ESTUDO 209

M. 112

M. 112 – O METSORÁ DEVE SER RECONHECÍVEL

A mitsvá número cento e doze (do Sefer Hamitsvót) é o Mandamento Divino de que o metsorá (impuro que tem manchas claras no corpo, com carne viva ou cabelo branco dentro) torne-se reconhecível, de forma que as pessoas possam se manter afastadas dele.

[A FONTE NA TORÁ] Este mandamento está expresso em Suas palavras (louvado seja!): “E do metsorá que tem a chaga, suas vestes serão rasgadas e seu cabelo não será cortado, e com seu bigode se cobrirá; e impuro!, impuro!, clamará” (Vayicrá/Levítico, 13:45).

A prova de que este é um dos mandamentos (mitsvát assê) é encontrada no Sifrá: “Como foi dito a respeito do Cohen Gadol que ‘Seu cabelo não deixará crescer e suas vestes não romperá’ (Vayicrá/Levítico, 21:10), poder-se-ia pensar que isto se aplica mesmo se ele tiver contraído uma praga e que o mandamento (mitsvá) ‘Suas vestes serão rasgadas e seu cabelo não será cortado’ se aplica a todos menos ao Cohen Gadol? Por isso, a Torá diz: ‘Em quem estiver a praga (…); mesmo se ele for um Cohen Gadol, suas roupas devem ser rasgadas, o seu cabelo deve ficar solto, e ele deve deixar seu cabelo crescer”.

Está claro que um Cohen Gadol está proibido, através de uma proibição (mitsvát lô taassê) [específica], de rasgar suas roupas ou de deixar crescer seu cabelo; e é um princípio aceito entre nós que toda vez que encontrarmos um mandamento (mitsvát assê) e uma proibição (mitsvát lô taassê) [aplicando-se na mesma situação], se pudermos cumprir os dois será ótimo; caso contrário, o mandamento (mitsvát assê) se sobrepõe a uma proibição (mitsvát lô taassê). Consequentemente, uma vez que está estabelecido que um Cohen Gadol metsorá deve deixar crescer seu cabelo e rasgar suas roupas, conclui-se que este é um mandamento (mitsvát assê).

Por tradição, outras pessoas impuras também são obrigadas a se tornar reconhecíveis a fim de que os outros possam se manter afastados delas. O Sifrá diz: “Como sabemos que isto também se aplica a alguém que tenha se tornado impuro através de um cadáver ou de uma relação com uma Nidá (mulher menstruada), e a todos os que possam transmitir impureza aos outros? As Escrituras dizem: ‘E impuro!, impuro!, clamará’”. Isto significa que toda pessoa impura deve anunciar sua impureza, ou seja, deve se tornar reconhecível como pessoa impura, que transmite impureza com seu contato, de forma a que as pessoas possam evitá-la.

Ficou claro que a obrigação de um metsorá de se tornar reconhecível não se aplica à mulheres. “Um homem”, diz o Talmud, “anda com o cabelo solto e com as roupas rasgadas, mas uma mulher não anda com o cabelo solto e com as roupas rasgadas”, embora ela deva cobrir seu lábio superior e proclamar sua impureza como as outras pessoas impuras.

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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