A fala foi durante o podcast de Rom, à esquerda na foto divulgada pelos terroristas do Hamas quando ele ainda estava nas masmorras de Gaza.
O que foi publicado no Brasil de forma estapafúrdia, é: *‘Itamar Ben-Gvir, defendeu, durante um podcast, que Israel deveria realizar “assassinatos direcionados” de “30 a 40 pessoas por noite” na Faixa de Gaza.’* Simplesmente pegaram duas palavras de uma parte do podcast de mais de 45 minutos, juntaram com com dois números, duas palavras, criando uma fala que não foi dita. Isso é um absurdo e não condiz com qualquer princípio jornalístico.
Os jovens até 18 anos, a idade da maioridade na Faixa de Gaza, em armas, quando atacam não existem e, quando morrem, são “crianças”. Oficialmente, o Hamas afirma que só recruta com 18 anos completos, mas ontem mesmo publicamos o filme produzido por eles, sobre o mártir de 15 anos colocando minas e disparando RPG contra um tanque Merkava (cujo sistema de proteção ativa Trophy impediu o impacto). Diz que recruta aos 18 e recruta aos 15…
Também ontem publicamos sobre a reação completamente equivocada em relação a uma postagem falsa originada na Índia, definindo que o Irã iria “continuar” o projeto para a bomba atômica, citando um general da IRGC que não falou o que foi publicado.
Hoje, temos o desprazer de ver setores judaicos SIMILARMENTE PAUTADOS pelos canais da Guerra Híbrida Jihadista islâmica, que ADULTERARAM A FALA e colocaram entre aspas, como citação, algo que não foi dito. Este tipo de reação equivocada não pode acontecer nos setores da mídia judaica.
Antigamente, quando a mídia era produzida por jornalistas, havia um critério de “classificação de credibilidade de fontes” e “checagem de informação”. Hoje, qualquer um produz mídia, sem critério algum a não ser o campeonato de likes e views, e algo tão simples como verificar a fala original do Ben Gvir é simplesmente deixado de lado. Pessoas muito inteligentes agindo de forma muito inconsequente. Aliás, inconsequente não! Com muitas consequências, *LEGITIMANDO* a fala errada e dando munição aos antissemitas. Hoje, qualquer um pode checar informação.
Existe um setor judaico que aplaude ex-reféns quando afirmam que não querem se vingar dos terroristas do Hamas que os estupraram e torturaram, imaginando que serão “pessoas melhores que eles”, enquanto execram ex-reféns como Rom que pediu ao ministro para ser carrasco de terroristas palestinos.
Israel tem todo o direito, reconhecido internacionalmente (menos por seus inimigos, é óbvio), de proteger sua população e remover a ameaça armada dos terroristas palestinos do Hamas da Faixa de Gaza e dos terroristas libaneses xiitas do Hezbollah no sul do Líbano.
Por José Roitberg – jornalista e pesquisador
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