BOM DIA! Nesta semana utilizaremos lições importantes da Torá para tratar uma questão sempre atual: a discórdia. É notável que um de nossos maiores líderes estivesse primordialmente preocupado com essa questão (Números 20:29):“Toda a nação viu que Aharon havia falecido e choraram por ele durante 30 dias — toda a Casa de Israel”Em contrapartida, a descrição posterior da Torá sobre o luto que se seguiu ao falecimento de Moshe (Moisés)é: “Os Filhos (‘Bnei’) de Israel choraram por Moshe nas planícies de Moab durante 30 dias” (Deuteronômio 34:8). Aimplicação é que apenas os homens choraram por Moshe. Rashi, o grande comentarista bíblico, ressalta que a redação mais inclusiva (“toda a Casa de Israel”) indica que Aharon foi chorado por toda a nação — homens e mulheres.Mas por que uma parcela maior da nação choraria por Aharon do que por Moshe? A resposta é porque Aharon havia feito de sua missão de vida ser um ‘Rodef Shalom’ — um “buscador da paz” – isto é: trabalhava para resolver disputas entre amigos e encerrar desavenças entre cônjuges.O Maharal de Praga (Rabino Yehuda Loew, 1520-1609; o título “Maharal” é um acrônimo para ‘Moreinu HaRav Loew’ — “Nosso Mestre, Rabino Loew”) questiona a explicação de Rashi para esse versículo. Como é possível, pergunta ele, que asmulheres não tenham chorado também a morte do grande Moshe? Afinal, Moshe conduziu todo o Povo para fora do Egito — da escravidão para a liberdade — e foi por mérito dele que foram sustentados pelo maná durante os 40 anos no deserto. Além disso, ele era o maior defensor do Povo de Israel! Foi ele quem sempre orou em favor do povo judeu, repetidas vezes, após as constantes rebeliões contra o Todo-Poderoso. Ademais, houve muitos outros milagres dos quais Moshe foi o catalisador!???Explicou o Maharal que Aharon interagia com o povo judeu em um nível mais pessoal do que Moshe; Moshe era o líder de todo o povo e, embora todos recebessem sustento por seu mérito, ele não interagia com eles individualmente. Portanto, Moshe tinha menos conexão com toda a congregação. Em contrapartida, Aharon sempre lidava com as pessoas em um nível pessoal – discutindo as perspectivas individuais de cada parte para resolver disputas.Como resultado, o povo viu a morte de Moshe como a perda de um grande líder; foi uma perda nacional. Já quando Aharon faleceu, toda a nação sentiu a perda em um nível pessoal, pois sentiam ter perdido alguém com quem mantinham um relacionamento pessoal profundo. Além disso, como Aharon dedicara grande parte de sua vida a promover o ‘Shalom Bait’ — a tranquilidade no lar —, sua morte também representou uma perda para a unidade familiar, e a própria instituição da “família” também lamentou seu falecimento.Segundo os Sábios do Talmud (Sanedrin 6b), Aharon tinha um método interessante para resolver desavenças entre vizinhos: ele primeiro abordava uma das partes envolvidas na disputa e dizia: “Falei com seu amigo e ele está cheio de remorso pelo conflito com você. Ele quer fazer as pazes, mas sente muita vergonha de dar oprimeiro passo”. Em seguida, ele abordava a outra parte e repetia a mesma história. Isso invariavelmente resultava em uma reconciliação entre os 2 lados.No entanto, é difícil compreender como a estratégia de Aharon funcionava. Será que ele realmente conseguia obter sucesso a longo prazo ao promover a paz entre partes em conflito não dizendo a verdade para cada um dos lados? Mesmo que a tática funcionasse uma ou duas vezes, é lógico supor que as pessoas acabariampercebendo a situação e notando que estavam sendo manipuladas. Qual foi o segredo de seu sucesso?Na verdade, o relato do Talmud sobre o ‘modus operandi’ de Aharon revela uma percepção profunda da natureza humana — algo que pode ser fundamental para entendermos como conviver bem com outras pessoas.Geralmente, quando as pessoas se envolvem em uma disputa séria, a responsabilidade por causar as hostilidades não recai apenas sobre a outra parte ‘ofensora’. As disputas frequentemente refletem os próprios sentimentos de inadequação, medos e falhas das pessoas.Isso pode ser facilmente compreendido quando consideramos as emoções explosivas — mas, no fundo, a insensatez — da chamada “raiva no trânsito”. A maioria dos sentimentos de animosidade ou antipatia em relação aos outros tem origem em frustrações que as pessoas sentem em relação a si mesmas. Talvez saibamque precisam ser pontuais, mas estejam atrasados e se deparem com alguém dirigindo “devagar demais” à frente — sendo que “devagar demais” significa, respeitar o limite de velocidade; isso gera uma raiva desproporcional e uma condução excessivamente agressiva, algo que, no fundo, nada tem a ver com o motorista que está à frente.Da mesma forma, uma pessoa frustrada com a vida, que se sente não realizada ou percebe que não alcançou seu potencial, frequentemente encontrará defeitos nos outros e entrará em conflito com eles. Por não ter uma noção real de seu próprio espaço pessoal, ela é inerentemente infeliz e tenta constantemente conquistar um espaço fora de si mesma. Qualquer pessoa que ultrapasse esses limites é vista como alguémque mina sua identidade, e ela reagirá violentamente a essa intrusão.Em contrapartida, uma pessoa feliz e satisfeita com a vida se dará bem com todos, pois não está em busca de si mesma ou de espaço pessoal. Ela não precisa de validação externa; criou sua própria validação interna.Portanto, as ações dos outros não podem lhe tirar nada. É muito menos provável que ela reaja com raiva a supostas intrusões em seu espaço ou em sua definição de si mesma.Essa era a abordagem de Aharon ao lidar com disputas. Aharon transmitia a cada uma das partes a seguinte ideia: “O fato de seu amigo estar discutindo com você, na verdade, não tem nada a ver com você; trata-se apenas dele e de seus próprios sentimentos de inadequação. Foram os seus próprios problemas que o levaram a brigar com você, e a verdade é que ele preferiria muito não continuar a briga. Para ele, essa discussão éapenas mais um motivo para se sentir inadequado. Ele anseia por encerrar essa questão agora, em vez de deixá-la somar-se aos seus outros problemas”.Mesmo que nenhuma das partes envolvidas na disputa verbalizasse esses sentimentos, a mensagem era totalmente verdadeira. Desde que acompanhada de amor — o tipo de amor que Aharon era capaz de demonstrar e que lhe conquistava a confiança dos outros —, essa era uma mensagem incrivelmente poderosa, capaz deencerrar até mesmo as disputas mais amargas.Da mesma forma, nossos Sábios nos dizem que Aharon também usava essa tática para influenciar as pessoas a melhorarem sua observância religiosa. Em vez de repreender alguém que havia relaxado em sua prática religiosa, Aharon se esforçava para tornar-se amigo dessa pessoa. Se Aharon, o Sumo Sacerdote, fosse seu amigo pessoal, o pecador sentir-se-ia elevado e interessado em buscar um relacionamento melhor com o Todo-Poderoso. A mensagem subjacente para o pecador era a de que ele não era, de fato, um pecador, mas sim uma pessoa verdadeiramente boa e que seus pecados eram apenas o resultado de suas próprias limitações humanas — aspectos que ele tinha o poder de melhorar. Ao ajudar a pessoa a sentir-se melhorconsigo mesma, Aharon a ajudava a superar o impulso de pecar.Não há nada que confira mais poder a uma pessoa do que ter controle total sobre si mesma — sobre seus sentimentos, suas reações e suas interações com os outros. Reconhecer que podemos controlar a nós mesmos pode ter um impacto enorme em todos os nossos relacionamentos. Não podemos controlar as outras pessoas ou as reações delas em relação a nós, mas podemos controlar a maneira como nos relacionamos com elas.São as nossas reações que realmente afetam nossas relações com os outros; isso significa que está em nossas mãos criar relacionamentos funcionais — fazer com que nossos casamentos e amizades deem certo e, até mesmo, fazer com que nosso relacionamento com o Todo-Poderoso prospere.Essa compreensão é um dos fundamentos do ‘Shalom Bait’ — a tranquilidade no lar. Marido e mulher precisam perceber que, quando existem falhas no relacionamento ou quando não se dão bem como deveriam, isso muitas vezes não decorre da dinâmica entre eles, mas sim de suas respectivas questões e problemas internos.Na prática, não existe relacionamento que não possa ser restaurado ou preservado, desde que cada pessoa esteja disposta a reconhecer que quaisquer falhas na relação se originam de suas próprias inseguranças e da falta de realização pessoal. Se ambas as partes de um relacionamento aceitarem essa realidade, a relação poderá transformar-se em uma conexão saudável e funcional.Para trazer a mensagem de Aharon para nossas próprias vidas, devemos reconhecer a verdadeira origem de nossos conflitos e aproveitar o poder dessa constatação. Se buscamos verdadeiramente a paz mundial, precisamos assumir a responsabilidade por nossas ações e abordar as causas fundamentais de nossosconflitos com os outros — aquelas que residem dentro de nós mesmos!
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!! worldjornalistaandrehmendan.online #נדרהמנדהה #Israel #andrehmendanhanettodasilva #jornalismo #judaísmomessiâniconãoexiste
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