Shavua Tov Chaverim. O mês de Elul avança e, com ele, seguimos com nossa preparação para a celebração de Rosh HaShana. Cada um de nós deve fazer o seu melhor esforço para compreender aonde falhou no último ano e onde deve fazer as correções de seus atos.

Elul: O Amor Tem Tudo a Ver com Isso
#judaismomessiâniconãoexiste

Por Rab Nechemia Coopersmith

Como se preparar para as Grandes Festas sem culpa.

O mês hebraico de Elul, um período espiritualmente carregado que antecede Rosh Hashaná e Yom Kipur, carrega um tema surpreendente. A própria palavra Elul é um acrônimo para o versículo:

Ani l’dodi v’dodi li – Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu
(Cântico dos Cânticos 6:3)

O que o amor tem a ver com isso? Por que um versículo que descreve a saudade entre dois amantes — a metáfora para o amor entre D’us e o povo judeu — é o tema central da preparação para Rosh Hashaná?

Qual é a essência de Rosh Hashaná?

Rosh Hashaná nos leva de volta ao início dos tempos, quando D’us, como CEO do universo, estabelecia os orçamentos e as funções de toda a humanidade. Diferentemente de qualquer CEO terreno, Seus recursos são ilimitados.  A única limitação reside na clareza com que os funcionários Dele — nós — compreendemos a visão da empresa e no nosso comprometimento em cumprir a Sua missão.

Em Rosh Hashaná, você se encontra diante de D’us, o CEO, apresentando seus planos para o ano que se inicia. O ano que passou ficou para trás; a avaliação de desempenho do ano anterior é irrelevante. Todos começam do zero, com uma folha em branco. Este é o momento de obter clareza, expressar seus sonhos e se comprometer genuinamente a torná-los realidade.

Elul é o mês crucial para recalibrar suas metas e preparar sua “apresentação” para o próprio Chefe.

Dois Obstáculos

Mas enfrentar esse desafio não é fácil. Dois grandes obstáculos costumam bloquear o caminho: apatia e desânimo.

Apatia: Você se sente distante de D’us — e talvez esteja bem com isso. A vida parece confortável o suficiente com o mínimo de esforço, navegando sem parar nas redes sociais, maratonando séries ou simplesmente passando o tempo. Mas a apatia interrompe o crescimento.

Desânimo: Mesmo que você queira mudar, uma voz cínica sussurra: “Quem você pensa que está enganando? Você já tentou isso antes. Nada mudou. Você continua enfrentando os mesmos problemas. As pessoas não mudam. Admita: você é um fracasso.” O desânimo drena a energia e convence você a não tentar.

É aqui que a frase central de Elul — “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu” — entra em cena como uma tábua de salvação, nos tirando da apatia e do desespero.

O Amor é o Pilar

Stephen Covey, autor de Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, popularizou a ideia de que “amar é um verbo”. O judaísmo ecoa isso: o mandamento “ame o seu próximo” é entendido pela maioria dos comentários como uma expressão de amor através da ação.

Você não pode controlar as emoções, mas pode escolher suas ações.

O casamento, por exemplo, não se trata de esperar para “sentir o amor”. Trata-se de colocar o amor em ação: demonstrar afeto, elogiar, sair para um encontro, ouvir com curiosidade, importar-se com o que é importante para o seu cônjuge. Quando você age com amor, os sentimentos de amor surgem. O que começa como um verbo se torna realidade, e a distância dá lugar à intimidade.

Agora, aplique isso a D’us. Você não precisa esperar para sentir o amor — basta agir. Reserve alguns momentos de silêncio e pergunte: O que importa para D’us que eu posso fazer importar para mim? Reflita sobre isso honestamente e você poderá se surpreender com as respostas que surgirem.

Então, escolha uma ou duas áreas que ressoem com você e comece aos poucos. Passo a passo, suas ações irão afrouxar as garras da apatia e diminuir a distância entre você e D’us. Mas observe: o versículo começa: “Eu sou do meu amado” — você precisa dar o primeiro passo.

O Maior Incentivador

O amor, no entanto, flui em ambas as direções.  No momento em que você dá um passo em direção a D’us, a resposta Dele é imediata e acolhedora. O amor de D’us é constante. Até o menor esforço da sua parte transforma esse relacionamento.

Este é o significado da segunda parte do versículo: “e o meu amado é para mim”. É o antídoto para o desânimo.

Você pode ser tentado a desistir de si mesmo, mas D’us jamais desiste. Ele conhece a grandeza que existe dentro de você — porque Ele a colocou lá. Ele lhe concedeu um potencial único e uma missão que ninguém mais pode cumprir. Ele está torcendo por você a cada passo do caminho. Sinta o Seu amor, deixe que ele o fortaleça e permita que ele o impulsione quando você quiser parar.

Preparando-se para Rosh Hashaná

A preparação para Rosh Hashaná nunca deve ser um fardo pesado. Elul não é um mês de temor — é um tempo auspicioso e emocionante de clareza e intimidade, ancorado na positividade e no amor.

É por isso que sua essência está expressa em “Eu sou para o meu amado, e o meu amado é para mim”.  O amor define esta época.

Porque, como se vê, o amor tem tudo a ver com isso. Quando você dá pequenos passos para fortalecer seu relacionamento com Deus, você dissolve a apatia, desperta um senso de proximidade e sente o Seu amor recíproco. Esse amor lhe dá a coragem e a confiança para continuar avançando — passo a passo — rumo ao cumprimento da missão da sua vida.

Dica prática: Conforme Elul se desenrola, escolha um ato simples e concreto de amor a D’us. Faça-o consistentemente. Esse único passo pode mudar completamente o tom do seu Rosh Hashaná.

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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