Síndrome de Cramming#judaismomessiâniconãoexiste

Richie e Susan tiveram um semestre de primavera fantástico, com bastante tempo para tênis, golfe e ciclismo; antes que percebessem, já estavam diante da prova final de Química Orgânica 202…

Rabino Lazer Brody

Karen e Richie eram ambos estudantes de Educação Física na Universidade de Maryland, no campus de College Park. Os dois eram atletas excepcionais em diversas modalidades, cada um com sua especialidade: Karen, uma ginasta notável, almejava uma carreira no ensino, enquanto Richie aspirava a ser um técnico de natação e saltos ornamentais de alto nível. Eles tinham muito em comum e planejavam se casar após a formatura. Enquanto isso, era comum encontrá-los juntos, seja nas mesmas aulas ou praticando atividades ao ar livre e esportivas. Jogavam tênis e golfe juntos e, nos fins de semana, faziam longos passeios de bicicleta ao longo da antiga trilha às margens do Rio Potomac, perto de Seneca, Maryland.

Assim como Karen e Richie amavam as mesmas coisas, eles odiavam as mesmas coisas. O que mais detestavam era Química Orgânica 202. Essa era uma disciplina obrigatória tanto para os alunos de educação física quanto para os de medicina. Não havia como fugir dela. Karen e Richie conseguiam passar facilmente pela maioria das matérias, mas não havia como passar por Química Orgânica sem esforço – era preciso sentar-se à mesa e estudar, estudar e estudar mais um pouco. Se não fosse por essa inimiga, seus dias de universidade teriam sido um verdadeiro paraíso, mas, infelizmente, sempre há um obstáculo no caminho…

Tendo faltado à maioria das aulas, o casal despreocupado decidiu que o nerd careca que dava aulas de Química Orgânica não podia ensinar nada que não estivesse no livro didático; todas as fórmulas e tipos de compostos pareciam claros, iguais ao que o professor escrevia no quadro-negro, então por que ficar sentado na aula em uma tarde amena de primavera em Maryland, quando se podia estar jogando golfe em um dos melhores campos universitários da Costa Leste?

O relógio não parava de tic-tac; minutos, horas, dias e semanas se sucediam até que, de repente, o machado pairou sobre seus pescoços – as provas finais. Eles tinham apenas duas semanas para se preparar para o Dia do Julgamento em Química Orgânica. Foi aí que começou a conversa sobre estudar intensivamente…

Karen e Richie só abriram um livro 72 horas antes da prova final. Um livro de Química Orgânica de 452 páginas é bem diferente de um romance de 452 páginas. Não é algo que se possa ler sem esforço. Às vezes, é possível passar uma semana inteira com dificuldades em uma única página. Então, como é possível absorver 452 páginas sobre íons, ânions, carbonatos, óxidos, álcoois, fenóis e carbetos em três dias?

Primeiro, você vira a noite estudando.

Você poderia pensar que estudantes de educação física e fanáticos por fitness não fazem coisas prejudiciais à saúde. Mas não é bem assim, se forem atingidos pela síndrome de estudar intensivamente na última hora…

Como alguém consegue ficar três dias sem dormir? Seja estudante de educação física ou não, você destrói seu corpo e seu cérebro com remédios para dormir vendidos sem receita e bebe café turco e Red Bull como se fossem água. Resumindo, você se torna um zumbi com olheiras profundas e palpitações aos 21 anos.

Após a prova, o casal universitário entrou em colapso e levou duas semanas para se recuperar do trauma físico. Valeu a pena? Bem, mesmo que tenham passado na prova (por pouco), não retiveram nada do que estudaram intensivamente. Consequentemente, a maratona de estudos não acrescentou nada à sua formação acadêmica ou desenvolvimento pessoal, exceto pelo fato de terem conseguido seus diplomas.

Não pense que a síndrome de estudar de última hora é característica apenas de estudantes universitários como Karen e Richie. A maioria dos judeus também sofre com isso. Durante todo o ano, eles fazem o que querem, esquecendo-se de que também têm um dia de “provas finais”, quando o Tribunal Celestial examina cada ação, palavra e pensamento de uma pessoa ao longo do ano. Essa prova final é o dia do julgamento anual, conhecido como Rosh Hashaná. Essa prova final não é brincadeira – é vida ou morte, como dizemos na liturgia de Rosh Hashaná: “Quem pelo fogo, quem pela inundação, quem pela espada e quem por um animal selvagem…”

Como nos preparamos para uma prova final como essa? Quem pode, de fato, explicar o que pensou, disse ou fez há nove, seis ou até mesmo três meses?

Felizmente, HaShem nos deu a mitsvá de teshuvá, ou arrependimento. Simplesmente admitimos a HaShem o que fizemos de errado, pedimos Seu perdão e oramos por Sua ajuda para nos aprimorarmos. Se teshuvá é um “banho espiritual”, então, para manter a higiene espiritual, a pessoa deve se autoavaliar e retificar o que precisa ser corrigido todos os dias.

Obviamente, a melhor conduta é dedicar uma hora por dia à oração pessoal, na qual examinamos tudo o que fizemos nas últimas 24 horas e realizamos o nosso necessário arrependimento (teshuvá). Dessa forma, não há necessidade de tentar condensar os 365 dias do ano – dos quais é impossível lembrarmos tudo o que precisa ser corrigido – nos poucos dias restantes antes de Rosh Hashaná. No entanto, a maioria das pessoas adia até a última semana ou os últimos três dias. Isso é difícil…

É difícil estudar tudo em três dias. No entanto, HaShem sabe que somos humanos, então Ele nos dá um período de 29 dias de estudo intensivo todos os anos antes de Rosh Hashaná – é o mês de Elul. Mãos à obra!

Fonte: Breslev Israel

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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