Sefer Hamitzvot 202-250:ESTUDO 211

M. 111

M. 111 – O METSORÁ DEVE RASPAR A CABEÇA

A mitsvá número cento e onze (do Sefer Hamitsvót) é o Mandamento Divino através do qual o metsorá (impuro que tem manchas claras no corpo, com carne viva ou cabelo branco dentro) é ordenado a raspar a cabeça, e isto constitui o segundo estágio de sua purificação, como está explicado no final de Negaím.

[A FONTE NA TORÁ] Este mandamento está expresso em Suas palavras (louvado seja!): “E ao sétimo dia raspará todo o seu pelo” (Vayicrá/Levítico, 14:9). Já nos referimos anteriormente [mitsvá 93] às palavras dos Sábios: “Três raspam suas cabeças, e para cada um deles a raspagem constitui um mandamento (mitsvát assê): o Nazir, o metsorá e o Leví”. As normas deste mandamento (mitsvá) estão explicadas no final de Negaím.

Aqui explicarei por que no caso do metsorá contamos a raspagem e a oferta de sacrifício determinado cada um como um mandamento (mitsvá) individual, enquanto que no caso do Nazir contamos os dois juntos como um mandamento (mitsvá). É que no caso do metsorá não há conexão entre o ato de raspar a cabeça e o de levar seus sacrifícios, e o objetivo atingido pela raspagem é diferente do alcançado pelo oferecimento dos sacrifícios, porque sua purificação depende da raspagem de sua cabeça.

No sexto capítulo de Nazir está dito: “Como um Nazir difere de um metsorá? Sua purificação depende dos dias, enquanto que a purificação do metsorá depende da raspagem de seus cabelos”. Tendo raspado a cabeça e tendo completado sua segunda raspagem, o metsorá se purifica e cessa de transmitir o tipo de impureza que é transmitida pelos animais rastejantes, como está explicado no final de Negaím; e seu perdão fica em suspenso até que ele leve seus sacrifícios, da mesma forma que os outros cujo perdão fica em suspenso, como está explicado ali.

Assim, a raspagem da cabeça torna o metsorá puro a ponto de que ele cesse de transmitir o mesmo tipo de impureza que é transmitida por um animal rastejante, quer ele tenha ou não oferecido seus sacrifícios; e a oferta dos sacrifícios complementa seu perdão, tal como nos outros casos em que o perdão fica em suspenso [mechussrei capará], – a saber, o zav, a zava e a mulher depois do parto. Nós já nos referimos às palavras dos Sábios: “Há quatro pessoas cujo perdão fica em suspenso (…)”.

No caso de um Nazir, como está explicado ali, o perdão não fica incompleto, e todo o procedimento estabelecido – raspar a cabeça e oferecer o sacrifício (korbán) – lhe permite beber vinho novamente. E um não é suficiente sem o outro: a raspagem está ligada ao sacrifício (korbán), e o sacrifício (korbán) à raspagem, e os dois em conjunto atingem um objetivo único, que é permitir-lhe as coisas que lhe eram proibidas nos seus dias de nazirado. No sexto capítudo de Nazir está dito: “Se ele raspou seu cabelo depois de um dos sacrifícios e este foi considerado inválido, a raspagem de seu cabelo também se torna inválida e seus sacrifícios não contam. Assim, ficou explicado que a raspagem é uma das condições da oferenda, e a oferenda é uma das condições da raspagem.

Também foi explicado na Tosséfta que um Nazir que tenha completado seus dias [que assumiu ser nazir] está proibido de raspar a cabaça, beber vinho e tronar-se impuro pelos mortos até que ele tenha completado todo o procedimento de raspagem em estado de pureza, o qual, como está explicado no sexto capítulo de Nazir, implica em que a raspagem seja feita ‘diante da porta do Ohel Moêd’ [no horário em que o Mishcán, o Santuário, está aberto, mas não tem que ser “na porta”…], que ele jogue seus cabelos debaixo da caldeira e que ele leve as oferendas, como está explicado nas Escrituras.

Vocês encontrarão que na maioria dos lugares os Sábios denominam a oferta dos sacrifícios [de Nazir] de “raspagem” [TIGLÁCHAT], e eles dizem explicitamente na Mishná: “Eu serei um Nazir e me comprometo a raspar a cabeça (…)”: a intenção é de, posteriormente, levar as oferendas do Nazir e oferecê-las por si próprio.

Assim, foi explicado que a raspagem [TIGLÁCHAT] é um termo alternativo para Korbanót — seu ofereciment

o de sacrifícios, e a razão disso é que ela é parte deste último, como explicamos, e é unicamente com a combinação destes dois que o nazirado se completa e que o Nazir pode beber vinho. Mas a raspagem por impureza é apenas uma das leis do mandamento (mitsvá), como explicamos anteriormente.

never again

Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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