ESTUDO 169

P. 132

P. 132 – NÃO COMER PIGUL

A proibição (mitsvát lô taassê) número cento e trinta e dois (do Sefer Hamitsvót) é a Proibição Divina de comer pigul. Pigul significa um sacrifício que se tornou impróprio porque, no momento em que foi abatido (shechitá) ou oferecido (sacrificado), a pessoa que o ofertou teve intenções inadequadas quanto à sua finalidade, tendo pensado em comê-lo ou em só queimar as partes que devem ser queimadas depois de expirado o prazo para fazê-lo, como explicamos claramente no segundo capítulo de Zevachím.

[A FONTE NA TORÁ] A proibição de comer pigul está expressa em Suas palavras “Ele não comerá delas pois são santidade” (Shemót/Êxodo, 29:33), como explicamos ao tratar do mandamento precedente, e deduzimos o castigo de Suas palavras na parte de “Tzav” relativas ao pigul, “E, se na hora de fazer o korbán (sacrifício), pensou em comer da carne do sacrifício de ofertas de paz no terceiro dia, este não será aceito, nem será levado em conta aquele que o oferecer; impura será (pigul), e quem comer dele, a sua iniquidade levará” (Vayikrá/Levítico, 7:18). A tradição explica que este versículo se refere a um sacrifício que se tornou inválido devido a intenções inadequadas quanto à sua finalidade, tidas no momento da oferta, sendo tal sacrifício conhecido com pigul, e que Suas palavras “Pensou em comer da carne” se referem apenas à intenção de comê-lo no terceiro dia. Portanto, a Guemará diz: “Ouça com atenção! O versículo se refere àquele que nesse momento tiver a intenção de comer a carne de seu sacrifício no terceiro dia”, e nos diz que tal intenção desqualifica o sacrifício e que todo aquele que comer dele após ter tido essa intenção fica sujeito à carêt (castigo Divino que afeta profundamente a conexão da alma com D’us e encurta a vida), pois está dito: “E quem comer dele, a sua iniquidade (avon) levará”; a respeito do notar está dito: “E aquele que o comer, levará sobre si sua iniquidade (avon) (…) e será banida aquela alma de seu povo” (Vayikrá/Levítico, 19:8).

A Guemará de Keritút diz: “Nunca negligencie uma guezerá shavá! [“expressão similar”, ou seja, uma analogia entre duas leis estabelecidas com base na congruência verbal dos textos das Escrituras] — a lei do pigul, que é um dos mandamentos essenciais da Torá, foi deduzida apenas através de um guezerá shavá. Um versículo diz: ‘A sua iniquidade (avon) levará’ e o outro diz: ‘Levará sobre si sua iniquidade (avon)’; assim como em um caso há carêt, também há carêt, no outro.

Aquele que comer pigul involuntariamente também fica obrigado a levar uma chatát kevuá (trazer um sacrifício específico de pecado).

As normas relativas ao pigul e ao notar estão explicadas em vários trechos da Ordem de Kadashim.

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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