Rav David Ashear
Quando se trata das nossas necessidades materiais, somos incentivados a fazer um esforço básico e confiar em HaShem quanto aos resultados. Infelizmente, no mundo dos negócios, pessoas acreditam que se você não cortar caminho e não contornar algumas regras, não conseguirá ganhar dinheiro. Nós dizemos que não precisamos enganar nem mentir para obter a parnassá. HaShem decide quem recebe o quê, e, se seguirmos Suas leis, sempre receberemos tudo aquilo que nos está destinado.
No entanto, quando se trata da nossa vida espiritual, somos incentivados a nos esforçar o máximo possível. Se queremos aprender Torah, não podemos fazer o mínimo esforço e dizer, “HaShem colocará o conhecimento no meu cérebro.” Quando vamos comprar um tefilin ou um etrog, não podemos simplesmente entrar na primeira loja e dizer: “Fiz minha hishtadlut; sei que HaShem vai me dar o melhor.” Em assuntos espirituais, precisamos investir cem por cento de esforço. Esse é o propósito para o qual fomos criados.
O Rav Menashe Reizman trouxe uma pergunta do Rav Hirsch de Riminov. De acordo com os nossos Sábios, antes da outorga da Torah todas as outras montanhas estavam fazendo esforços superiores para que a Torah fosse entregue sobre elas. Isso é uma busca espiritual. Então, por que o Har Sinai não fez os mesmos esforços? E por que justamente o Har Sinai foi escolhido se não fez esses esforços? Uma explicação é que o Har Sinai entendeu que HaShem priorizou a humildade. E, uma vez que alguém está fazendo aquilo que HaShem quer, pode ser zocheh, merecedor de presentes gratuitos.
Se alguém se esforça para reservar tempo para estudar, com um real desejo de entender e conhecer aquilo que está aprendendo, mas, quando se senta, desliga o telefone e abre o sefer, alguém entra e diz que ele é necessário para ajudar a fazer uma Mitzvá que ninguém mais poderia cumprir — de acordo com a halachá ele precisa se levantar e fazê-la. Nesse momento ele pode ter bitachon em HaShem e dizer: Ele me ajudará a saber aquilo que quero aprender, dando-me uma ajuda celestial extra na próxima vez que eu estudar, para compreender o conteúdo e lembrá-lo.
Está escrito no passuk que temos uma Mitzvah de ensinar Torah aos nossos filhos. Alguém poderia pensar: “Se eu gastar tempo do meu estudo para ensinar o meu filho, talvez eu perca tempo para meus próprios estudos.” É aqui que devemos ter bitachon em HaShem e ter certeza que se estamos fazendo a vontade Dele, nunca perderemos nada. Ele nos dará mais siyatta d’Shmaya em nosso estudo porque damos nosso tempo para fazer aquilo que Ele quer.
Na época de Chazal, os Chassidim HaRishonim costumavam passar nove horas por dia na Tefilah. A Guemará pergunta se era assim, como conseguiam ser conhecedores de Torah? A Guemará responde que HaShem abençoava o estudo de Torah deles, e eles conseguiam realizar, no curto tempo de estudo, aquilo que normalmente levaria horas para outras pessoas aprenderem.
Se alguém passa tempo tentando estudar um assunto de Torah e seu yetzer hará lhe diz: “Se você está se esforçando tanto para aprender essa pequena coisa, nunca se tornará um talmid chacham; há tanto mais para aprender”. Devemos responder —נפש עמל עמלה לו — quando alguém se esforça em uma área da Torah, ao estudar outra, o primeiro esforço o ajudará a aprender o segundo assunto com mais facilidade.
HaShem nos ajuda através de inúmeras maneiras com a nossa espiritualidade. É verdade que precisamos investir o máximo de esforço possível na Torah, mas, se for a vontade de HaShem que façamos uma outra Mitzvah, nunca perderemos nenhum ganho espiritual por causa disso.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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