Rav David Ashear
Uma pessoa pode facilmente sentir que não está crescendo no seu estudo de Emunah e pode querer desistir. Ela estudou os princípios, sabe que HaShem controla tudo e que tudo é para o bem. No entanto, quando for para aplicar esse conhecimento é como se não soubesse. Ela continua ficando chateado com pequenos inconvenientes e invariavelmente culpa os outros pelos seus problemas. Ela ainda tem um desejo de vingança; teme a competição; se preocupa com o futuro. Quando está atrasado por causa do trânsito fica com raiva. Quando perde alguma coisa fica chateado. Então ela se pergunta, “Por que eu deveria me preocupar em tentar melhorar? Afinal, não estou progredindo.”
Quando se trata de trabalhar sobre aspectos como Chessed, bondade, a pessoa pode facilmente ver seus progressos e se sentir bem com relação a eles. Ela pode visualizar todas as pessoas que ajudou e ter a conta do dinheiro que doou. Se estiver investindo no seu estudo da Torah, ela poderá ver seu progresso pelo número de páginas estudadas ou pelas horas de estudo. Porém, quando se trata de Emunah, não é fácil ver os progressos, o que lhe daria o Chizuk que precisa para continuar.
O Rabino Lugassi explica que nós temos mais controle sobre áreas físicas. Por exemplo, se alguém quiser começar a participar de um Minyan, ele pode simplesmente se levantar e ir. Contudo, exercitar Emunah é um trabalho do coração e é extremamente difícil fazer o coração sentir os pensamentos de nossas mentes. Porém, justamente por ser tão difícil, cada avanço é grandioso! A pessoa pode não reconhecer seus progressos em Emunah, mas se estiver trabalhando nisso, definitivamente haverá ganhos.
A distância entre o cérebro e o coração do ser humano é de aproximadamente quinze centímetros. Mas o tempo necessário para subjugar os corações das pessoas às suas mentes pode demorar cinquenta anos! Por isso, cada milímetro de melhora é muito significativo. Se alguém costumava ter manifestações explosivas quando as coisas não aconteciam do jeito que queria, e agora dificilmente se irrita ou grita menos, isso já é um progresso extremamente significativo. Se alguém ficava todo tempo preocupado, agora se preocupa um pouco menos, já é um enorme passo. Ainda que a pessoa fique brava como antes, mas agora se sente mal com isso, também é um progresso significativo. O fato de estar fazendo Cheshbon Hanefesh – uma balanço dos seus atos, significa que ele interiorizou sua Emunah.
A pessoa pode falar, às vezes, com muito entusiasmo sobre Emunah, e no próximo dia lamentar sobre um problema mínimo em sua vida. Ela pode se sentir como sendo hipócrita. Mas ela não é hipócrita! Ela avançou, depois caiu. Isso não tira o que ela já conquistou.
O Rabino Lugassi deu o exemplo de um carro que quebrou numa estrada. O motorista o consertou, e depois de cinquenta quilômetros o carro quebrou novamente. O fato de ter quebrado novamente não exclui o fato de que ele progrediu cinquenta quilômetros desde a última vez que parou. Assim ocorre com a Emunah, mesmo que tenhamos “dias ruins” e caímos, não significa que não temos evoluído. É necessária uma longa jornada para dominar a Emunah, aplicar os pensamentos da nossa mente ao nosso coração. Mas devemos nos alegrar com o nosso aprendizado e nos maravilhar com cada pequeno progresso.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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