Rav David Ashear
O Templo Sagrado foi destruído por motivo de Sinat Chinam, que geralmente é traduzido como ódio sem fundamento. Rav Elya Lopian escreve que qualquer ódio que não seja sancionado pela halachá é chamado de “sem fundamento”. Inúmeras vezes, as pessoas justificam por que estão permitidas a odiar outro indivíduo. Elas podem até se convencer de que é uma Mitzvah odiar em determinada circunstância. Mas, na maioria dos casos, é apenas a má inclinação que as leva a pecar. O ódio raramente é permitido. Em vez de justificarmos nossas razões para odiar, devemos procurar fazer exatamente o oposto e nos esforçar para demonstrar amor. HaShem “ama” quando estamos em paz uns com os outros. Se temos dificuldade em fazer isso por nós mesmos, devemos fazê-lo por Ele.
Li uma história sobre alguém que tinha um filho, um menino muito bem-sucedido em seus estudos da Torah. Quando chegou a hora de ele se casar, lhe indicaram uma moça com as melhores qualidades. Entretanto, após uma investigação mais aprofundada, descobriram que ela tinha um nível muito baixo de audição. O rapaz não queria prosseguir com o shidduch. O pai da moça disse ao pai do rapaz que lhe daria um milhão de shekels como dote pela filha. O pai do rapaz queria muito que o filho pudesse estudar com tranquilidade e ele não tinha recursos para sustentá-lo. A moça tinha excelentes qualidades intelectuais e ótimas midot, e embora com dificuldade, ainda assim conseguia ouvir. Eles concordaram em sair e, em pouco tempo, o shidduch fora concretizado.
Alguns meses após o casamento, o pai da moça informou ao casal que o milhão de shekels que ele lhes dera era, na verdade, um empréstimo que fizera em nome deles. Basicamente, ele mentiu para casar a filha. O jovem obviamente não tinha como pagar essa dívida, principalmente porque usou a maior parte do dinheiro para comprar um apartamento. E, sinceramente, ele não queria mais ter nenhuma relação com o sogro. Ele foi até Rav Chaim Kanievsky z”l para perguntar o que fazer. Rav Chaim disse-lhe para superar sua inclinação natural e honrar seu sogro, apesar do que ele fez, e tudo ficaria bem. O menino obedeceu. Em Yom Kippur, ele comprou uma aliyah especial para seu sogro e em Simchat Torá comprou lhe outra.
Este jovem estava estudando na Yeshivat Mir e, como vinha dos Estados Unidos, estudava com um grupo de americanos. Certo dia, um rapaz novo chegou à yeshiva, e estava com muita saudade de casa. Ele não estava feliz com sua cama, a comida não era do seu agrado e ele queria voltar para casa. Ele também era filho único. Quando o jovem recém-casado descobriu os problemas do menino recém-chegado, tentou encorajá-lo. Ele lhe disse que também era filho único e que também teve dificuldades quando começou na Yeshivah, mas que agora estava adorando. Ele se ofereceu para estudar em chavruta com o menino, que prontamente aceitou.
Naquele Chanuká, o pai deste jovem, que era bem sucedido financeiramente , veio visitar o filho. O filho lhe contou como aquele gentil jovem recém casado o salvou do ano inteiro e o quanto passou a amar a yeshivá por causa dele. O pai ficou tão agradecido que perguntou ao jovem o que poderia fazer para ajudá-lo. O jovem, vendo a riqueza do homem, contou-lhe sobre a dívida de um milhão de shekels e como ela surgiu. O homem rico, feliz da vida, quitou a dívida integralmente.
Rav Chaim sabia que o segredo da bênção está em ir contra a própria inclinação e amar as pessoas em vez de odiá-las. Se todos nós pudéssemos encontrar em nós mesmos a capacidade de nos livrarmos de qualquer ódio que tenhamos e, em vez disso, oferecermos amor e honra, com a ajuda de HaShem, transformaremos o triste dia de Tisha B’Av no maior dentre os Chaguim, celebrando a reconstrução do Beit HaMikdash. Amen.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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