Sefer Hamitzvot 130-160:ESTUDO 154

P. 68, 165, M. 31, P. 77, 78

P. 68 – O COHEN GADOL NÃO DEVE ENTRAR NO
SANTUÁRIO EM OUTRAS OCASIÕES ALÉM DAS ESTABELECIDAS

A proibição (mitsvát lô taassê) número sessenta e oito (do Sefer Hamitsvót) é a Proibição Divina em que o Cohen Gadol fica proibido de entrar no Santuário a todo e qualquer momento, por causa do respeito devido ao Santuário e do temor que se deve ter da Presença Divina.

[A FONTE NA TORÁ] Esta proibição Divina está expressa em Suas palavras (louvado seja!): “Que não venha a toda hora a santidade” (Vayikrá/Levítico, 16:2).

Esta proibição inclui várias restrições. O Cohen Gadol está proibido de entrar no Kodesh Hakodashim (local mais sagrado do Templo) até mesmo em Yom Kipur, a não ser nos momentos determinados para o serviço [ver mitsvá 49]; e todos os Cohanim estão proibidos de entrar no Santuário a qualquer momento durante o ano, a não ser no momento do serviço. Em resumo, fica proibido a qualquer Cohen entrar no local que lhe é permitido entrar – ou seja, no Santuário interno, no caso do Cohen Gadol; e no Santuário externo, no caso do Cohen comum – a não ser durante o serviço.

Aquele que violar esta proibição entrando fora da hora de serviço está sujeito à morte se entrar no Kodesh Hakodashim (local mais sagrado do Templo) e estará sujeito à pena de malkut (chicotadas) [só quando há advertência prévia e duas testemunhas, etc., após julgamento em um Beit Din — na época do Beit Hamicdash] se entrar no Santuário.

A Sifrá diz: “‘Que ele não venha a toda hora’ se refere a Yom Kipur’; ‘A santidade’ abrange também o resto do ano; ‘para dentro da cortina’ (Vayikrá/Levítico, 16:2) faz com que a proibição se aplique a todo o Santuário. Poder-se-ia pensar que entrar em qualquer lugar do Santuário é punível com a morte; por isso, as Escrituras (Torá) dizem: ‘Diante do propiciatório que está sobre a Arca para que não morra’ (Vayikrá/Levítico, 16:2). O que significa isto? Entrar ‘Diante do Capóret [local mais sagrado do Santuário]’ é punível com a morte e no resto do Santuário com a pena de malkut (chicotadas)”.

A Guemará de Menahot diz explicitamente: “Fica-se sujeito à pena de malkut (chicotadas) por entrar no Santuário”.

P. 165 – OS COHANIM NÃO PODEM SAIR
DO SANTUÁRIO ENQUANTO ESTIVEREM OFICIANDO

A proibição (mitsvát lô taassê) número cento e sessenta e cinco (do Sefer Hamitsvót) é a Proibição Divina em que os Cohanim ficam proibidos de sair do Santuário enquanto estiverem oficiando.

[A FONTE NA TORÁ] Esta proibição Divina está expressa em Suas palavras (louvado seja!): “E da entrada da tenda da assinação não saireis” (Vayikrá/Levítico, 10:7). Esta proibição também está repetida com relação ao Cohen Gadol, através de Suas palavras “Do Santuário não sairá” (Vayikrá/Levítico, 21:12).

A Sifrá diz: “‘Da entrada da tenda da assinação’: eu poderia pensar que um Cohen comum não pode sair do Santuário, quer ele esteja oficiando quer não; por isso as Escrituras (Torá) dizem: ‘Do Santuário não sairá e não profanará’. Isso mostra que é enquanto ele estiver oficiando. ‘Porque o azeite da unção de D’us está sobre vós’ (Vayikrá/Levítico, 10:7): isto me diz que apenas Aarão e seus filhos, que foram ungido com o azeite da unção, estão sujeitos à morte se eles saírem enquanto estiverem oficiando; como fico sabendo quanto a todos os Cohanim, por todos os tempos? Porque as Escrituras (Torá) dizem: ‘Porque o azeite da unção de D’us está sobre vós’”.

Você deve saber que no caso do Cohen Gadol há uma proibição adicional, a saber, que ele não pode acompanhar o esquife de um parente próximo. Este é o significado literal das palavras das Escrituras (Torá) “E do Santuário não sairá”, e é dessa forma que o texto está explicado no segundo capítulo de San’hedrin, no qual ele está citado como prova de que se um parente próximo do Cohen Gadol morrer, ele não poderá acompanhar seu ataúde. O mesmo texto ensina ainda que o Cohen Gadol pode oficiar no dia do falecimento de um parente. As palavras dos Sábios em San’hedrin são as seguintes: “‘E do Santuário não sairá e não profanará’, mas qualquer outro Cohen que não sair d

o Santuário o estará profanando” – referindo-se a um Cohen comum a quem não é permitido oficiar porque nesse caso ele é um onen. A advertência contra oficiar durante o luto se deriva do texto em questão. Esta regra de que, ao contrário de um Cohen Gadol, um Cohen comum não pode oficiar enquanto ele for um onen está explicada no final de Horayot.

Dessa forma, foi esclarecido que Suas palavras “E não profanará” são uma negativa e não uma proibição. Isto é, é simplemente para declarar que ele não estará profanando o Santuário se oficiar, embora sendo um onen.

Consequentemente, o significado literal do versículo é que Suas palavras “E não profanará” são a razão para a proibição anterior, da seguinte forma: “E do Santuário não sairá”, a fim de “não profanar o Santuário”. Mas nas duas teorias segue-se que esta proibição não deve ser contada como um “Lô taassê” (proibição) separado, como ficará claro para todo aquele que compreendeu os fundamentos [Ver o oitavo fundamento] preestabelecidos para a execução deste trabalho.

Também foi esclarecido que estas três proibições – a saber, “Seu cabelo não deixará crescer e suas vestes não romperá” (Vayikrá/Levítico, 21:10) e “E do Santuário não sairá” (Vayikrá/Levítico, 21:12) – estão repetidas com relação ao Cohen Gadol com uma finalidade específica, assim como as proibições que o impedem de chegar-se a uma mulher divorciada, a uma zoná ou a uma chalalá. Ficou também claro que o conteúdo dessas três proibições é idêntico ao que foi proibido por Suas palavras “Não deixeis o cabelo de vossas cabeças solto, e vossos vestidos não rompais (…) e da entrada da tenda de assinação não saireis” (Vayikrá/Levítico, 10:6-7). E também que nosso Mestre Moisés, a paz esteja com ele, as deu a conhecer a Elazar e a Itamar dizendo: “As coisas que lhes são proibidas não se tornam permitidas por causa de seu luto pela grande perda; vocês ainda continuam proibidos de deixar crescer seus cabelos, de rasgar suas vestes e de deixar o Santuário enquanto estiverem oficiando”. A razão pela qual a proibição está repetida com relação ao Cohen Gadol é para explicar que ela se aplica apenas enquanto durar o ofício e que só nesse caso eles estarão sujeito à morte, como se pode ver pelo fato de que para explicar Sua palavras “Da entrada da tenda de assinação não saireis” os Sábios citaram Suas palavras “E do Santuário não sairá”. E embora cada proibição, repetida com relação ao Cohen Gadol, amplie assim o seu alcance, como explicamos, fica claro para todos aqueles que entenderam nossa introdução que essas proibições não são mandamentos adicionais, uma vez que o objetivo das Escrituras (Torá) é de não permitir-lhe fazer qualquer uma dessas coisas enquanto estiver comprometido com os ofícios. Você deve compreender isto.

M. 31 – RETIRAR OS IMPUROS

A mitsvá número trinta e um (do Sefer Hamitsvót) é o Mandamento Divino de expulsar do Templo as pessoas impuras.

[A FONTE NA TORÁ] Este mandamento está expresso em Suas palavras (louvado seja!): “Que enviem do acampamento todo o metsorá (impuro que tem manchas claras no corpo, com carne viva ou cabelo branco dentro), e todo aquele que padece de fluxo (zav) e todo o impuro por ter tocado o cadáver de uma pessoa” (Bamidbár/Números, 5:2).

A palavra “acampamento” aqui significa o acampamento da Presença Divina, que, em gerações posteriores, foi o equivalente ao Pátio (Azará) do Santuário, como explicamos no início da Ordem de Taharót, em nosso Comentário sobre a Mishná. O Sifrí diz: “‘Que enviem do acampamento’ é uma advertência para que pessoas impuras não entrem no Santuário em estado de impureza”.

Este mandamento (mitsvá) aparece também sob outra forma: “Se houver entre vós um homem que não estiver puro por causa de derramamento de sêmen, de noite, sairá para fora do acampamento” (Devarím/Deuteronômio, 23:11). O “acampamento” aqui deve ser entendido como o acampamento da Presença Divina, uma vez que o próprio mandamento (mitsvá) diz: “Fora do acampamento os enviareis” (Bamidbár/Números, 5:3) e que na Guemará de Pessachim se lê: “‘Sairá para fora do acampamento’ significa

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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