Rav David Ashear
HaShem não apenas ouve cada palavra que dizemos — Ele conhece cada pensamento que passa pela nossa mente.
Na última sexta-feira, eu estava fazendo compras para o Shabat e percebi que os preços estavam especialmente altos. Peguei um produto e comecei a pensar se deveria ou não colocá-lo de volta. Naquele exato momento, um homem se aproximou de mim e perguntou:
— É verdade que tudo o que gastamos para o Shabat não é descontado da renda anual que HaShem determina para nós?
Eu respondi:
— Com certeza. É uma Guemará explícita.
Assim que respondi, percebi que HaShem tinha enviado aquele homem para me lembrar dessa verdade. Sorri, agradeci a HaShem pela correção imediata e comprei o item sobre o qual eu estava em dúvida.
HaShem está intimamente envolvido em nossas vidas — não apenas todos os dias, mas a cada segundo.
Há pouco mais de um mês, uma mãe estava procurando levar seus filhos para um passeio, para entretê-los antes. Ela tentou dois lugares diferentes, mas ambos estavam completamente lotados. As crianças ficaram decepcionadas e a mãe, tentando amenizar a frustração, levou-as para tomar sorvete. Era um dia extremamente quente.
Ao saírem da sorveteria, as crianças correram na frente e, por engano, abriram a porta de um carro parecido com o deles. Para o choque de todos, havia um bebê de quatro meses sozinho no banco de trás. O bebê tinha sido esquecido.
Eles correram por várias lojas, procurando a mãe da criança. Quando ela os viu segurando seu filho, começou a chorar.
— Eu sempre confiro duas vezes! — ela disse, chorando. — Desta vez, simplesmente esqueci…
Em um dia quente de verão, “D-us nos livre”, bastam apenas 10 a 15 minutos para que uma tragédia aconteça dentro de um carro. Naquele momento, ficou claro para a mãe e para as crianças por que seus planos anteriores tinham sido cancelados. HaShem havia redirecionado seus passos, colocado a ideia do sorvete em suas mentes e guiado as crianças para abrirem a porta do carro errado — bem a tempo de salvar a vida daquele bebê.
Outra história impressionante foi contada pelo Rabino David Ozeri. Numa noite, ele recebeu uma ligação de um pai desesperado — um Rav em Eretz Israel. Sua filha de 17 anos havia pousado em Newark, em uma conexão vinda de Israel, e seu próximo voo tinha sido cancelado por causa do mau tempo. Ela não falava inglês, estava sozinha em um aeroporto estrangeiro, e já eram 23h.
O Rabino Ozeri imediatamente entrou em contato com um baal chessed de sua comunidade, que atendeu o telefone na hora.
— Claro que ela é bem-vinda para ficar conosco — disse o homem. — Eu até mando um Uber para buscá-la.
Mas o pai estava nervoso demais para colocar a filha sozinha em um Uber à noite.
Então, o Rabino Ozeri pensou em uma mulher do Brooklyn que levava crianças à escola todas as manhãs. Ela era divorciada e talvez precisasse de uma renda extra. Ele ligou para ela e perguntou se estaria disposta a dirigir do Brooklyn até Newark, buscar a menina, levá-la até Deal, em Nova Jersey, e depois voltar para casa.
A mulher respondeu imediatamente:
— Será um prazer fazer esse chessed.
E acrescentou que não queria receber pagamento. Mas o Rabino Ozeri foi até a casa da família que hospedaria a menina e entregou ao anfitrião um envelope com 450 dólares, pedindo que ele o desse à motorista quando ela deixasse a jovem.
Na manhã seguinte, a mulher mandou uma mensagem ao Rabino Ozeri agradecendo pela oportunidade de fazer o chessed — e também pelo dinheiro. O que ela contou depois foi incrível.
Ela disse que era sua vez de receber os filhos para o Shabat, mas, ao verificar sua conta bancária, viu que restavam apenas poucos dólares. Ela não sabia como compraria comida para sua família grande. Naquele momento, viu um panfleto pedindo Tzedaká para uma causa importante. Com grande Emunah doou 10 dólares e rezou para que, pelo mérito daquela Mitzvah, HaShem a ajudasse a prover o necessário para o Shabat.
Na noite seguinte, às 23h, ela recebe a ligação do Rabino Ozeri — e acaba recebendo mais do que o suficiente para comprar tudo de que precisava.
Nós não compreendemos completamente os caminhos de HaShem, mas parece que uma das razões pelas quais o voo da menina foi cancelado foi para que essa mulher tivesse a parnassá pela qual havia rezado com tanto desespero.
Quando as pessoas ouviram sua história, ficaram tão comovidas que decidiram doar mais espontaneamente — e ela acabou recebendo um total de 6 mil dólares.
HaShem está envolvido em cada momento da vida de cada um de nós. Ele orquestra tudo com precisão e propósito. Nosso papel é fortalecer nossa conexão com Ele — por meio das nossas Tefilot, das nossas Mitzvot e da nossa Emunah.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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