Ontem, por exemplo, o jornal britânico Telegraph publicou que a Rússia teria construído 20 bases secretas para ameaçar a Europa com “pistas de decolagem para drones”. Se isso for verdade, nenhuma das bases é secreta, e drones do tipo Shahed não decolam usando pistas como aviões.
Todavia, também ontem tivemos um caso de estudo com dois jornais “criativos”, cada um puxando para o seu lado.
*Segundo reportagem do Jerusalem Post,* “o Irã considerou a elaboração de um memorando de entendimento com os Estados Unidos uma tentativa de Israel e dos EUA de ganhar tempo para um ataque de maior porte, e aproveitou a oportunidade para se preparar para um conflito mais intenso”.
*Já o Wall Street Journal afirma que* , desde a assinatura do memorando, o Irã intensificou a produção de mísseis e drones, fortaleceu o controle da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) sobre as forças armadas e preparou suas forças para um conflito mais amplo.
“A diplomacia deu tempo ao Irã. O país usou esse tempo para se rearmar.”
Curiosamente, a conclusão inversa do WP é baseada em uma notícia sobre o rearmamento do Irã publicada, dois dias antes, pelo Jerusalem Post, que cita fontes ocultas.
Vamos lá. O Irã foi atingido por mais de 30 mil bombas e mísseis guiados. Fábricas de mísseis, de componentes, de combustível, de explosivos, de eletrônicos militares e a siderúrgica responsável pela produção de aço para os corpos dos mísseis foram destruídas. Das seis cidades de mísseis, todas tiveram seus acessos obliterados, e quatro foram atacadas com bombas perfurantes GBU-57.
Ainda assim, precisamos considerar a possibilidade de haver fábricas secretas desconhecidas pela inteligência americana e pelo Mossad, inclusive uma “siderúrgica secreta”, que permitiriam a retomada imediata da produção de mísseis. Drones são fabricados em qualquer lugar. No entanto, a fábrica de motores no Irã também foi completamente destruída.
Nenhum dos dois artigos menciona a Hudna, a pausa islâmica nos combates, visando se recuperar para voltar a guerra. Os três artigos, incluindo o do rearmamento do Irã, vem da narrativa Iraniana de que os EUA e Israel perderam a guerra e não atingiram nenhum objetivo.
*A VERDADE NO TERRENO E NO CORĀO*
Israel foi atingido 49 vezes, pelo Irã, 85% dos impactos em áreas abertas ou no meio da rua. Israel atingiu o Irã 18.000 vezes e os EUA, outras 13.000 vezes com armamentos precisos e guiados. É óbvio que o “Irã ganhou a guerra”.
Desde 18 de fevereiro, publicamos que o Irã iria ganhar a guerra seguindo o preceito islâmico de que os verdadeiros muçulmanos nunca perderão suas batalhas. Admitir que perderam significa admitir que não são muçulmanos verdadeiros.
Isso é tão importante, que apesar do Irã ter usado muito mais mísseis e drones contra os países sunitas do Golfo e ter obtido lá, mais do que o triplo de impactos do que em Israel, o Irã nunca declarou que os sunitas foram derrotados ou perderam a guerra. Apenas Israel e os EUA estão nesta condição.
Aguardando o Telegraph mostrar as fábricas secretas do Irã.
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