Sefer Hamitzvot 161-201:ESTUDO 161

M. 89, P. 145, 148

M. 89 – OS COHANIM DEVEM COMER
A CARNE DOS KODASHIM (SACRIFÍCIOS CONSAGRADOS)

A mitsvá número oitenta e nove (do Sefer Hamitsvót) é o Mandamento Divino através do qual os Cohanim são ordenados a comer a carne dos sacrifícios consagrados, a saber, o Korbán Chatát (sacrifício por ter feito certos pecados graves involuntariamente) e o Korbán Ashám (sacrifício por fazer certos pecados com ou sem consciência), que estão entre os sacrifícios mais sagrados.

[A FONTE NA TORÁ] Este mandamento está expresso em Suas palavras (louvado seja!): “E comerão das coisas com que for feita a expiação” (Shemot/Êxodo, 29:33).

O Sifrá diz: “De que maneira saber que o fato de que comam os sacrifícios consagrados concede o perdão para toda Israel? Pelas palavras da Torá ‘E a D’us vô-lo deu para levardes a iniquidade da congregação a fim de perdoar por eles diante de D’us!’ (Vayicrá/Levítico, 10:17). De que forma? O Cohen o come e Israel recebe o perdão”.

Uma das condições deste mandamento (mitsvá) é que só deve comê-los durante um dia e uma noite até a meia-noite. Depois disso, fica proibido comer deles; ele é um obrigação apenas durante o espaço de tempo estabelecido.

Fica claro que também este mandamento (mitsvá) se aplica apenas aos elementos masculinos das famílias dos Cohanim, e não às mulheres, pois as mulheres não podem comer dos sacrifícios mais sagrados a que se refere este mandamento (mitsvá). Os outros sacrifícios – a saber, os kadashim kalim (sacrifícios menos sagrados) – podem ser comidos no espaço de dois dias e uma noite, exceto o [korbán] Todá (de agradecimento por estar a salvo — ver mitsvá 93) e o carneiro dos Nezirim, os quais, embora sejam kadashim kalim (sacrifícios menos sagrados), devem ser comidos em um dia e uma noite até a meia-noite. Outrossim, as mulheres podem comer desses sacrifício menos sagrados.

O fato de [os Cohanim] comê-los (os kadashim kalim) também é parte deste mandamento (mitsvá), bem como o de comer a terumá (parte da colheita dada ao Cohen). Contudo, comer os kadashim kalim e a terumá não é como comer a carne dos Korbanót (sacrifícios) de Chatat e Ashám, pois o ato de comer a carne dos Korbanót de Chatat e Ashám completa o perdão de quem ofereceu os sacrifícios, como explicamos, e o ato de comer é ordenado explicitamente no caso deles, mas não no caso dos kadashim kalim e a terumá. Consequentemente, isso constitui apenas uma parte do mandamento (mitsvá) que se aplica aos outros sacrifícios, e ao comê-los ele executa um mandamento (mitsvá). O Sifrí diz: “‘O serviço de vosso sacerdócio dei-o como dádiva a vós’ (Bamidbár/Números, 18:7) faz com que o ato de comer as coisas consagradas dentro da terra de Israel seja como o serviço no Santuário: assim como ele tinha que lavar suas mãos antes de iniciar o serviço no Santuário, ele também tinha que lavar as mãos antes de comer as coisas sagradas fora de Jerusalém”.

As normas destes mandamentos estão explicadas em diversos trechos de Zevachím.

P. 145 – NÃO COMER O KORBÁN CHATÁT (SACRIFÍCIO POR PECAR INCONSCIENTEMENTE) E O KORBÁN ASHÁM (SACRIFÍCIO POR TER FEITO CERTOS PECADOS) FORA DA ÁREA DO BEIT HAMICDASH (SANTUÁRIO)

A proibição (mitsvát lô taassê) número cento e quarenta e cinco (do Sefer Hamitsvót) é a Proibição Divina de comer o korbán chatát (sacrifício por pecar inconscientemente) e o Korbán Ashám (sacrifício por ter feito certos pecados) fora da área da Azará do Beit Hamicdash (Santuário), e esta proibição se aplica até mesmo aos Cohanim.

[A FONTE NA TORÁ] Esta proibição Divina está expressa em Suas palavras (louvado seja!): no mesmo versículo, “De teu gado e de teu rebanho” (Devarím/Deuteronômio, 12:17). É como se Ele tivesse dito: “Não deves comer dentro de teus portões o maaser (dízimo) de teus cereais, de teu gado, nem de teu rebanho”; e o Sifrí explica: “‘De teu gado e de teu rebanho’: o versículo se refere apenas ao caso de uma pessoa que viola um “Lô taassê” (proibição) ao comer um korbán chatát (sacrifício por pecar inconscientemente) ou um korbán Ashám (sacrifício por ter feito certos pecados) fora das cor

tinas [fora da Azará]” e é punida com a pena de malkut (chicotadas) [só quando há advertência prévia e duas testemunhas, etc., após julgamento em um Beit Din — na época do Beit Hamicdash].

Da mesma forma, aquele que comer os Kadashim Kalim (sacrifícios com pequeno grau de santidade – podia-se comer em toda Jerusalém) fora das muralhas também será punido com a pena de malkut (chicotadas), como está explicado na Guemará de Macot, porque comer qualquer uma das santidades fora do local designado para isso está incluído na proibição “Não te será permitido” (Devarím/Deuteronômio, 12:17).

P. 148 – UM ZAR NÃO PODE COMER OS SACRIFÍCIOS MAIS SAGRADOS

A proibição (mitsvát lô taassê) número cento e quarenta e nove (do Sefer Hamitsvót) é a Proibição Divina em que um zar (não Cohen) fica proibido de comer dos sacrifícios mais sagrados.

[A FONTE NA TORÁ] Esta proibição Divina está expressa em Suas palavras (louvado seja!): “O estranho não comerá delas pois é santidade” (Shemót/Êxodo, 29:33).

Não se fica sujeito à pena de malkut (chicotadas) [só quando há advertência prévia e duas testemunhas, etc., após julgamento em um Beit Din — na época do Beit Hamicdash] a menos que se coma dentro do campo do Santuário e depois de ter aspergido o sangue do sacrifício.

never again

Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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