavar duas sepulturas”.Claro, a porção desta semana da Torá tem uma mensagem relevante sobre este assunto, onde aparecem tanto a proibição de se vingar como a de guardar rancor: “Vocês não devem se vingar nem guardar rancor.Devem amar o próximo como a si mesmo, eu sou o Todo-Poderoso” (Levítico 19:18).Esta é a fonte do famoso ensinamento de Rabi Akiva (o grande Sábio do século I E.C.) de que “Amar o próximo como a si mesmo” é o princípio básico da Torá. Logo veremos o porquê.O Rabino Naftali Tzvi Yehuda Berlin, conhecido como Netziv de Volozin (Lituânia, 1817-1893) uma grande personalidade da Torá no século 19, fez uma observação fascinante: “Por que a Torá justapõe as proibições de não se vingar e guardar rancor com o mandamento de amar o próximo como a si mesmo?”Para responder a essa pergunta, ele cita uma passagem do Talmud de Jerusalém (Nedarim 9:4), que faz uma observação interessante. Se uma pessoa está segurando uma faca em uma das mãos enquanto corta um pedaço de carne e sua mão escorrega e corta a outra, qual a reação adequada? A mão que foi cortada deve atacar a primeira e cortá-la também, em vingança? Claro que não, é uma ideia absurda.O Netziv explica que é isso o que a Torá está nos ensinando aqui. Temos que enxergar nossos amigos e familiares como a nós mesmos. Portanto, vingar-se ou guardar rancor é tão inútil quanto vingar-se ou guardar rancor de si próprio, porque prejudicá-los ou magoá-los é o mesmo que ferir a si próprio. É por isso que a Torá justapõe esses dois conceitos no mesmo versículo.Isso também explica por que Rabi Akiva afirmava que este conceito é um “princípio fundamental da Torá.”O propósito máximo do mundo é reconhecer que o Todo-Poderoso é a fonte de tudo e que tudo está interligado por Sua “unicidade”. O ponto central e principal deste versículo é que somos uma única entidade e que estamos “todos no mesmo barco”. Devemos nos perceber como ‘órgãos separados’, porém de um mesmo corpo.O COVID (que facilmente é o evento mundial mais exclusivo das últimas 2 gerações) não nos ensinou NADA se não aprendemos como estamos todos interconectados uns com os outros. Alguém em um canto distante do mundo faz uma coisa e isso afeta quase todas as outras pessoas do planeta.Vejam, por exemplo, a necessidade de usar máscaras faciais. Isso é importante em dois níveis. Em primeiro lugar, as máscaras normais não são realmente para a própria proteção, mas principalmente para proteger os outros. Em segundo lugar, elas cobrem a única característica que diferencia as pessoas umas das outras – seu rosto. Mesmo nossos telefones não nos reconhecem quando usamos uma máscara facial.Em outras palavras, uma das lições desta doença é que devemos começar (ou nos dedicar mais) aconsiderar o que podemos fazer pelos outros – uma mensagem diretamente relacionada a amar o próximo como a si mesmo. Entender que temos a responsabilidade de nos tratarmos como gostaríamos de ser tratados é uma área em que seguramente TODOS podemos melhorar!Gostaria de trazer um artigo (publicado em 2003) escrito pelo Rabino Kalman Packouz, deabençoada memória, sobre este assunto de vingança:Semana passada ouvi uma notícia no rádio anunciando que Simon Wiesenthal, o famoso caçador de nazistas, responsável pela captura de Adolph Eichmann, está se aposentando, aos 94 anos. Ele também foi o responsável por trazer mais de 1.100 criminosos de guerra à justiça. Gostaria de compartilhar com vocês, queridos leitores, um pouco sobre o Sr. Wiesenthal, que acredito ser um modelo e uma inspiração para todos nós.Frequentemente me pergunto: “Será que eu teria sobrevivido ao Holocausto?” “Que impacto isto teria me causado?” “O que teria feito depois de passar pelo Holocausto?” “O que poderia fazer para evitar outro Holocausto?” Então li sobre a vida de Simon Wiesenthal e sobre como ele respondeu a estas perguntas.Sobreviver ao Holocausto? Três vezes ele foi inexplicavelmente salvo. Ele estava numa fila de judeus sendo fuzilados um a um pelos ucranianos quando, cerca de 10 pessoas antes dele, interromperam a matança ao ouvirem os sinos de uma igreja chamando para a prece vespertina. Um amigo não judeu o empurrou para fora da fila e o salvou. Na segunda vez ele estava numa fila de judeus aguardando para serem fuzilados paracelebrar o aniversário de Hitler, quando outro bom homem – Heinrech Guenthert – mandou um emissário ao campo de concentração exigindo que Simon viesse com ele, pois era necessário para pintar uma suástica numa faixa destinada à celebração. Na terceira vez que aguardava sua execução, os homens da SS decidiram que precisavam manter seu grupo de 34 judeus vivos, pois assim 200 SS seriam necessários para guardá-los ao invés de serem mandados para o front oriental para lutar contra os russos.A reação de Wiesenthal? Em seu livro “Justice Not Vengeance: Recollections (Justiça, Não Vingança – Memórias)” ele responde à questão: “Quando centenas de milhares foram mortos, porque me foi permitido viver?” Sua resposta: “Eu não havia feito nada que justificasse a continuidade de minha existência. Ao levar assassinos à justiça acreditava estar fazendo um ato que, em retrospectiva, justificasse minha sobrevivência”.Qual o impacto do Holocausto numa pessoa? Simon Wiesenthal procurava justiça, não vingança. Tanto que se recusou a passar informações a esquadrões de ex-partisans (guerrilheiros antinazistas) que desejavamexecutar seus antigos perseguidores. Ele passou horas convencendo-os que a resposta para reagir à bestialidade dos nazistas seria reforçando e fortalecendo os esforços da sociedade em direção à lei e à justiça.“Assassinatos por vingança não podem e não devem ser um caminho de se administrar justiça. Somos diferentes dos nazistas precisamente porque aceitamos os veredictos de cortes de justiça, mesmo se os consideramos errados e injustos”.Simon Wiesenthal abriu seu Centro de Documentação em Viena, Áustria, em 1947. Pelos 50 anos seguintes ele ouviu sobrevivente após sobrevivente contar a história de seus tormentos. Nunca se tornou insensível à dor. Frequentemente irrompia em lágrimas durante as entrevistas. Ele tinha compaixão pelas pessoas e sempre se esforçou para ajudar aqueles necessitados de auxílio. Trabalhou com todos os canais possíveis para documentar os crimes contra a humanidade, localizar os criminosos e trazê-los à justiça.Por que admiro Simon Wiesenthal? Por sua decência, sua visão, seu comprometimento, sua compaixão.A Torá nos ensina: “Tsedek, tsedek tirdof” … “Justiça, justiça, você deve perseguir” (Deuteronômio 16:20). O profeta Micah nos ensinou: “Eis o que o Todo-Poderoso quer de vocês: além de fazer justiça, amar a bondade e andar humildemente com Ele” (Micah 6:8). Estes princípios e conceitos eram os fundamentos de sua educação. Ele tem isto em seu coração e vive de acordo com eles.Quando um homem perguntou-lhe porque escolheu perseguir os perpetradores destes crimes monstruosos e trazê-los à justiça, o Sr. Wiesenthal respondeu: “Você acredita em D’us e na Vida Após a Morte. Eu também acredito. Quando formos para o outro mundo e encontrarmos os milhões de Judeus que morreram nos camposde concentração e eles nos perguntarem: ‘O que você fez? ’, terei muitas respostas. Você dirá: ‘Tornei-me um doutor’. Outro dirá: ‘Construí casas’. E o próximo: ‘Abri uma confecção’. Mas eu direi: ‘Eu não me esqueci devocês! ’”.

Rav Ytzchak Zweig
Fonte: Meor HaShabat
#judaísmomessiâniconãoexiste

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!

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