Shavua Tov Chaverim. Ao iniciarmos uma nova semana, devemos compreender que a base mais sólida para combatermos o antissemitismo se assenta no conhecimento e na crença em D’us. Portanto, jamais devemos relativizar ou desprezar a importância de seguirmos estudando a Torá em busca das respostas aos grandes dilemas humanos.

Como o judaísmo pode ordenar que se saiba que D’us existe?
#judaísmomessiâniconãoexiste

Por rabino Nechemia Coopersmith

Ou você acredita em D’us, ou não. Se acredita, o mandamento é redundante. Se não acredita, é irrelevante.

O primeiro dos Dez Grandes mandamentos é o de saber que D’us existe. Mas que sentido faz esse mandamento? Ou você acredita em D’us, ou não. Se você acredita, qual o sentido de receber o mandamento – você já acredita em D’us. (Os judeus que estavam no Monte Sinai e receberam esse mandamento diretamente de D’us certamente sabiam que D’us existia – eles estavam falando com Ele!)

E para aqueles que não acreditam em D’us, o mandamento é irrelevante. Não pode haver mandamento sem o reconhecimento prévio do Comandante. É apenas uma frase escrita em um livro antigo que não tem nenhuma influência na minha vida.

Afinal, para quem se destina este mandamento? Ou é redundante ou irrelevante.

Para responder a esta pergunta, precisamos primeiro definir dois termos importantes: crença (em hebraico, emuna ) e conhecimento (em hebraico, da’at ).

Curiosamente, ” O Caminho de D’us” , a obra clássica do Rabino Moshe Chaim Luzzato sobre filosofia judaica, começa assim: “Todo judeu deve crer e saber que existe um Ser primordial, sem princípio nem fim…” Ele usa ambos os verbos – crer e saber – indicando que são duas entidades distintas. Como definimos esses termos e por que a crença precede o conhecimento?

Aqui estão duas abordagens possíveis.

Primeiro a crença, depois o conhecimento.
Quando cheguei pela primeira vez à Aish em Jerusalém, há muito tempo atrás, eu não era praticante. Estava aprendendo sobre o judaísmo e explorando os vários argumentos apresentados para a existência de D’us e a afirmação de que D’us entregou a Torá ao povo judeu no Monte Sinai. Eu não queria fazer nenhuma mudança no meu estilo de vida por pressão social ou pela recompensa emocional da experiência. Eu estava tentando ser objetivo e tomar decisões racionais.

Em que momento não posso mais ignorar os mandamentos da Torá simplesmente porque não tenho vontade de cumpri-los?

Depois de estudar na Aish por alguns meses, o Shabat começou a representar um desafio para mim. Eu precisava decidir quando deveria, de fato, começar a observar o Shabat. Em que momento eu não poderia mais ignorar os mandamentos da Torá só porque não me apetecia observá-los? Quanta evidência eu precisaria ter para comprovar que tudo isso relacionado ao judaísmo pode, de fato, ser verdade?

Ao tomar decisões estritamente racionais (o que reconheço que não é frequente), quando a balança pende para um lado ao avaliar as evidências, é mais sensato seguir a direção em que as evidências apontam – mesmo que a balança penda apenas para a marca de 51%. Nesse ponto, mal tenho evidências convincentes suficientes para acreditar que isso seja verdade. Tenho certeza ? Certamente que não. Eu estava inseguro e tinha muitas perguntas e dúvidas. Mas, em certo momento, tornou-se irracional ignorar as evidências. Eu estava comprometido. Entrei no âmbito inicial da crença baseada na preponderância das evidências.

Assim que acreditei em D’us, o mandamento de saber que D’us existe se tornou essencial. Reconheci que havia uma boa chance de Ele existir e me entreguei a Torá. A Torá me diz: não pare por aí. Você tem muitas perguntas e dúvidas. Trabalhe para alcançar o domínio do conhecimento, respondendo às suas perguntas fundamentais e acumulando evidências mais convincentes que o impulsionarão para um nível mais alto na escala da certeza, passando do reino da crença para o do conhecimento.

O primeiro mandamento é a exigência de obter clareza e descobrir a verdade. Passe da crença ao conhecimento.

Segundo essa explicação, o mandamento de saber que D-us existe é dirigido àquele que tem uma crença tênue em D’us, baseada em algumas evidências. O mandamento o orienta a construir uma base sólida e racional para suas convicções. Ele não deve fugir de suas dúvidas nem simplesmente presumir que D’us existe. O primeiro mandamento, o alicerce da Torá, é a exigência de buscar clareza e descobrir a verdade. Passe da crença ao conhecimento.

Conhecimento Bíblico
A segunda explicação baseia-se numa definição diferente de crença e conhecimento. Na Torá, o termo hebraico para conhecimento, da’at, é usado para denotar intimidade sexual. “Ora, o homem conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim” ( Gênesis 4:1 ). Este é o “conhecimento” no sentido bíblico, o conhecimento carnal.

A forma mais profunda de conhecimento não reside apenas na cabeça; ela precisa penetrar o coração.

Por que a palavra “conhecer” também deveria significar intimidade? Essa conexão revela o que significa conhecer verdadeiramente algo. A forma mais profunda de conhecimento não reside apenas na mente; ela precisa penetrar o coração. O conhecimento pleno é sabedoria integrada; é ter intimidade com aquilo que se sabe.

Para ilustrar, imagine um fumante que visita uma ala de oncologia. Ele já sabe intelectualmente que fumar é perigoso e causa câncer. É difícil ignorar aquelas palavras grandes, em preto e branco, estampadas na embalagem: FUMAR MATA. No entanto, algo muda, pelo menos por alguns instantes, ao sair da ala de oncologia onde viu de perto a dura e horrível realidade de morrer de câncer de pulmão. Levará pelo menos cinco minutos antes que ele acenda um cigarro.

Intelectualmente, nada mudou. O fumante já conhecia os perigos do tabagismo. Mas presenciar a realidade em primeira mão permite que seu entendimento intelectual penetre em seu coração. Isso torna tudo real. Agora ele realmente sabe que fumar mata.

O mandamento de saber que D’us existe é a diretriz para integrar sua crença, seu entendimento intelectual, e torná-la parte da própria essência do seu ser. Assimile-a, viva com ela. É muito fácil ignorar D’us se tivermos apenas uma crença intelectual de que Ele existe. Fazemos isso todos os dias. O primeiro mandamento nos apresenta o enorme desafio de viver com aquilo que sabemos ser verdade, de sentir que D’us é uma parte ativa e dinâmica da nossa vida, aqui e agora, conosco. Sem o componente emocional, D’us é apenas um conceito abstrato e estéril, que não teria impacto algum na sua vida.

O rabino Eliyahu Dessler, um dos principais filósofos judeus do século XX , disse que a distância entre a mente e o coração é maior do que a distância entre a Terra e a Lua. Chegar à conclusão de que D’us existe é a parte fácil. Integrar essa crença é o desafio muito maior.

Segundo essa explicação, a crença é o domínio intelectual. A mente vem primeiro; é ela que nos diz o que é verdade. Depois vem o conhecimento, da’at, que preenche a lacuna entre a mente e o coração. Viver com a realidade da existência de D’us e construir um relacionamento apaixonado com Ele é um desafio constante para toda pessoa que crê em D’us.

Assim, o primeiro mandamento se aplica a todos os judeus ao longo das gerações.

Fonte: Aish HaTorah

never again

Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
worldjornalistaandrehmendan.online
#נדרהמנדהה #Israel #andrehmendanhanettodasilva #jornalismo #judaísmomessiâniconãoexiste

Deixe um comentário