Uma entre Mil …Soluções!#judaísmomessiâniconãoexisteRav David Ashear

Certa vez, um homem me mandou um e-mail inspirador sobre uma experiência que viveu. Ele escreveu:

“Há um ano, nossa família estava indo passar o Shabat de Chanuká fora, em um destino que exigia uma viagem de avião. Meia hora antes do embarque, percebi que a bateria do meu celular estava muito baixa. Era importante que o telefone estivesse totalmente carregado quando pousássemos, pois precisávamos nos encontrar com o corretor para escolher qual casa alugaríamos. O nome e as informações de contato do corretor, assim como os endereços das casas, estavam todos salvos no meu celular.

Encontrei uma tomada não muito longe do nosso portão e me sentei ao lado do telefone enquanto ele carregava. Então, um dos meus filhos veio até mim e pediu que eu fosse me sentar com todos os outros perto do nosso portão. Naturalmente, fui.

Acabei me ocupando tentando, sem sucesso, fazer com que todos nós sentássemos juntos no avião, já que haviam nos separado em duas partes diferentes. Embarcamos e, pouco depois da decolagem, enquanto eu pensava no livreto sobre Chanuká intitulado Shir Shel Pegaim, que eu acabara de imprimir l’ilui nishmat do meu Rabino e havia distribuído aos meus amigos, quis olhar os contatos no telefone para ter certeza de que não tinha deixado ninguém de fora.

Para meu desespero, meu celular havia desaparecido.

Procurei na minha mala de mão e nada. Fui até onde minha esposa estava sentada e procurei nas bolsas dela. Não demorei muito para perceber que, no meu estado de distração, eu havia deixado meu telefone – com todas as informações essenciais- carregando no aeroporto, muitos quilômetros abaixo de nós.

Então caiu a ficha: o que vou fazer ao pousar sem nome, sem número e sem endereço para entrar em contato? Nossa viagem inteira seria arruinada.

Rapidamente fui até a comissária de bordo e contei minha situação, implorando que ela fizesse algo para ajudar. Talvez pudesse entrar em contato com o aeroporto para que, pelo menos, conseguissem pegar meu telefone.

‘Sinto muito, não temos conexão Wi-Fi neste avião’, ela respondeu, ‘mas vou ver o que posso fazer.’

Dez minutos depois, ela voltou para me dizer que o piloto havia entrado em contato com o aeroporto em meu nome, mas ninguém tinha encontrado um telefone perdido. Agradeci pelo esforço e pedi que, por favor, alguém no aeroporto fosse até o portão para pegar o telefone antes que alguém resolvesse sair andando com ele. Ela disse que veria o que poderia fazer.

Enquanto eu estava sentado, nervoso, esperando, comecei a fazer um cheshbon hanefesh, uma reflexão interior, tentando entender se talvez houvesse alguma mensagem que HaShem estivesse me enviando. Também me lembrei do que eu havia escrito no livreto, que falava sobre Halachá e Agadeta, e também tratava do tema de reconhecer que tudo está nas mãos de HaShem.

Voltei-me para HaShem e disse:

‘HaShem, eu não sei como é possível me tirar dessa confusão, mas sei, de todo o coração, que Você tem um caminho e que podes me ajudar. Por favor, me ajude, HaShem.’

Alguns minutos depois, me levantei para perguntar à comissária se havia alguma novidade. Ela me disse que ainda não tinha ouvido nada, mas que me avisaria se soubesse de algo.

E então aconteceu.
Quando eu estava voltando para o meu assento, um passageiro do avião me parou enquanto tirava um telefone com um carregador conectado a ele. Ele disse:

‘Este é o seu telefone, certo?’

Eu disse:

‘Sim, meu telefone! Esse é o meu telefone! Como você conseguiu?’

Bem, o que aconteceu foi que ele embarcou depois de mim e viu um telefone sem ninguém por perto. Então pensou: ‘Por que eu deixaria a próxima pessoa roubá-lo, se eu posso pegá-lo para mim?’

No entanto, quando viu e ouviu meu desespero por causa do telefone, HaShem colocou em seu coração alguma compaixão pela minha aflição, e ele decidiu devolvê-lo. Como observação à parte, ao me devolver o aparelho, ele disse: ‘É seu. Você pode ficar com ele’, como se estivesse me entregando algo que lhe pertencia por direito.

Nem preciso dizer que fiquei extremamente chocado e feliz ao mesmo tempo. Agradeci ao Ribono Shel Olam pela yeshuá que Ele me enviou.

Mas, quando recuperei a calma e pensei sobre o que havia acontecido, percebi uma nova dimensão nas palavras dos nossos sábios: HaShem traz a salvação antes da ferida.

Quando uma pessoa está, lo aleinu, presa em um momento difícil, ela pensa: ‘Vou rezar para HaShem e, quem sabe, as coisas vão mudar, e HaShem criará uma salvação para mim.’

A verdade, porém, é que, quando HaShem envia uma dificuldade, a salvação já está preparada. Não precisamos pedir a HaShem que crie uma salvação para nós. Ela já existe. Precisamos, então, pedir que Ele revele a salvação que Ele já preparou.

Podemos pensar: ‘É o fim, não há saída.’ Mas, na essência, não existe dificuldade alguma. HaShem já preparou a salvação, e ela está ali, esperando por nós.

Ali estava eu, pensando que estava preso numa situação sem saída, e a solução para o meu problema estava apenas alguns corredores à minha frente. HaShem a preparou para mim fazendo com que aquele homem roubasse meu telefone de mim — para mim. Se ele não o tivesse roubado, eu não o teria recuperado. Se ele não tivesse decidido devolvê-lo, eu também não o teria recuperado. Mas, depois do cheshbon hanefesh e da Tefilah que fiz a HaShem, aquilo que Ele estava esperando foi revelado.”

Essa situação, aparentemente, era um problema relativamente pequeno. Mas, como o Steipler disse certa vez, quando uma pessoa está passando por qualquer tipo de dificuldade, para ela aquilo é muito grande.

Podemos pegar essa lição e aplicá-la a todas as situações, a todos os momentos difíceis, e entender que a yeshuá já está lá. Tudo o que é necessário é que HaShem a revele para nós.

Fonte: Emumah Todo Dia

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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