Dançando com a Lua#judaismomessiâniconãoexisteRav David Ashear

Antes de cada Rosh Chodesh, a lua desaparece completamente da nossa vista por cerca de 24 horas. E logo depois, em Rosh Chodesh, acontece o renascimento da lua nova. A partir daí, a cada dia, vemos uma porção cada vez maior da lua. E fazemos uma berachá chamada ברכת הלבנה, _Birkat HaLevanah_, também conhecida como _Kiddush Levanah_.

A Guemará conta que, quando os Amoraim recitavam essa berachah sobre a lua, eles dançavam depois. O Rema escreve que as pessoas devem dançar depois de recitá-la, assim como se dança em um casamento. O que há de tão especial nessa berachah, mais do que em qualquer outra, para provocar uma reação como essa?

O Arugat HaBossem explica, com base na Guemará, que, no início, a lua reclamou a HaShem porque ela e o sol haviam sido criados como iguais. A lua queria ter uma função própria, uma maneira diferente e única de servir a HaShem. Por causa disso, ela foi diminuída.

Cada um de nós recebe exatamente a missão de que precisa para ter sucesso neste mundo. E devemos cumprir essa missão com alegria. Muitas vezes, a insatisfação de uma pessoa com aquilo que lhe cabe vem da comparação com o outro e da inveja. Ela olha para os outros, vê que têm algo que ela não tem e pensa que, se tivesse aquilo também, seria um Yehudi melhor.

O tikun que a lua precisava fazer era aprender a ficar feliz com qualquer missão que HaShem lhe desse.

E, a cada dia, HaShem lhe dá uma tarefa diferente. Durante 29 dias do mês, a lua aparece de maneira diferente a cada dia, até chegar ao último. Então, HaShem diz à lua que deseja que ela O sirva na mais completa escuridão.

Às vezes, as pessoas também recebem tarefas assim. Sentem que estão completamente no escuro. Nada parece dar certo. Suas tefilot parecem não estar sendo respondidas. Fica até difícil achar vontade para servir a HaShem.
O que elas muitas vezes não percebem é que justamente nesses momentos, elas podem brilhar com mais intensidade. Porque, quando a escuridão é completa, até a menor quantidade de luz causa um impacto enorme. Cada Avodah realizada nesses momentos tem um valor infinitamente maior por causa da dificuldade envolvida.

Quando recitamos Birkat HaLevaná, reconhecemos que a lua fez Teshuvah. Dizemos: חוק וזמן נתן להם שלא ישנו את תפקידם –“Ele lhes estabeleceu lei e tempo para que não alterassem a sua missão.”

A lua nunca se desvia da função que HaShem deseja que ela cumpra.
E continuamos: ששים ושמחים לעשות רצון קוניהם — “Eles se alegram e se regozijam em cumprir a vontade de seu Criador.” Ou seja, a lua não apenas cumpre sua missão: ela a cumpre com alegria e satisfação.

Devemos aprender essa lição com a lua e também cumprir nossa própria missão com alegria. Essa é uma das razões para existir o minhag de dançar alegremente ao recitarmos Birkat HaLevaná. É como se disséssemos que nós também aceitaremos cumprir nossa missão com alegria — e dançamos para demonstrar isso.

Quando uma pessoa pensa “Se eu ao menos fosse casado, seria um judeu muito mais feliz” ou “Se eu ao menos tivesse filhos…” ou “Se eu tivesse mais parnassá…” ou “Se eu tivesse uma saúde melhor” … “Eu conseguiria me tornar a pessoa que sou capaz de ser.”

Nesse momento, ela deve dizer a si mesma: “Agora, HaShem quer que eu O sirva da melhor maneira possível dentro da situação que Ele colocou diante de mim. Hoje, Ele quer que eu O sirva sem um cônjuge, ou sem filhos, ou sem parnassá, ou sem uma boa saúde.”

Se uma pessoa consegue se fortalecer, encontrar chizuk e servir a HaShem a partir do lugar em que está, e ainda fazê-lo com alegria, pode alcançar uma grandeza extraordinária.

Sim, podemos rezar para que as circunstâncias mudem daqui para a frente. Mas, enquanto isso não acontece, nossa missão é servir a HaShem da maneira que Ele deseja de nós neste momento. Se formos capazes de fazer isso com alegria, poderemos alcançar os níveis mais elevados.

Durante este mês de Elul — um mês de *rachamim*, de misericórdia — podemos trabalhar especialmente esse aspecto. E, b’ezrat Hashem, isso será um enorme zechut para nós no ano que se aproxima.

Fonte: Emunah Todo Dia

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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