*Tradutor: Yeshayahu Fuks*
“Será que em Israel ainda não ouviram falar de Charlotte?”, escreveu-me esta semana uma leitora de Nova York, pedindo que eu contasse sobre um dos acontecimentos mais comentados nas comunidades judaicas dos Estados Unidos.
Charlotte Herzberg, de apenas 8 anos, de Monsey, Nova York, andava de bicicleta perto de casa quando foi atropelada por um carro e faleceu. O motorista, que assumiu imediatamente a responsabilidade pelo terrível acidente, era o melhor amigo de longa data de Yehuda, pai de Charlotte.
“Naquele instante, minha esposa e eu entendemos que estávamos diante de uma provação, de um teste”, disse Yehuda em seu discurso fúnebre. “Meu grande amigo jamais quis que isso acontecesse. Nós não vamos cair nem brigar. Não permitiremos que o yetzer hará [má inclinação] vença. Vamos transformar essa tragédia em uma oportunidade de reparação judaica.”
Em seu discurso, ele pediu que a tragédia trouxesse mais união e paz. No dia seguinte, quando as pessoas foram consolar a família durante a shivá [os sete dias de luto], encontraram em sua casa o motorista envolvido no acidente e sua esposa, amigos íntimos da família. Todos choraram juntos e fortaleceram uns aos outros.
Ainda durante a shivá, nasceu a campanha “Shalom por Charlotte”. A família enlutada pede que toda pessoa que puder colocar fim a uma antiga briga, resolver um ressentimento acumulado, um conflito entre vizinhos ou um afastamento familiar, faça isso em elevação da alma de Charlotte e compartilhe sua história com eles.
Enquanto estas palavras são escritas, o site já reuniu 2.377 relatos, vindos de 42 países. “Poderíamos ter escolhido culpar, sentir raiva e afundar na dor”, escreve a família. “Mas estamos pedindo a nós mesmos e a vocês que aproximemos a Redenção por meio de pequenos passos de maturidade e responsabilidade.”
Os relatos são impressionantes: dois irmãos que não se falavam havia sete anos voltaram a conversar. Sócios que passaram três meses sem se falar restauraram o relacionamento. Uma sinagoga que estava prestes a se dividir por causa de uma disputa decidiu iniciar um processo de mediação. Pais que sofriam com alienação parental enviaram uma mensagem emocionante ao filho: “Estamos pensando em você e esperamos que esteja bem”, recebendo pela primeira vez uma resposta.
Durante o período das Três Semanas, que antecede Tishá BeAv, falamos muito sobre o amor gratuito (ahavat chinam). O rabino Eliyahu Brodny, um dos líderes do judaísmo nos Estados Unidos, deu uma aula quando o número de histórias de reconciliação ainda era “apenas” quinhentas, e disse:
“Posso ensinar aulas de Torá sobre paz e aprimoramento do caráter, mas, nestes dias, todo o mundo judaico está recebendo uma aula viva, diante dos próprios olhos. Vivem entre nós pessoas verdadeiramente grandiosas, que estão convidando todos nós a crescer.”
“Será que em Israel ainda não ouviram falar de Charlotte?”, perguntou a leitora de Nova York.
Espero que agora ouçam um pouco mais — e que também se unam a essa iniciativa.
*Reenvie esta mensagem para amigos e familiares que possam gostar de receber também. Eles podem se juntar a nós através do link:* https://chat.whatsapp.com/IviiPeNWGd6BveNBLSj20D?mode=gi_t
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
worldjornalistaandrehmendan.online
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