O doutor Arié Toledano escreveu uma carta muito contundente ao Papa por suas recentes declarações sobre Israel — declarações das quais deveria se envergonhar. Mas este Papa provavelmente se esqueceu de que deve obediência a Cristo, que, por acaso, também era um judeu de Israel… Eis a carta de Arié Toledano:
Carta aberta a Sua Santidade, o Papa
Santidade:
O senhor qualificou a guerra travada por Israel contra seus inimigos como uma “vergonha moral para a família humana”, “um escândalo para toda a família humana e um clamor diante de Deus”. Uma fórmula solene, carregada, quase litúrgica. Mas ela soa de maneira estranha quando provém de uma instituição cuja história diante dos massacres dos judeus foi, demasiadas vezes, marcada pelo silêncio.
Porque, afinal, quando comunidades inteiras foram massacradas durante as Cruzadas, a voz de Roma foi prudente. Quando a Inquisição queimava homens, mulheres e crianças, foi discreta.
Quando a Europa exterminava seis milhões de judeus, foi quase muda.
E hoje, quando os judeus simplesmente se recusam a ser novamente degolados, eis que o Vaticano recupera, de repente, sua voz moral. Que estranha cronologia da indignação.
O senhor se manifesta quando Israel combate aqueles que prometem sua destruição, mas onde estava essa indignação quando esses mesmos inimigos proclamavam querer apagar o Estado judeu do mapa? Onde estava quando civis israelenses eram atacados? Onde estava quando sinagogas ardiam e os judeus voltavam a ser alvos na Europa?
É sempre mais fácil repreender quem se defende do que condenar quem ataca.
Santidade, Israel não é um império nem uma potência conquistadora. É um povo que retornou do abismo da história e que aprendeu uma verdade simples e trágica: esperar pela aprovação moral do mundo pode custar vidas.
Os judeus já pagaram esse preço vezes demais para voltar a repeti-lo.
Israel não precisa de um imprimátur teológico para sobreviver. Não precisa de uma bênção diplomática para impedir sua destruição. E, sobretudo, não precisa de lições de moral daqueles que, ao longo da história, desviaram o olhar vezes demais.
Aquilo que o senhor chama de vergonha moral, Israel chama de instinto de sobrevivência.
Aquilo que o senhor chama de guerra, Israel chama de recusa em desaparecer.
Aquilo que o senhor chama de escândalo, os judeus chamam de memória.
A memória dos silêncios.
A memória dos pogroms.
A memória dos trens.
A memória de um mundo que falou muito depois e tão pouco antes.
Portanto, permita-me uma resposta simples, quase bíblica em sua sobriedade: o povo judeu nunca mais pedirá permissão para viver.
Respeitosamente,
mas com lucidez.
Arié Toledano
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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