Diferente do que Tamir Morag disse de haver uma grande câmara de centrífugas, a análise militar pública aponta para *ser uma fábrica de centrífugas* e não uma instalação de centrifugação para enriquecimento de urânio.
É uma montanha de granito e a instalação estaria a 100 metros de profundidade abaixo da montanha. De fato, um bunker fantástico. As bombas de 13,5 toneladas penetram 60 metros e os EUA já mostraram capacidade de atacar, com bombas sucessivas exatamente no mesmo ponto.
Caso existam centrífugas operacionais, elas geram muito calor na operação e necessecitam de um grande sistema de exaustão de calor. Foi exatamente por este sistema, em Fordow, com 3 metros de diâmetro, que os EUA Lançaram 14 bombas de 13,5 toneladas (80 cm de diâmetro e 6,2 de comprimento), sendo que a última foi programada para não explodir e ficar lá no fundo como ameaça terrível.
Vias de ação. 1) destruir o sistema de geração e transmissão de energia elétrica para a instalação. 2) obliterar os túneis de acesso prendendo lá embaixo quem estiver na instalação. 3) atacar as equipes de engenharia militar que forem desobstruir as entradas de túneis tornando seu trabalho impossível.
4) A via de ação ideal seria o ataque com uma bomba penetradora de bunkers com ogiva nuclear tática de 1 ou 2 kton. Ao invés atacar com 3 ou 4 bombas com 2,4 toneladas de explosivos cada, uma bomba com o equivalente a 1.000 ou 2.000 toneladas resolveria. Mas, não parece existir tal armamento e se existir, é absolutamente secreto.
A GBU-57 MOP (Massive Ordnance Penetrator) só pode ser lançada pelo B-2 (na foto).
*Onde é o local?*
Estima-se que a Montanha Pickaxe (também conhecida como Kolang-Laz, Kuh-e Kolang Gaz La ou Mt. Kolang Gaz-La), no Irã, abrigue um grande complexo de túneis subterrâneos profundamente enterrado, relacionado ao programa nuclear iraniano.
Localização e características principais
Fica próxima ao complexo de enriquecimento de urânio de Natanz, na região central do Irã.
O local é protegido por uma montanha de granito, com túneis escavados a profundidades estimadas entre 78 e 145 metros (ou mais de 100 metros em algumas análises), projetados para resistir a bombas antibunker convencionais.
Inclui múltiplas entradas de túneis (a leste, oeste e sul), com reforços recentes nas entradas (endurecimento com concreto, paredes de segurança e medidas defensivas passivas).
Há atividade de construção contínua observada em imagens de satélite, incluindo caminhões, materiais e escavações.
*O que se estima existir lá* (segundo análises de especialistas)
De acordo com o Instituto para a Ciência e Segurança Internacional (ISIS, a sigla é esta mesma…), think tank americano liderado por David Albright, e outras análises de inteligência/imagens de satélite:
Instalação para montagem de centrífugas em grande escala: O Irã declarou oficialmente que o local seria para produzir e montar milhares de centrífugas por ano (usadas para enriquecer urânio). Isso foi mencionado pelo ex-chefe do programa nuclear iraniano já em 2020.
Possível planta de enriquecimento de urânio clandestina: Agências de inteligência ocidentais e analistas suspeitam que possa abrigar também enriquecimento de urânio em escala significativa, servindo como “hedge” (reserva) caso negociações falhem ou instalações conhecidas sejam atacadas. Ainda não estaria totalmente operacional, mas em fase avançada de construção.
O complexo é descrito como maior e mais profundo que o conhecido Fordow, com salões subterrâneos amplos.
Não há confirmação independente exata do que há dentro (o Irã não permite inspetores da AIEA no local), mas imagens mostram atividade de construção desde ~2020.
O local não foi atingido em ataques anteriores (como os de 2025/2026 contra Natanz), provavelmente por ainda estar em construção e pela dificuldade de penetração.
Recentemente, ganhou destaque devido a ameaças do presidente Donald Trump de atacá-lo diretamente.
Conclusão: trata-se de uma instalação do sistema nuclear subterrânea fortificada, em construção, destinada principalmente à produção/montagem de centrífugas e possivelmente enriquecimento, projetada para sobrevivência em caso de conflito.
As estimativas vêm principalmente de análises de satélite do ISIS e outras fontes ocidentais, já que o Irã mantém sigilo.
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