Shavuot: O Feriado Essencial#judaísmomessiâniconãoexiste

Por Rabino Tzvi Nightingale

Desenterre o álbum de casamento e volte àquela imagem da chupá, quando vocês se olharam nos olhos e viram apenas amor, potencial e significado.

Shavuot comemora a entrega da Torá ao povo judeu no Monte Sinai. Infelizmente, apesar de sua grande importância e lugar fundamental no calendário judaico, Shavuot tornou-se o órfão das festas judaicas. Chanucá, uma festa relativamente menor, recebe muito mais atenção. Como competir com o que muitos consideram o Natal judaico, com todos aqueles presentes e festas? Pessach? Ótimo tempo em família. Grandes Festas? Ter que ir à sinagoga, expiar os pecados e ter o nome inscrito no livro da vida para mais um ano.

Mas Shavuot – isso é para os verdadeiros religiosos. Nada de muito emocionante neste feriado, nada de diversão ao sol, quer dizer, à sombra de Sucot.

E isso é extremamente triste, porque provavelmente não há feriado mais importante quando se trata de definir quem nós, judeus, somos e o que ensinamos à humanidade. Afinal, foi este documento, esta constituição, que criou a maioria dos maiores conceitos que moldaram, mudaram e alteraram a história mundial. É em nossa Torá que o mundo é apresentado pela primeira vez à ideia de que todos os seres humanos são criados à imagem de Deus e, portanto, possuem valor inato, independentemente de sua religião, credo ou condição de nascimento. O rei não tem mais mérito do que o escravo e todos são iguais aos olhos de Deus. “Ame o seu próximo como a si mesmo” não se aplica apenas a pessoas importantes ou àqueles nascidos em uma classe social mais alta, mas a todos os seres humanos na face da Terra.

Paz na Terra, educação universal, liberdade para todos, não matar, não roubar, cuidar dos órfãos, das viúvas e dos menos afortunados – todos esses conceitos e ideais cruciais tiveram origem em nossa Torá revolucionária, numa época em que o mundo era muito mais bárbaro do que é hoje.

Shavuot é um feriado minimalista; não tem nenhuma mitsvot específica além do estudo da Torá, e isso tem um motivo. É sobre a Torá, pura e simplesmente, nada mais e nada menos. Sem limpeza de Pessach para distrair você, nem detalhes sobre a quantidade de matzá a comer para cumprir a mitsvá; sem procurar um lulav e um etrog perfeitos; sem presente de Chanucá ideal; sem chegar cedo à sinagoga para garantir um bom lugar para Yom Kippur.

Não, nada disso; apenas um retorno à essência de quem somos e do que representamos, por que estamos aqui e qual é a nossa maior obrigação para com o mundo: torná-lo um lugar melhor com as verdades fundamentais que lhe transmitimos. Shavuot é como desempoeirar o álbum de casamento e voltar à chupá – o dossel nupcial onde vocês se olhavam nos olhos e só viam amor, potencial e significado. Shavuot é sobre retornar ao lugar onde tudo começou e nos lembrar do verdadeiro propósito da Torá e por que Deus nos trouxe ao Sinai.

Trata-se de passar a noite em claro, mergulhando na profundidade e no significado do estudo da Torá, reafirmando seu compromisso com a união que o povo judeu firmou com Deus no Monte Sinai.

Fonte: Aish Hatorah

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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