BOM DIA! No mês passado, após a primeira vitória do New York Knicks no campeonato da NBA em53 anos, a cidade de Nova York realizou um grande desfile. Para celebrar a ocasião, o Departamento de Saneamento de Nova York instalou lixeiras pintadas de forma personalizada nas cores azul e laranja e com o tema dos Knicks, por toda Manhattan.Durante as comemorações, uma mulher — mais tarde identificada como Angie Báez — decidiu que precisava de uma dessas lixeiras para sua casa. Ela foi filmada pegando uma lixeira comemorativa que estava cheia até a borda, despejando o lixo na calçada e saindo calmamente. Imagens que viralizaram posteriormente a mostraram andando tranquilamente de metrô para casa, segurando a lixeira roubada da cidade como uma lembrança e posando sorridente para fotos. Naturalmente, a reação negativa nas redes sociais foi imediata,com usuários criticando seu comportamento antissocial e o trabalho extra que isso impôs aos garis da cidade.Investigadores da internet rapidamente a identificaram como uma executiva corporativa. Na época em que roubou a lixeira, Báez era diretora executiva de Engajamento com a Comunidade e o Setor para a área de comércio do banco JPMorgan Chase. Ela foi demitida sumariamente. Poucos dias após as imagens viralizarem, o JPMorgan Chase analisou o incidente e confirmou que Báez “não fazia mais parte da empresa”. Diante doconstrangimento público e de multas (US$ 75 por jogar lixo no chão e US$ 100 por obstruir operações de limpeza urbana), Báez acabou devolvendo a lixeira ao escritório do Comissário de Saneamento. (Curiosamente, o fato de ela ter roubado algo simplesmente porque queria nunca pareceu fazer parte das críticas.)A hipocrisia moral de seu comportamento é simplesmente chocante. Báez conduziu sua vida profissional como alguém que se importava em elevar os outros e construir a comunidade. Além do furto, despejar uma carga de lixo na calçada e simplesmente ir embora — causando transtorno aos pedestres e deixando uma sujeira para que outros a limpem — evidencia a desconexão entre as declarações éticas de figuras ligadas àDEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) e suas ações no mundo real.Isso também reforça a questão da postura de superioridade moral: quando indivíduos ostentam um título socialmente prestigiado e seu trabalho cotidiano envolve defender a equidade, o bem-estar público e a justiça, eles podem acabar internalizando uma crença inabalável em sua própria superioridade moral. Em outras palavras: a percepção delirante e autossuficiente de integridade que têm de si mesmos lhes confere,subconscientemente, uma ‘licença’ para agir de forma imoral ou egoísta em outros aspectos da vida.No entanto, o autoengano não é exclusividade de pessoas como Angie Báez; faz parte da condição humana.Simplesmente acreditamos naquilo em que queremos acreditar. Stephen Hawking, o famoso físico britânico(1942-2018), passou grande parte de sua vida lidando com a impossibilidade prática de a vida ter surgido por um acidente da natureza. Seu colaborador de longa data, o renomado matemático britânico Roger Penrose, calculou que a probabilidade de o estado inicial do universo ter surgido ao acaso é de aproximadamente 1 em10^123 – o número 1 seguido por 123 zeros.Antigamente, falar em trilhões era um exagero retórico. Hoje em dia — com Elon Musk a caminho de se tornar o primeiro trilionário do mundo —, usamos o número ‘trilhão’ com frequência, sem ter qualquer noção real de sua magnitude. Pesquisas mostram que as pessoas situam o milhão em uma extremidade da escala e o trilhão na outra, com o bilhão em algum ponto intermediário. Isso está longe de ser correto. Permita-me colocar em perspectiva: um milhão de segundos atrás equivale a cerca de duas semanas; um bilhão desegundos atrás nos remete a 1995; e um trilhão de segundos atrás nos leva de volta à Era do Gelo. Sim, a fortuna de Elon Musk é, basicamente, inimaginável.Vamos analisar agora o cálculo de probabilidade de Penrose sobre o universo surgir de um acidente. Um trilhão é o número 1 seguido por 9 zeros. Um ‘googol’ (sim, “Google” foi inicialmente uma grafia incorreta de ‘googol’) é o número 1 seguido por 100 zeros. O cálculo de Penrose resulta no número 1 seguido por 123 zeros; essencialmente, a probabilidade é um valor nulo — ou seja, uma chance efetivamente igual a zero.Então, como esses físicos lidam com essa realidade matemática? Eles não consideram a possibilidade de D’us e do design inteligente; em vez disso, criaram a ficção do multiverso! Essencialmente, a ideia de que existe uma infinidade de outros universos e que nós, de alguma forma, tiramos a sorte grande na loteria cósmica ao acabar justamente naquele único universo capaz de sustentar a vida. Eles racionalizam isso com o conceito desconcertante de que a prova do desenvolvimento acidental do universo é o fato de existirmos – a própriadefinição de ‘raciocínio circular’.Isso também é conhecido como ‘Princípio Antrópico’ — termo cunhado em 1973 pelo físico australiano Brandon Carter —, que afirma que o universo precisa ser compatível com aqueles que o observam, pois, caso contrário, não estaríamos aqui para observá-lo. (Ele o chamou de “antrópico” a partir da palavra grega ‘antropos’ — ser humano; afinal, nem seu cachorro nem seu gato estão interessados na a origem do universo).Perto do fim da vida, Hawking tornou-se muito insatisfeito com isso e vivia perguntando: “Como é possível que tudo neste universo tenha sido tão perfeitamente alinhado a ponto de sustentar a vida?” Isso ocorre porque aceitar o argumento acima viola um dos princípios fundamentais da física: uma teoria deve ter poder preditivo.Dizer que tivemos “sorte” de acabar aqui não possui poder preditivo algum. Ele morreu sem resolver a questão de que o universo é ajustado com precisão excessiva para ter surgido por acaso.Na verdade, essa questão essencial fundamenta tudo na vida. Se tudo o que existe é simplesmente um acidente feliz, então nada do que existe tem um “direito” inalienável de existir — e, claro, não existem outros direitos também; nenhuma liberdade individual, religiosa ou de expressão, nenhuma igualdade racial ou de gênero, liberdade de imprensa, etc. Além disso, não teríamos mais direito de existir do que qualquer ser do reino animal, e seria difícil argumentar que moralmente nos é permitido matar animais apenas para nosso próprio benefício. O fato de podermos fazer algo não significa que devamos fazê-lo: a força não cria o direito.Tendemos a pensar que o certo e o errado são determinados por leis. Mas isso é, obviamente, uma falácia. A história está repleta de leis imorais: as Leis de Nuremberg, as leis do Apartheid, leis que permitiam a escravidão, etc. A visão da Torá — a verdadeira base dos direitos individuais — é que cada pessoa possui um valor intrínseco que transcende o Estado. Esse valor só pode encontrar fundamento “sob D’us”, pois somente D’us pode conferir um direito absoluto.O fundamento moral de uma sociedade livre (claramente delineado na Declaração de Independência dos Estados Unidos) é que o ser humano recebe de D’us direitos inalienáveis. Em contrapartida, um Estado totalitário trata o indivíduo como alguém desprovido de direitos intrínsecos; ele existe simplesmente para obenefício do governo ou do Estado. Não é de admirar, então, que as sociedades comunistas tenham se empenhado ao máximo para eliminar todas as atividades religiosas.Mas há também uma lição muito mais profunda aqui. O Todo-Poderoso dotou o ser humano da capacidade de construir um relacionamento com Ele ao fazer escolhas que o aproximam de D’us, cumprindo a Sua vontade.Assim, somente os seres humanos possuem livre-arbítrio e a capacidade de conquistar a existência eterna por meio de escolhas morais. É dessa forma que nos diferenciamos do reino animal. Como apenas o ser humano pode escolher, crescer e alcançar a eternidade, apenas ele possui um direito intrínseco à vida.A porção da Torá desta semana inclui muitas leis referentes ao homicídio acidental e intencional (veja em Números 35:9-33). Mas também inclui uma declaração curiosamente poética:”Não adulareis a terra em que estais, pois o sangue contamina a terra, e a terra não pode serexpiada pelo sangue nela derramado, exceto pelo sangue daquele que o derramou.”A expressão hebraica é “velo tahanifu et haaretz”. A palavra hebraica ‘hanifá’ significa adulação ou louvor insincero. Mas, neste versículo, esse significado parece deslocado.A Torá trata aqui de questões jurídicas sérias — homicídio, punição e expiação —, mas expressa a lei por meio de uma linguagem peculiar sobre sangue, terra, culpa e adulação; o que está querendo nos dizer?A Torá está se referindo ao primeiro homicídio ocorrido na história. Em Bereshit (Genesis, 4:1-15), encontramos Caim matando Abel e o diálogo de D’us com Caim. O Talmud (Sanedrin 37b) relata que D’us também amaldiçoou a terra por ter absorvido o sangue de Abel e não deixado vestígios. O ser humano tem um direito intrínseco à vida, e o fato de a terra absorver completamente o seu sangue (apagando as evidências de sua existência) constitui uma violação desse princípio. É a esse pecado da terra que a Torá se refere aqui.Ao matar alguém, ainda que de certa forma não intencionalmente, está se retirando seu direito intrínseco à existência e cometendo o mesmo pecado que a terra. A mensagem aqui é que, quando a vida humana é ceifada — mesmo que involuntariamente, por negligência —, o sangue clama. O mundo não deve abafar esse clamor; a sociedade deve ouvi-lo, responder a ele e fazer justiça.Assim, as leis desta Porção Semanal da Torá, Matot-Massei, não se destinam a ser uma forma de vingança primitiva, mas sim uma profunda afirmação sobre a santidade da vida humana. O ser humano possui um direito divino à vida porque detém livre-arbítrio, responsabilidade moral e a capacidade para a eternidade. Exatamentecomo D’us planejou!
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!! worldjornalistaandrehmendan.online #נדרהמנדהה #Israel #andrehmendanhanettodasilva #jornalismo #judaísmomessiâniconãoexiste
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