A Cabana Caída de David#judaismomessiâniconãoexiste

Rav Meir Kaminski

Ao final da refeição, quando recitamos a Birkat HaMazon (a oração de agradecimento após a refeição), dizemos: “Que o Misericordioso erga para nós a cabana caída de Davi”. Esse texto é proveniente do Sefer Amós (9:11): “Naquele dia, erguerei a cabana de David, que está caída; fecharei suas brechas, restaurarei suas ruínas e a reconstruirei como nos dias de outrora”.

Essa passagem se refere a um período em que Hashem destruiu o Reino de Yisrael, mas, ao mesmo tempo, prometeu que a casa de David seria preservada: “Eis que os olhos do Senhor D-us estão sobre o reino pecador, e Eu o destruirei da face da terra; contudo, não destruirei completamente a casa de Yaakov”, diz o Eterno. Por outro lado, Hashem promete erguer novamente a cabana caída de David.

O comentarista Malbim (Rabi Meir Leibush ben Yechiel Michel Wisser, 1809–1879) descreve a trajetória histórica da cabana de David: inicialmente, o reino de David era uma casa sólida e próspera, mas, com o passar do tempo, transformou-se em uma cabana temporária. Durante o exílio, até mesmo essa cabana desapareceu, e não restou qualquer vestígio dos reis da casa de David.

O profeta descreve a reconstrução gradual do reino de David. Primeiro: “Fecharei suas brechas” — um homem da casa de David conduzirá o povo de Yisrael. Em seguida: “Restaurarei suas ruínas” — a nação aceitará o jugo do Reino dos Céus, e a cabana será renovada. Na etapa final, a cabana temporária se tornará uma cabana permanente: “Eu a reconstruirei como nos dias de outrora”.

Durante a Festa das Cabanas (Sukot), enfatizamos a fase em que o reino de David se assemelha a uma cabana caída.

Será realmente essa a melhor metáfora que podemos dar à Sukah? O Maharal de Praga (Judá Loew ben Bezalel, 1512–1609) lança luz sobre esse ponto: “Saiba que o reino da casa de David é chamado de ‘Sukah’. Todo reino é chamado de ‘casa’… porque aquilo que possui uma presença forte e estável no mundo é chamado de ‘casa’, pois uma ‘casa’ é uma construção estável.

Da mesma forma, um reino é chamado de ‘casa’ por causa de sua estabilidade e solidez. Quando uma ‘casa’ desmorona, sua função original é anulada. Quando é reconstruída, os escombros são removidos e uma nova ‘casa’ é construída. Ela não é vista como a restauração da ‘casa’ original, mas como a construção de uma estrutura completamente nova. Uma Sukah, por outro lado, que não é uma construção sólida e permanente, pode ser facilmente restaurada. Quando desmorona, pode simplesmente ser erguida novamente. Uma Sukah retoma facilmente sua função original”.

Por isso, o Reino de David, que será erguido novamente após sua queda, é chamado de “a cabana caída de David”. Mesmo em sua queda, ele conserva o nome de “Sukah”, pois sempre foi destinado a ser erguido novamente, e sua restauração é simples (Netzach Yisrael, capítulo 35).

Talvez seja justamente positivo que o reino de David tenha o status de uma cabana temporária e caída. A natureza temporária da cabana enfatiza seu caráter natural e a ausência de intervenção humana. Sob seu teto, sentimos nossa dependência de D-us, enquanto a estabilidade de uma casa pode nos cegar. Uma casa que desmorona não pode ser reconstruída com os mesmos materiais; os restos precisam ser removidos e uma nova estrutura precisa ser erguida. Uma Sukah caída, por outro lado, pode ser facilmente erguida novamente sem novos materiais.

Muitos impérios que governaram o mundo eram como casas fortes, com fundações sólidas, mas, quando caíram, desapareceram completamente de cena. O Reino de Yisrael caiu e voltou a se erguer imediatamente — “D-us sustenta todos os que caem”. Uma cabana temporária que cai continua existindo e está destinada a permanecer para sempre. Nossa geração testemunhou com os próprios olhos a cabana caída de David — o ponto mais baixo do exílio, durante a destruição do povo judeu no Holocausto. Por pouco, tudo parecia perdido: a cabana caiu. Mas o estabelecimento do Estado de Yisrael marcou a restauração da cabana, mesmo enquanto ela estava caída: “Fecharei suas brechas e restaurarei suas ruínas”. Isso incluiu os sobreviventes do Holocausto que conseguiram chegar a Yisrael, construir a terra e reconstruir suas famílias. Em tempos de crise, sentimos a força da cabana que, mesmo depois de sua queda, imediatamente se torna mais forte e mais firme do que nunca. Tudo de bom!

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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