Por Daniel Grinspon
Vou dizer algo que muitos de nós temos pensado há anos.
Estou feliz com esta decisão.
O reconhecimento do genocídio armênio, aprovado por unanimidade pelo governo israelense, era uma dívida pendente.
Sim, eu sei. Havia razões diplomáticas, estratégicas e geopolíticas para não dar esse passo. Havia a Turquia. Havia o Azerbaijão. Havia alianças, segurança e aquele complexo tabuleiro de xadrez no qual Israel tem sido forçado a operar desde o seu nascimento.
Eu entendi isso.
Mas entender nunca significou se sentir confortável com isso.
Porque os armênios esperam há mais de cem anos por algo tão básico quanto o mundo chamar as coisas pelos seus nomes.
Nós, judeus, conhecemos muito bem esse sentimento. Sabemos o que significa lutar pela memória. Sabemos o que significa ouvir aqueles que negam, relativizam ou tentam transformar uma tragédia em um debate semântico.
O Holocausto nos ensinou lições demais para ignorá-las quando acontecem com outro povo.
Não, não se trata de comparar sofrimentos.
As tragédias não competem entre si.
Não existe uma hierarquia para o sofrimento humano.
Mas existe empatia.
E existe memória.
É por isso que este passo me parece importante.
Porque um povo que sabe o que significa ter sua história apagada decidiu reconhecer a história de outro povo que, por muito tempo, teve que se contentar com explicações, silêncio e rodeios em vez de reconhecimento.
A aprovação do Knesset ainda é necessária para concluir o processo.
Espero que aconteça.
Porque algumas decisões são tomadas pensando no presente.
Outras são tomadas pensando em quem somos.
E esta, pelo menos para mim, pertence claramente à segunda categoria.
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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