Em 4 de julho de 1976, as Forças de Defesa de Israel realizaram uma das operações de resgate de reféns mais audaciosas da história moderna: a *Operação Entebbe* (também conhecida como Operação Thunderbolt ou Operação Yonatan). Cinquenta anos depois, o mundo ainda celebra esse feito extraordinário que demonstrou a determinação de Israel em não abandonar seus cidadãos, mesmo a milhares de quilômetros de distância.
A data, 6 de Tamuz, foi celebrada hoje em Israel.
Tudo começou em 27 de junho de 1976, quando terroristas do Front Popular para a Libertação da Palestina e do grupo alemão Células Revolucionárias hijackearam um avião da Air France, voo 139, que partira de Tel Aviv com destino a Paris. Os sequestradores desviaram a aeronave para o aeroporto de Entebbe, em Uganda, com o apoio do ditador Idi Amin. Dos mais de 240 passageiros e tripulantes, os reféns israelenses e judeus foram selecionados e mantidos em condições precárias, enquanto os demais foram libertados. O ultimato exigia a libertação de terroristas presos em vários países.
Diante da impossibilidade de negociação segura, Israel optou pela ação militar. Em uma operação de alto risco, uma força de elite viajou mais de 4.000 km em aviões de carga, simulando um voo civil. O assalto ao terminal antigo do aeroporto durou cerca de 90 minutos. Os comandos israelenses neutralizaram os terroristas, enfrentaram soldados ugandenses e resgataram *102 dos 106 reféns* restantes, que foram levados em segurança para Israel via Nairóbi, no Quênia. Três reféns foram mortos durante a operação, e dezenas de ugandenses e todos os sete terroristas perderam a vida.
*O papel heroico de Yoni Netanyahu*
No centro dessa operação estava o tenente-coronel *Yonatan “Yoni” Netanyahu*, comandante da unidade de elite Sayeret Matkal. Aos 30 anos, Yoni liderou pessoalmente o grupo de assalto que invadiu o terminal para resgatar os reféns. Sua liderança decisiva foi fundamental para o sucesso da missão. Infelizmente, Yoni foi o único soldado israelense morto em combate, atingido durante o tiroteio inicial. Seu sacrifício o transformou em um símbolo eterno de bravura e dedicação ao povo de Israel.
Irmão mais velho de Benjamin Netanyahu, Yoni já era um militar experiente e respeitado, conhecido por sua integridade e compromisso com a defesa de Israel. Sua morte não diminuiu o brilho da operação; ao contrário, eternizou o nome “Operação Yonatan” em sua homenagem.
Hoje, 50 anos depois, o Resgate de Entebbe continua inspirando gerações. Ele estabeleceu um padrão global para operações antiterrorismo de longo alcance e reforçou o princípio de que Israel fará de tudo para proteger seus cidadãos. Em um mundo ainda marcado por ameaças terroristas, a lição de Entebbe permanece atual: a coragem, a precisão e a unidade podem triunfar sobre o terror.
Que a memória de Yoni Netanyahu e de todos os envolvidos nessa operação heroica continue viva. Am Israel Chai!
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