*Como Lindsey Graham pressionou Trump a entrar em guerra contra o Irã*

Um novo documentário revela a intensa campanha conduzida pelo senador Lindsey Graham para convencer o presidente Donald Trump a atacar o Irã — e como Benjamin Netanyahu interveio para impedir que os Estados Unidos entrassem nos ataques contra o Hezbollah.

As imagens, do documentário “Lindsey’s Game”, filmado ao longo dos últimos três anos pelo diretor Akhen Holder, mostram os esforços de Graham para pressionar Trump a ampliar a ação militar no Oriente Médio.

Segundo o documentário, Graham exerceu influência direta sobre Trump. Logo após o início dos ataques, em fevereiro, o presidente teria dito ao senador que aquela era “a melhor coisa que já fiz”.

Em uma das cenas mais marcantes, gravada em seu gabinete no Senado em 4 de março, Graham se preparava para viajar à Flórida a fim de convencer Trump a se juntar a Israel em uma campanha de bombardeios contra o Hezbollah, no Líbano.

No entanto, uma ligação urgente do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu interrompeu a iniciativa. Netanyahu argumentou que abrir uma frente de guerra em grande escala contra o Hezbollah enquanto Israel enfrentava o Irã seria precipitado e favoreceria o lado adversário. Graham aceitou a avaliação e classificou o conselho como “um bom conselho”.

Conexões internacionais e ambições até o fim

O documentário também mostra Graham viajando pelo mundo e reunindo-se com líderes como o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, buscando promover suas iniciativas políticas e militares.

As gravações revelam ainda conversas reservadas com figuras como o ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, nas quais Graham demonstra frustração com o fato de o governo Trump, em sua visão, não estar conseguindo apresentar a guerra de forma convincente à opinião pública, além de comentar abertamente sobre pessoas do círculo mais próximo do presidente.

Nas últimas semanas de vida, o senador aparece visivelmente exausto, mas ainda empenhado em defender a derrubada do regime iraniano, o fim da guerra na Ucrânia e a formação de novas alianças no Oriente Médio.

Apesar das críticas públicas à sua postura considerada linha-dura e dos altos e baixos em sua relação com Trump — incluindo sua decepção com a assinatura de um acordo preliminar com o Irã em junho — Graham permaneceu satisfeito com sua influência nos centros de poder até seus últimos dias.

Em uma das últimas cenas do documentário, ele diz à equipe de filmagem:

“*Não tem como eu morrer agora.”*

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