BOM DIA! Há uma expressão em inglês que diz: “Tudo tem um lado positivo” (“every cloud hasa silver lining”). O sentido é que depois de cada ‘noite’, não importa quão longa ou escura, virá uma manhã dourada.Em geral, entendemos “um lado positivo” como um resultado positivo em meio a uma situação difícil.No entanto, há quem se refere a isso como uma promessa de tempos melhores que inevitavelmente seguem os difíceis; assim como um amanhecer brilhante e alegre segue uma noite escura e solitária.É fascinante notar que a Torá não diz explicitamente que D’us criou as trevas – a escuridão apenas ‘aparece’ no primeiro capítulo de Gênesis (1:2). No entanto, dizemos em nossas orações diárias a seguinte bênção: “Bendito é Você HaShem […] que forma a luz e cria as trevas”. Em outras palavras, a escuridão não é apenas a ausência de luz, mas um fenômeno criado independentemente.Por que essa criação contínua de escuridão é tão significativa? Porque, acreditemos ou não, este é um dos conceitos fundamentais mais importantes de um universo dirigido por D’us.Divagando para o conceito de “lado positivo”, por mais catastrófica que a pandemia tenha sido emtermos de sofrimento e perda humana, houve alguns resultados positivos que devem ser reconhecidos. Por exemplo: o mundo inteiro reconheceu a interconectividade da humanidade – o que acontece com alguns afeta a todos. Também nos conscientizamos de que, em última análise, somos muito dependentes uns dos outros e precisamos uns dos outros. Aprendemos a ter um profundo apreço pelo corpo médico e pelas equipes de apoio.Aprendemos novas habilidades e adaptamos nossa vida profissional para sermos produtivos fora do escritório.E a lista continua e continua.Meu lado positivo pessoal foi que, embora as circunstâncias ditassem que eu ficasse longe da minha família por alguns meses, isso me deu tempo para escrever e concluir um livro sobre as brilhantes ideias de meu pai sobre um dos livros mais importantes da Bíblia – o Livro de Ester. De fato, com base em uma declaração do Talmud de Jerusalém, Maimônides determina que no “final dos dias” os únicos livros da Bíblia quepermanecerão relevantes para sempre serão os Cinco Livros de Moisés e o Livro de Ester (Meguila 2:18). Por quê?O que há de tão crucial sobre o Livro de Ester?A resposta pode ser encontrada na leitura da Torá desta semana: “Lembrem-se do que Amalek fez com vocês quando saíram do Egito; como eles ‘apareceram’ em seu caminho… e não temeram a D’us” (Deuteronômio 25:17-18).Surge a questão: o fato é que a nação de Amalek propositadamente planejou e atacou a nação judaica depois que eles deixaram o Egito, e ainda assim a Torá retrata isso como um acaso – como se tivessem casualmente acabado de encontrar o povo judeu pelo caminho.Nossos Sábios explicam que este conceito de ‘aconteceu’/’apareceram’ é a própria definição daessência da nação amalequita e descreve a sua aversão e ódio em relação ao povo judeu.Avraham, que é o pai real e espiritual do povo judeu, reconheceu desde cedo que existe um D’us que criou e guia constantemente o mundo físico. Isso, por si só, não o tornava único; afinal, D’us já havia falado com Adam, Noach e outros.A diferença entre Avraham e todos os que o precederam estava na missão à qual ele dedicou a sua vida; a de levar a consciência da existência de D’us a toda a humanidade. Avraham explicou a todos que quisessem ouvir que existe um D’us que criou tudo e, mais importante ainda, Ele também deseja um relacionamento com a humanidade.O povo judeu representa a essência da presença de D’us no mundo. Eles assumiram a missão de seus antepassados de trazer essa consciência Divina para a humanidade. O êxodo do Egito deveria culminar com o recebimento da Torá, a entrada do Povo de Israel na terra de Israel e a construção do Templo – um lar permanente para a presença de D’us neste mundo.Os amalequitas representam a filosofia exatamente oposta. Sua missão é mostrar que D’us não desempenha nenhum papel no universo e que tudo acontece por ‘acaso’, são apenas ‘acontecimentos’. Assim, eles são o inimigo mortal do povo judeu. Como nossos Sábios ensinam: Amalek sabia que não tinham chancede sucesso em derrotar o povo judeu que tinha acabado de sair do Egito e no processo destruiu o exército mais poderoso do mundo. Mas mesmo assim eles travaram uma guerra contra a nação judaica porque não podiam suportar viver em um mundo em que o reino de D’us se manifestasse. Amalek escolheu embarcar em uma missão suicida porque acreditavam que viver em um universo centrado em D’us não era uma vida digna de ser vivida.A disputa original entre os amalequitas e a nação judaica ocorreu há 3.500 anos. Foi então repetida no tempo da rainha Ester (2500 anos atrás), quando ela foi confrontada com o arquétipo amalequita, o assassino Haman. No entanto, até hoje, o conflito continua entre aqueles que acreditam em um mundo teocêntrico e aqueles que escolhem acreditar que D’us não tem papel no mundo ou em suas vidas. Isso é evidenciado porum segmento crescente da sociedade que opta por ignorar a santidade da vida ou dar crédito ao fato de que alguns ideais são sagrados. Em vez disso, eles optam por promover um sistema “moral” que atende ao denominador comum mais baixo.De acordo com o Talmud (Hulin 139b), a fonte real para a existência de alguém ruim como Haman se origina da Árvore do Conhecimento – a mesma através da qual Adam e Chava pecaram e trouxeram a morte ao mundo.O conceito de livre arbítrio, a capacidade de agir contra a vontade de D’us, foi exercido e trouxe morte e trevas ao mundo.Isso é semelhante ao conceito de que a escuridão da noite traz a promessa de um amanhecer brilhante.Assim como não seríamos capazes de apreciar plenamente a luz sem primeiro experimentar a noite escura e solitária, de uma maneira muito real é a morte que dá sentido à vida – pois a morte nos dá uma perspectiva sobre o que significa estar vivo. É essa capacidade de ver o contraste do escuro com a luz e da vida com a morte que torna a vida muito mais significativa. São as lutas em nossas vidas que cristalizam o queconquistamos e nos ajudam a apreciar o que conquistamos.Obviamente, um mundo sem D’us e Criador não teria nenhum propósito real ou significado profundo – tudo seria um ‘acidente’. O único propósito na vida seria experimentar o máximo de prazer possível e evitar a todo custo dores e dificuldades. Isso não seria diferente do desafio apresentado pelo filme “Matrix” (1999).Essencialmente, você quer viver em uma realidade inventada que se concentra em dar a você tudo o que deseja, mesmo que não seja real, ou quer existir em um mundo real – embora um que venha com dor real e luta constante?Isso me lembra o desenho animado de dois porcos conversando um com o outro. “Você acredita que o fazendeiro nos dá toda a comida que podemos comer, um lugar quente para dormir, porcas com as quais procriar, e tudo de graça? É INCRÍVEL!” Resumindo, se algo é grátis, então você não é o cliente, você é o produto que está sendo vendido.Em um exemplo extraordinário de vida imitando a arte, nosso mundo hoje enfrenta o mesmo desafio.Vivemos em um mundo que, de muitas maneiras, parece estar se transformando em caos e turbulência. Mas devemos ter esperança – afinal viver em um universo teocêntrico nos lembra que é a criação das trevas por D’us que também nos informa que no final haverá uma luz enorme e intensa. Todos temos o dever de fazer nossa parte para ajudar a levantar o véu da escuridão e apressar a chegada do amanhecer. A chegada deRosh Hashaná (dia 11 de setembro, ao anoitecer) é uma ótima oportunidade para isso!

Rav Ytzchak Zweig
Fonte: Meor HaShabat
#judaísmomessiâniconãoexiste

never again

Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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