Rav David Ashear
Não há nada que uma pessoa consiga realizar sem a ajuda de HaShem — e com a ajuda de HaShem, tudo é possível.
Até as menores tarefas exigem Siyatta Dishmaya (ajuda dos Céus). Um de nossos leitores compartilhou uma experiência em um aeroporto com sua família. Eles estavam esperando a última mala aparecer na esteira. Sua filha perguntou se ela poderia pegá-la, e ele concordou. Quando a mala chegou, ela se preparou para pegá-la — mas, naquele momento, um único fio de cabelo dela ficou preso em outra mala. Esse pequeno atraso fez com que ela perdesse a mala e, devido à multidão, eles não conseguiram pegá-la até que ela desse outra volta novamente.
O homem tirou uma lição poderosa dessa experiência. Sua filha estava pronta, aparentemente nada a impedia — no entanto, claramente, era da vontade de HaShem que eles esperassem mais alguns minutos. HaShem orquestrou tudo por meio de algo tão pequeno quanto um fio de cabelo. Muitas vezes não temos ideia de quanto Ele está nos ajudando, mesmo em meio a atrasos ou contratempos.
O Rav David Ammon, Rosh Yeshiva de Noam HaTorah em Israel, contou uma história notável. Em um certo Yom Tov, em Los Angeles, ele estava caminhando para dar um Shiur quando percebeu, a poucos quarteirões de casa, que havia vestido o paletó errado. Ele voltou para casa para trocar de roupa. Ao retornar, um homem se aproximou e lhe perguntou como ele sabia que deveria voltar naquele momento.
Confuso, o Rabino perguntou o que ele queria dizer. O homem explicou que, momentos depois de o Rabino ter dado meia volta, um pedaço enorme de uma árvore — com nove metros de altura — caiu exatamente no caminho por onde ele estava andando.
Devido ao barulho do trânsito, o Rabino nem sequer ouviu. Ele estava completamente alheio ao fato de que HaShem acabara de salvar sua vida ao fazê-lo vestir o paletó errado.
Em outra ocasião, o Rav Ammon compartilhou uma história de uma viagem da Yeshivah à Europa. Enquanto visitavam locais sagrados, alguém recomendou irem a uma sinagoga onde três grandes Tzadikim haviam servido como Rabinos outrora. A entrada era somente com hora marcada – que eles não tinham – mas como estavam por perto, decidiram dar uma passada. Milagrosamente, alguém com a chave estava lá naquele exato momento para abrir as portas.
Minutos depois, um pequeno grupo chegou — aqueles que de fato tinham a hora marcada. Eles vieram com a esperança de realizar um kumzitz, cantando louvores a HaShem no local sagrado. Ao verem os 30 jovens da Yeshivah, convidaram-nos a participar e, juntos, compartilharam o que se tornou a experiência mais edificante da viagem de cada um. As visitas àquela sinagoga são raras. HaShem claramente orquestrou o momento perfeito para que ambos os grupos estivessem juntos lá.
Outra pessoa compartilhou uma história sobre o Bar Mitzvah de seu filho. Ele precisava desesperadamente de um par de Tefilin, mas não tinha condições de comprá-los. Ele entrou em contato com uma organização que ajuda famílias de baixa renda a adquirir Tefilin, e eles colocaram seu filho na lista de espera.
Dias depois, a organização lhe telefonou com boas notícias: um homem chamado Shimon queria fazer uma doação e recebeu em seguida as informações do menino. Quando falaram com o Shimon, ele explicou como tudo aconteceu. Ele havia conhecido um homem em Williamsburg com um talento raro: a capacidade de converter instantaneamente qualquer data secular para sua data hebraica correspondente, mesmo décadas no passado ou no futuro.
Shimon forneceu sua data de nascimento secular e o homem respondeu: “28 de Av”. Shimon discordou, dizendo que era dia 29. O homem insistiu. Após investigar, Shimon descobriu que seu pai havia lhe dito a data errada por engano. Seu nascimento ocorrera na data de Yom Kippur Katan, que geralmente cai no dia 29 de Av — o dia anterior a Rosh Chodesh. Mas naquele ano, Rosh Chodesh caiu no Shabat, então a Tefilah foi antecipada para quinta-feira, dia 28.
Seguindo a tradição de sua família, Shimon só começou a usar Tefilin no dia exato de seu Bar Mitzvah — o que significava que ele havia perdido o primeiro dia por engano. Essa constatação o devastou. Ele queria fazer teshuva por este engano e rezou por orientação.
Semanas depois, numa aula ele ouviu o Rabino mencionar que, se alguém acidentalmente perde um dia de Tefilin, uma forma de se redimir é doando um par para alguém necessitado. Radiante com a clareza e a oportunidade, Shimon contatou a organização imediatamente — e foi apresentado ao jovem que faria seu Bar Mitzvah e precisava de ajuda.
HaShem guiou cada detalhe dessa história — desde revelar a data errada, até ensinar Shimon a se redimir, e conectá-lo com alguém cuja necessidade combinava perfeitamente com seu desejo de doar.
Essas histórias nos lembram que HaShem está presente em cada momento e em cada detalhe de nossas vidas. De uma mala perdida a uma árvore que cai, de uma visita sagrada a um humilde ato de generosidade — Ele orquestra tudo com propósito. Quanto mais pedimos a ajuda de HaShem, mais vemos Sua mão em nossas vidas.
Fonte: Emunah Todo Dia
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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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