BOM DIA! Há não muito tempo atrás a responsabilidade pessoal e o trabalho árduo eram considerados o modo de vida americano. Se alguém queria sucesso material, ele/ela entendia que tudo começa com uma educação ouhabilidade aprendida e a vontade de fazer sacrifícios para alcançar seu sonho. O caminho era ser esforçado(a), aprender tudo o que se podia sobre o seu campo de atuação e criar a vida que desejava.O mesmo se aplica em outras áreas da vida. Para perder peso, sabia-se que era necessário uma dieta saudável, exercícios, trabalho árduo consistente e perseverança. Havia uma crença arraigada de que éramos responsáveis por cuidar de nós mesmos e assumir responsabilidade pessoal pelos problemas de nossas vidas.Ron Haskins, cientista político norte-americano, em um artigo para a Brookings Institution, definiu responsabilidade pessoal como a “vontade de aceitar a importância dos padrões que a sociedade estabelece para o comportamentoindividual e de fazer esforços pessoais extenuantes para viver de acordo com esses padrões”. E acrescentou que, quando esses padrões não são cumpridos, pessoas responsáveis não se fazem de vítimas e “não procuram algum fator externo para culpar”.Porém, isso parece muito tempo atrás. Aqueles dias de se assumir responsabilidade pessoal acabaram. Em vez de trabalhar e contribuir para a sociedade, um grande número de americanos contentou-se em deixar que a sociedade cuidedeles; na verdade, eles esperam e exigem isso. Os atalhos reinam supremos; abdominoplastias, lipoaspiração e dietas da moda aparentemente se tornaram os métodos preferidos para a perda de peso.Há alguns anos, a psicóloga Dra. Linda Sapadin cunhou um termo que define essa doença: Transtorno de Déficit de Responsabilidade (RDD). Como é emocionante estar presente para testemunhar o nascimento de um novo transtorno mental!A verdadeira questão é que aqueles que sofrem de RDD não são os que têm a doença – é o resto da sociedade que sofre. A sociedade não precisa mais apenas garantir que todos tenham oportunidades iguais; espera-se agora que asociedade torne todos iguais (equidade), independentemente dos esforços despendidos no crescimento pessoal.Além disso, tornou-se a norma de a sociedade ser responsável pelo ajuste de cada questão com a qual os indivíduos se defrontam. Espera-se que a sociedade redefina a ciência (neutralidade de gênero) e a língua para acomodar toda umanova série de transtornos mentais (disforia de gênero, etc.). Em contraste direto com a filosofia de Haskins de um indivíduo se adaptando aos costumes e valores da sociedade, agora temos a sociedade sendo desafiada a mudar para se adequar ao indivíduo. É terrível – para dizer o mínimo.Sim, muitos – se não a maioria – desses problemas podem ser atribuídos a uma péssima criação dos filhos. Em 2013, advogados de defesa do Texas transformaram um jovem mimado de 16 anos em um exemplo de ‘inocência’ por homicídio culposo veicular. Tendo uma infância excessivamente indulgente com poucos limites significou que o réu era incapaz de entender o conceito de consequências, pois seus pais nunca o responsabilizaram. Argumentou-se que essa doença, chamada “affluenza”, o tornava menos culpado por sua ação de – embriagado – bater com seu carro em 4 pessoas, matando-as e ferindo e paralisando 2 de seus próprios amigos.Existem algumas maneiras pelas quais os pais corrompem o desenvolvimento pessoal de seus filhos. O mais óbvio é dar aos filhos bens materiais ou divertimentos escandalosamente excessivos (por exemplo: gastar dezenas de milhares de dólares para levá-los ao Super Bowl) sem exigir que façam por merecer essas recompensas. Isso gera direito ao invés de responsabilidade e realização.Outra maneira é quando os pais fazem as coisas que seus filhos deveriam fazer por si mesmos (por exemplo: limpar a sujeira deles, colocá-los na faculdade, encontrar empregos para eles, etc.). Os pais acreditam que estão “ajudando”, mas na realidade estão comunicando que não acham que seus filhos devem ou podem fazer isso sozinhos. De qualquer forma, o resultado é que seus filhos nunca aprendem a ser autossuficientes. Isso leva a uma incompetência nas habilidades básicas da vida, o que cria uma baixa autoestima.Mas parte de assumir responsabilidade pessoal inclui entender onde seus pais podem ter falhado com você e reconhecer suas próprias contribuições e falhas. Isso me lembra de uma pessoa que visitou seu terapeuta.Terapeuta: Parece que você coloca o fardo de todos os seus fracassos nos outros, recusando-se a assumir a responsabilidade devido ao desamparo aprendido, apesar da maioria dos seus problemas serem solucionáveis.Paciente: Sim, herdei isso da minha mãe!Claro que assumir a responsabilidade é apenas o começo do processo. A pessoa também deve tomar medidas afirmativas para lidar com os erros do passado e garantir que não os repita. Assumir a responsabilidade sem uma promessa a si mesmo de se comprometer com uma mudança real realmente não significa muito. Isso me lembra outra piada. Era 11 de novembro de 1918 e o representante alemão estava prestes a assinar o Tratado de Versalhes, encerrando a guerra. A parte mais importante do tratado era que os alemães admitiam o início da guerra e as reparaçõesque fariam por seus crimes. O representante alemão estava prestes a assinar o tratado quando o representante dos Aliados olhou para ele e disse: “Então vocês assumem total responsabilidade por iniciar a guerra?” Ele respondeu: “Sim, assumimos total responsabilidade pelo início da Primeira Guerra Mundial”.“E D’us falou a Moisés no deserto do Sinai dizendo: ‘Faça o recenseamento de toda a congregação dos filhos de Israel’” (Números 1:1-2)O quarto livro da Torá, conhecido como Sefer Bamidbar (literalmente, “Livro de Estar no Deserto”), começa com D’us pedindo a Moisés que faça uma contagem do povo judeu. Portanto, nossos Sábios referem-se a ele como O Livro daContagem (ver Mishná Yomá 68b e Rashi ad loc.). Na verdade, mesmo em português, não o traduzimos literalmente (ou seja, “No deserto”), e o quarto livro da Torá passou a ser conhecido como Números.Isso é estranho por vários motivos: o que há de tão significativo nessa contagem que esse evento definiu o livro inteiro?Em outras palavras: o Sefer Bamidbar abrange um período de 40 anos; como um evento ocorrido no início dos 40 anos definiu todo o volume?Rashi (1:1) explica que o Todo-Poderoso contou o povo judeu como uma expressão de Seu profundo amor por eles. Ao nos contar, D’us está demostrando Seu desejo de estar conectado a nós. É fascinante notar que a palavra que Rashi usa para descrever esse amor é “hibá”, que deriva da palavra hebraica “hav – responsabilidade”.Isso porque o amor verdadeiro é assumir responsabilidade pelo objeto de sua afeição. Um relacionamento de amor verdadeiro exige que a pessoa seja um doador. Isso significa cuidar bem do seu amado. Ainda assim, conforme discutidoacima, esse processo pode ser corrompido. Como expressamos verdadeiramente o amor assumindo a responsabilidade sem fazer com que o objeto de nosso amor se torne irresponsável?Existe um costume que é observado quando um menino faz bar-mitzva. Até os 13 anos, perante o Tribunal Celestial, o pai é responsável pelos erros e indiscrições do filho. A partir dos 13 anos, o menino é responsabilizado por seus própriosatos. Assim, durante a cerimônia de bar-mitzva, o pai recita diante de toda a congregação uma oração de agradecimento por não ser mais responsável pelos erros de seu filho.Isso parece ir contra os ensinamentos judaicos!? Sabemos que o Todo-Poderoso é comparado a uma águia que coloca seus filhotes sobre suas asas para protegê-los dos caçadores que atiravam flechas. A águia está expressando o sentimento de que “prefiro que a flecha entre em mim do que em meu filhote”. Da mesma forma, o Todo-Poderoso protegeu o Povo de Israel durante o êxodo do Egito – colocando-Se entre eles e os egípcios e absorvendo as flechas e catapultas do exército egípcio.A questão que surge é a seguinte: queremos absorver os golpes por nossos filhos ou queremos ser absolvidos de suas indiscrições e deixá-los sofrer sozinhos?A resposta é óbvia. Devemos fazer tudo o que pudermos para proteger nossos filhos de forças externas que desejam feri-los não por culpa deles – como a águia protegendo seus filhotes dos caçadores abaixo. Mas também devemos saberquando recuar: que quando tiverem idade suficiente, precisam aprender que sofrerão as consequências de seus erros.Pode ser difícil assistir, mas é a única maneira de eles crescerem, se tornarem responsáveis e aprenderem a ser produtivos.É por isso que nossos Sábios escolheram o nome de Livro da Contagem para a jornada do Povo de Israel no deserto.Este quarto volume da Torá começa com uma declaração do amor inabalável de D’us e apoio ao Seu povo. Ao longo das experiências às vezes tumultuadas dos 40 anos no deserto, o povo foi responsabilizado por suas ações – incluindo oserros que impediram tanto o povo judeu quanto o próprio Moisés de entrarem na Terra de Israel. Mas o amor de D’us nunca oscilou. Ele nos mostrou como criar nossos filhos corretamente: nós ajudamos a guiá-los até que possam crescerpor conta própria – e então observamos nossas águias decolarem!

Rav Ytzchak Zweig
Fonte: Meor HaShabat
#judaísmomessiâniconãoexiste

never again

Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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