*Amir Tsarfati:*

_Washington acabou de entregar ao Irã as chaves, a escritura e o dinheiro do cofre antes mesmo de o cheque iraniano ter sido compensado. Esse é o acordo que Trump assinou, e eu o leria pela ordem de implementação, não pela manchete._

A sequência é toda a história.

O parágrafo 13 é a chave que destranca todo o resto. Ele diz que os parágrafos 1, 4, 5, 10 e 11 serão executados primeiro, e só depois os dois lados negociarão “exclusivamente os demais parágrafos”. Em outras palavras: o Irã recebe o seguinte imediatamente, no momento da assinatura, e sem possibilidade de reversão: o cessar-fogo, o fim do bloqueio naval, a restauração da livre passagem pelo Estreito de Ormuz, a autorização do Tesouro americano para exportar petróleo bruto e a liberação de seus fundos congelados.

Por outro lado, tudo o que Washington queria — principalmente o mecanismo para lidar com o material nuclear iraniano — é empurrado para um futuro “acordo final”, com um prazo de 60 dias que, segundo o texto, pode ser “prorrogado por consentimento mútuo”.

O Irã recebe tudo o que é concreto já no primeiro dia. Os Estados Unidos recebem uma promessa de resolver as partes difíceis mais tarde.

Além disso, o Irã concorda em diluir seu material enriquecido — e fazê-lo em casa, em suas próprias instalações, onde essa diluição pode ser revertida quando quiser.

O uísque é diluído, mas a garrafa continua guardada no armário do próprio Irã. Saúde!

O enriquecimento em si continua existindo como um direito a ser discutido futuramente, e não como uma atividade proibida.

O programa nuclear congela exatamente no ponto mais avançado que alcançou durante a guerra, e esse congelamento é vendido como se fosse um grande sacrifício.

Para apimentar ainda mais a situação, Trump decidiu que o Irã manterá o distintivo de guardião de Ormuz e abrirá mão apenas do ato de fechar o portão. Conforme o artigo 5, o Irã conduzirá diálogos “com o Sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito”.

Quanto ao Líbano, o Memorando de Entendimento declara a guerra permanentemente encerrada, mas o verdadeiro cadeado está em um acordo futuro que ambas as partes podem adiar indefinidamente. E os dois atores que realmente lutaram — Israel e Hezbollah — jamais assinaram nada.

As armas silenciaram porque Washington e Teerã assim determinaram, e essa calma dura apenas enquanto os chefes quiserem.

O acordo encerra a guerra do Hezbollah, chega até a apagar sua justificativa para lutar, mas deixa intacto o seu arsenal.

O Irã prefere assim, porque um Hezbollah armado, porém silencioso, continua sendo uma arma que pode ser reativada na próxima rodada de negociações.

Assim, a guerra é aposentada, a milícia permanece, e o Líbano recebe um forte argumento para exigir o desarmamento do Hezbollah — sem que qualquer desarmamento realmente aconteça.

*Então, Trump falou em “rendição total”?*

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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