Publicado em 07/07/2026
O país está em choque: o primeiro-ministro acaba de nomear seu assistente pessoal, um assessor de comunicação, para o cargo de chefe de gabinete!
Os jornais estão noticiando o escândalo: “Choque! Decisão insana!”
Como é possível confiar um exército inteiro, em plena guerra, a um jovem desconhecido sem experiência militar ou de comando?
E, no entanto, esse cenário aparentemente absurdo é precisamente o que se desenrola em nossa parashá.
Moshe Rabbenu, homem de D’us, libertador de Israel, mestre da Torá e guia do povo tanto no deserto quanto nos campos de batalha, é insubstituível.
Ao estar prestes a deixar este mundo, ele implorou a HaShem que nomeasse um sucessor capaz de conduzir Israel à conquista da Terra Prometida.
Não faltavam candidatos, desde os chefes tribais até os filhos de Moisés. No entanto, HaShem escolheu Yehoshua, filho de Num.
Conhecido como o servo fiel de Moisés, sempre ao seu lado, será que ele realmente poderia se tornar o líder de toda uma nação?
HaShem responde no Midrash: Yehoshua serviu a Moisés com total devoção, chegando primeiro e saindo por último, preparando a casa de estudos e honrando seu mestre. Seu mérito não será perdido: visto que serviu fielmente, também servirá a Israel.
A humildade de Yehoshua é grande, mas Israel não entra em uma terra pacífica e confortável: entra em uma realidade de conquistas e desafios.
O povo vai para a guerra.
Ele terá que enfrentar gigantes, cidades fortificadas e longos anos de lutas e conquistas. Depois virão muitos outros anos de construção e desenvolvimento: construir um estado do nada.
Uma missão como essa exige as habilidades de um grande estrategista e de um verdadeiro líder.
Como alguém que organiza os bancos na sala de estudos, por mais talentoso e humilde que seja, poderia aceitar um desafio desses?
Um dos meus alunos ofereceu uma explicação que eu realmente gostei.
E se, na realidade, nós não conhecêssemos Yehoshua ben Nun?
Segundo ele, Yehoshua já ocupava uma posição de liderança muito importante no Egito.
Talvez tenhamos nos esquecido, mas Yehoshua não era de forma alguma um novato.
Ele já havia comandado a primeira guerra de Israel, quarenta anos antes de ser nomeado sucessor de Moisés.
Mal haviam saído do Egito quando os israelitas, exaustos e sem treinamento militar, foram atacados pelos amalequitas. E foi nesse momento que Moisés confiou a luta a Yehoshua.
Por que ele?
Yehoshua, portanto, já possuía qualidades de liderança e talvez habilidades militares herdadas do Egito.
Membro da tribo de Efraim e descendente de Yosef, ele herdou a liderança e o governo. Era também neto de Elisama ben Amiúde, um príncipe de sua tribo.
Finalmente, durante o episódio dos espiões, Yehoshua já é contado entre os “líderes dos filhos de Israel”.
Os descendentes de Efraim já carregavam consigo um senso de responsabilidade nacional e militar no Egito.
Segundo algumas opiniões, eles não eram escravizados como as outras tribos, o que explicaria suas tentativas de partir mais cedo para se prepararem para a batalha.
Esta leitura esclarece a guerra contra Amaleque. Moisés disse a Yehishua: “Escolha homens para nós e lute contra Amaleque.”
Por que Yehoshua, que nunca havia mencionado isso antes? E por que “nos escolher”? Rashi explica: Moshe colocou isso em seu próprio nível.
De acordo com a explicação aqui apresentada, as palavras devem ser entendidas em seu sentido mais simples.
Assim, a partir da guerra contra Amaleque, Yehoshua surge como um líder nato, tanto militar quanto político.
Por isso, HaShem já ordenou a Moisés: “Escreva isto como memorial e conte a Yehoshua.”
Por que ele em particular?
Porque, ao final da longa jornada no deserto, será ele quem terá de conquistar a Terra de Israel e purificá-la dos povos de Canaã, bem como dos descendentes de Amaleque.
O verdadeiro significado da humildade
À luz dessa abordagem, a humildade de Yehoshua assume uma dimensão mais profunda.
Ele não era apenas um assistente jovem e inexperiente, mas um líder de grande estatura que, apesar de sua grandeza, sabia como ceder espaço para Moisés.
Isso é o que significa verdadeira humildade.
Portanto, a escolha de Yehoshua não negligenciou a necessidade de nomear um homem competente.
Muito pelo contrário.
Ninguém era mais qualificado do que ele.
E, acima de todas as suas qualidades, possuía humildade, uma virtude indispensável a qualquer líder dessa estatura, e ainda mais quando se trata do povo de Israel.
O rabino Nathan de Breslev, principal discípulo de Rabbenu Nachman, é frequentemente comparado a Yehoshua ben Nun.
Os hassidim enfatizam constantemente que o rabino Nathan não era, D’us nos livre, um simples jovem perdido em busca de si mesmo.
Desde muito jovem, ele foi reconhecido como destinado a se tornar um dos maiores mestres de sua geração, tanto por sua erudição quanto por sua santidade. É precisamente compreendendo isso que se pode mensurar a magnitude de sua abnegação perante Rabbenu: ele tinha algo a apagar.
Ele próprio era um gigante, e ainda assim soube humilhar-se perante o verdadeiro gigante. O mesmo certamente se aplicava ao grande Yehoshua, filho de Num. E é por isso que sua humildade perante Moisés é tão impressionante. A mensagem para todos, do menor ao maior, é clara: mesmo que você seja grande, talentoso, e mesmo que seja um grande rabino, você deve saber como inclinar a cabeça perante aqueles que são maiores do que você. Isso não só não diminui seu valor de forma alguma, como é precisamente isso que constitui a verdadeira grandeza.
Para nós, humildade e modéstia não são simplesmente uma qualidade adicional; são uma questão de bom senso e uma necessidade fundamental.
Por isso, devemos nos unir aos tzaddikim com simplicidade e sinceridade, seguir seus passos, absorver avidamente suas palavras e realizar tudo o que eles nos ensinam, sejam coisas grandes ou pequenas.
Só assim mereceremos crescer, ascender e ter verdadeiro sucesso na vida.
Fonte: Breslev Israel
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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