A mágica no coração#judaísmomessiâniconãoexiste

Não há nada parecido com ouvir os batimentos do coração. É algo profundamente espiritual e reconfortante ao mesmo tempo. É como se D’us estivesse sussurrando no seu ouvido…

Rav Lazer Brody

Posted on 13.05.26

Desde que me lembro, sempre sonhei em ser médico. Não tenho certeza de onde surgiu essa ideia. Só sei que sentia uma profunda reverência pelo corpo humano. Quando era adolescente, sabia de cor os 206 ossos do corpo humano. Já na juventude, tive o mérito de passar o verão no Centro de Trauma do Hospital Jackson Memorial, em Miami, época da qual me recordo com muito carinho como um dos períodos mais incríveis de toda a minha vida.

Sendo estudante de pré-medicina, testemunhei os acidentes mais terríveis, desde acidentes de trânsito até queimaduras de terceiro grau e múltiplos ferimentos por arma de fogo. Estive em salas de cirurgia acompanhando todo tipo de procedimento e até participei de algumas intervenções.

E aproveitei cada terrível minuto.

Houve outras áreas da medicina nas quais atuei como interno, como clínica médica, obstetrícia, gastroenterologia e radiologia, mas nada pode se comparar à cirurgia. O que tanto me atraía nela? Lembro-me de um caso em especial que se destaca acima de todos os outros.

Depois de um longo dia de verão inserindo dados no sistema do Centro de Trauma, o cirurgião de plantão me perguntou se eu gostaria de permanecer no hospital durante toda a noite. Quase comecei a pular de alegria como alguém que acabou de ganhar na loteria.

Naquela noite chegou uma vítima de acidente de trânsito em estado gravíssimo. Depois de alguns minutos tentando estabilizá-lo na emergência, os médicos o levaram rapidamente para o centro cirúrgico. Como ele sofria de uma grave hemorragia interna, precisaram abrir completamente seu abdômen, desde o esterno até quase o osso púbico.

Para minha sorte (e infelizmente para o paciente), me permitiram permanecer ao lado dele durante toda a cirurgia.

Cada hora daquela operação de seis horas foi como um paraíso para mim. Mas o auge aconteceu quando o cirurgião assistente me pediu a mão… não em casamento, obviamente, mas para ajudá-lo. Ele pegou minha mão e a colocou dentro do abdômen do paciente, até que metade do meu braço ficou cercada pelos órgãos internos. Então pressionou minha mão firmemente contra a aorta do paciente.

Naquele momento, quase desmaiei de emoção. Meus olhos se encheram de lágrimas ao me conectar com a força vital, o pulso firme e constante que vibrava por todo o corpo dele. Foi a conexão mais próxima e íntima que já tive com a essência da vida. Para mim, aquilo foi como uma conexão com o próprio D’us!

Em uma de suas palestras, o Rav Lazer Brody disse que o pulso é como uma massagem que o próprio HaShem faz em você. Se você escutá-lo atentamente, é como se dissesse: “Yud Kei Vav Kei, Yud Kei Vav Kei” — o Nome de HaShem.

E ele tem razão.

Não há nada parecido com ouvir os batimentos do coração. É algo profundamente espiritual e reconfortante ao mesmo tempo. É como se D’us estivesse sussurrando no seu ouvido:

“Meu amado filho, Eu estou aqui, cuidando de você.
Sempre vou te proteger.
Não tenha medo.
Sou Eu quem está massageando o seu coração a cada instante.”

Da próxima vez que você se sentir abatido, reserve um minuto e coloque a mão sobre o coração. Sinta o pulso. Imagine o sangue — que é a alma — sendo bombeado através do coração e circulando por todo o seu corpo.

Ou melhor ainda: consiga um estetoscópio.

Às vezes, tudo o que precisamos é de um único momento de conexão com a parte mais profunda de nós mesmos para voltar a sentir alegria novamente!

Fonte: Breslev Israel.

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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