BOM DIA! Muitos anos atrás, um amigo meu muito próximo perguntou se eu tocava “MP3s negativos” em minha mente. Eu não tinha a menor ideia do que ele estava falando. Ele explicou que muitaspessoas têm uma voz que repete continuamente no fundo de seu subconsciente coisas como “você não é inteligente o suficiente, você não é bonito o suficiente, você não é ambicioso o suficiente, etc”.Expliquei a ele que, além de não ser uma maneira muito lógica ou eficaz de viver a vida, meu ‘egosuperinflado’ era tal que eu nunca acreditei em nenhuma dessas coisas.No entanto, o que deixei de considerar no momento foi que a verdadeira razão para o meu estado emocional saudável provavelmente se devia ao fato de ter sido criado por pais extraordinários que se concentravam em desenvolver meus pontos fortes e constantemente transmitiam que acreditavam em mim.Isso incutiu em mim autoconfiança e autoestima, atributos que minha esposa provavelmente diria que são completamente injustificados.Isso me lembra de um ensinamento que ouvi muitos anos atrás de meu brilhante pai. Ele estava dando uma aula sobre ‘Críticas e a Maneira Correta de Fazê-las’. Ele explicou por que era tão crucial aprender a fazer críticas construtivas e que o mal causado ao se dizer algo negativo a alguém não é momentâneo – o dano pode durar para toda a vida.Quando uma pessoa ouve um comentário negativo sobre si mesma que lhe toca num ponto sensível, ela pode repeti-lo para si por anos ou até mesmo décadas. Assim, um comentário negativo pode ser repassado milhares de vezes na mente da pessoa. Pode ser torturante. Era a isso que meu amigo se referia quando me perguntou se eu tocava “MP3s negativos” na minha cabeça.Lembro-me da piada sobre alguns professores de engenharia que estavam viajando para umaconvenção. A universidade deles providenciou para que pegassem um avião particular. Logo após estarem acomodados e confortavelmente sentados, foram informados que o avião havia sido construído por seus alunos. Eles se entreolharam em pânico, pularam de seus assentos, juntaram seus pertences e saíramcorrendo do pequeno avião. Enquanto se apressavam, notaram que um professor demorava em sair.Eles se viraram e perguntaram: “O que está acontecendo, você não está preocupado com a segurança deste avião?” Ele, sentado calmamente em sua cadeira, respondeu: “Não há razão para pressa. Tenho muita confiança em meus alunos. Como eu os conheço, posso garantir que este pedaço de sucata nunca vai nem dar a partida!”Na leitura da Torá desta semana encontramos uma lição muito relevante sobre autoestima e aimportância de saber quem realmente somos para conquistá-la:“Disse D’us a Moshe e a Elazar, filho de Aharon, o Sumo Sacerdote: ‘Façam um censo de toda aCongregação de Israel de vinte anos para cima de acordo com a casa de seus pais […] Os filhos deReuven: Hanoch, a família dos HaHanochi, Palu, a família Palui […]’” (Números 26:1- 5).Na leitura da Torá desta semana encontramos o povo judeu chegando ao fim de seus 40 anos deperegrinação no deserto e à beira de entrar na Terra de Israel. Aqui o Todo-Poderoso ordena que Moshe e seu sobrinho Elazar (que ascendeu ao cargo de Sumo Sacerdote após a morte de seu pai) conduzam um novo censo do povo judeu. Este censo veio logo após a terrível praga que exterminou dezenas de milhares deisraelitas.Rashi, em seu comentário sobre o versículo 26:1, cita uma bela analogia de um ensinamento encontrado no Midrash Tanrrumá na leitura da Torá desta semana. O Midrash diz: “Isso pode ser comparado a um pastor que descobre que lobos atacaram seu rebanho de ovelhas e ele as conta cuidadosamente para saber o número de sobreviventes”. Da mesma forma, o Todo-Poderoso ordena a Moshe que conte o Povo de Israel – aqueles que sobreviveram à calamidade.O povo foi contado “segundo a casa de seus pais”. O Midrash Rabá (Shir Hashirim 4:12) explica que a todos os nomes de família, a letra hebraica “ה – hei” foi adicionada como prefixo e a letra hebraica “י – yud” como sufixo. Assim, a família de Hanoch foi referida como “HaHanochi”.O Midrash continua a explicar a razão para isso. As letras hebraicas yud e hei compreendem um dos nomes de D’us. Qual a razão para a súbita conexão do nome de D’us a cada família na nação judaica?O Midrash explica que as nações do mundo zombavam da pureza da linhagem judaica. Eles diziam que os egípcios, que tinham o controle completo dos homens judeus (a quem escravizaram), certamente abusaramdas mulheres judias. Eles, portanto, argumentaram que muitos dos chamados israelitas eram na verdade descendentes de seus senhores egípcios.Por causa disso, o Todo-Poderoso vinculou Seu nome aos nomes de cada uma das famílias judias (que eram contadas de acordo com a casa de seus pais) para atestar a pureza de sua ascendência judaica.Ainda assim, este ensinamento requer maiores esclarecimentos. É difícil entender como adicionar duas letras aos nomes das famílias judias desviou aquelas acusações difamatórias. Afinal, a Torá faz parte da herança do povo judeu e é difícil acreditar que outras nações a tomariam como prova de que o próprio D’us estava atestando a pureza da linhagem judaica.A única resposta possível é que o Todo-Poderoso não fez isso para rebater aquelas acusações. Isso foi feito para aplacar as inseguranças dos próprios israelitas.Naquela época, o povo judeu estava se recuperando de uma praga que dizimou uma parcela significativa da nação. Esta praga veio como uma punição por seu envolvimento em comportamento licencioso e atos de depravação com as filhas de Moav e Midian (veja Bamidbar 25:1-9). Essas transgressões pareciam indicarcaracterísticas distintamente atribuídas à natureza e à cultura egípcias.(Na verdade, nossos Sábios apontam que a razão pela qual nosso antepassado Abraão, que estavaviajando para o Egito devido à fome na Terra de Israel, quis esconder sua bela esposa Sara dos egípcios foi porque eles eram bem conhecidos por sua devassidão e não hesitariam em arrebatá-la dele).Consequentemente, dado que essas transgressões imorais foram cometidas por um grande número de israelitas, isso pode ter levado alguns a darem crédito à noção de que as alegações das outras nações eram realmente verdadeiras. Por esta razão, o Todo-Poderoso anexou Seu sagrado nome às famílias judias paraassegurar-lhes que eram de linhagem judaica.Mas há também uma lição muito mais profunda aqui.Um dos resultados terríveis de se ter baixa autoestima é que nós erroneamente tentamos combatê-la e a seus efeitos debilitantes desviando a responsabilidade pelos erros que cometemos. Muitas vezes atribuímos nossas próprias falhas a questões que estão além de nosso controle (como ancestralidade ou circunstâncias),quando, na verdade, devemos assumir nossos equívocos, assumir responsabilidades e trabalhar para melhorarmos a nós mesmos.Talvez a verdadeira lição aqui seja que D’us está emprestando Seu nome à nossa linhagem para nos dizer que nosso passado está em Suas mãos, mas o presente e o futuro estão em nosso próprio controle. E há algo que poderia ser mais fortalecedor, positivo e benéfico que isso?

Rav Ytzchak Zweig
Fonte: Meor HaShabat
#judaismomessiâniconãoexiste

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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