Rav David Ashear
A Mishna em Pirkei Avot nos ensina o quão profundamente somos amados por HaShem – HaShem não nos deu apenas Sua preciosa Torah, mas também expressou o quão valioso é esse presente. O passuk em Tehilim afirma: טוֹב לִי תוֹרַת פִּיךָ מֵאַלְפֵי זָהָב וָכָסֶף – “A Torah da sua boca é melhor para mim do que milhares de moedas de ouro e prata.” (Tehilim 119:72).
Porém, os Sábios ficaram perplexos: como é possivel que algo eterno e tão elevado como a Torah pode ser comparado a algo tão finito e físico como o ouro e a prata? Uma explicação é que, como seres físicos, naturalmente damos grande valor à riqueza material. O passuk então nos providencia um ponto de comparação com o qual podemos nos identificar. Para seres humanos, não há um tesouro maior do que vastas quantidades de ouro e prata. No entanto, a Torah nos diz que seu valor empalidece em comparação ao valor da Torah. HaShem instilou em nós uma afinidade á riqueza material especificamente para que pudéssemos começar a compreender em nossos próprios termos apenas uma fração do verdadeiro valor da Torah.
No entanto, aí o perigo. Às vezes, ficamos tão encantados com o mashal (a analogia) que perdemos de vista o nimshal – a verdade profunda. O Metzudat David explica isso com uma parábola: Um rei queria que seus súditos apreciassem sua glória; então forneceu aos seus oficiais em cada província as melhores roupas, usando a riqueza do tesouro real. Ele esperava que as pessoas dissessem: “Se os oficiais estão vestidos assim, quão majestoso deve ser o rei!” Mas, em vez disso, as pessoas se fixaram nos oficiais e esqueceram completamente do rei.
Isso é o que acontece quando glorificamos a riqueza física e esquecemos que ela é meramente uma ferramenta para nos ajudar a apreciar a glória infinitamente maior da Torah.
Outra armadilha surge quando as pessoas veem as Mitzvot como meras ferramentas para alcançar recompensas físicas. Por exemplo, alguém pode assumir um compromisso de 40 dias de se abster de falar de lashon hara na esperança de alcançar uma salvação pessoal. Nesses casos, a Mitzvah se torna um meio para um fim.
Mas essa perspectiva é falha. Recompensas físicas são efeitos colaterais muito menores da verdadeira recompensa – a própria Mitzvah. Nenhum prazer mundano jamais poderá igualar a elevação espiritual que se recebe ao realizar até mesmo a menor Mitzvah. Se alguém não alcança o resultado que esperava, ainda assim deve se alegrar com o mérito de ter cumprido uma Mitzvah. E, se o resultado desejado for alcançado, isso não deve diminuir o valor da Mitzvah nem deve se pensar que ela só valeu a pena porque “funcionou”. A Mitzvah aproxima a pessoa de HaShem, eleva a neshama e produz benefícios eternos.
O Chatam Sofer escreve que para realmente se beneficiar de uma Mitzvah, primeiro é preciso valorizá-la. Chazal nos dizem que o tzitzit protege a pessoa do pecado – mas alguns se perguntam porque não sentem essa proteção. Uma razão pode ser a falta de apreciação da própria Mitzvah. Se não valorizamos nossas Mitzvot, não nos envolvemos totalmente com elas e perdemos seu poder espiritual.
O mesmo vale para todas as Mitzvot. Se um Rebe de Torah entendesse que o mundo se sustenta pelo mérito do estudo de Torah das crianças, nunca interromperia sua aula para verificar uma mensagem. Se ele realmente internalizasse o que o Kav Hayashar ensina – que 18.000 anjos juntam as palavras ditas por crianças que estudam Torah ele não trocaria sua profissão por nada no mundo.
Cada palavra de Torah que aprendemos é mais preciosa do que qualquer sucesso material que este mundo pode oferecer. Vamos agradecer HaShem pelo grande privilégio que temos de ter sido escolhidos para receber este tremendo presente.
Fonte: Emunah Todo Dia
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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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