BOM DIA! Na próxima sexta-feira à noite, 25 de setembro, começa a festividade de 7 dias de Sucot (fora de Israel é adicionado um dia extra). Esta festividade é única em muitos aspectos e o mais importante é que é conhecida como “zman simhateinu – o período de nossa alegria”. Embora a palavra “alegria” às vezes seja usada de forma intercambiável com a palavra “felicidade”, na verdade eles têm significados muitodiferentes.Todo mundo quer ser feliz. Muitas pessoas acreditam erroneamente que o objetivo de vida de uma pessoa deve ser “ser feliz”. Todavia, ser feliz é a descrição de um estado momentâneo de ser. A qualquer momento uma pessoa pode estar feliz, triste, zangada, ciumenta, etc. Estas emoções são geralmente resultados causados por um evento ou ocorrência específica. Tais sentimentos transitórios não podem ser o “propósito” de nossas vidas.A história a seguir (que foi atribuída incorretamente ao Rei Salomão) realmente mostra como a felicidade pode ser passageira e destaca a futilidade de tentar alcançá-la. Existem muitas versões desta história e todas seguem o mesmo tema básico.Certa vez, um rei sábio quis testar seu conselheiro de maior confiança e deu-lhe a seguinte tarefadesafiadora: “Eu lhe dou 6 meses para inventar um anel que me entristecerá se eu estiver feliz e me animará se eu estiver triste”. O ministro saiu para realizar esta tarefa aparentemente impossível. Ele conversou com outros conselheiros, sábios e muitos joalheiros, mas ninguém sabia como inventar esse “anel mágico” que o rei desejava. O prazo se aproximava, ele não havia feito nenhum progresso e estava ficando desesperado.Um dia, enquanto vagava pela parte mais pobre da cidade, encontrou um joalheiro idoso e perguntou sobre como conseguir esse “anel mágico”. O homem tirou um anel de ouro e gravou algo nele. O ministro leu o que estava escrito e um sorriso se espalhou por seu rosto. Ele correu para o palácio e apresentou-o ao rei. Quando o rei leu, ele também sorriu satisfeito. No anel estava gravado: “ISSO TAMBÉM PASSARÁ!”Lembro-me de uma história sobre uma pessoa que procurava desesperadamente pela felicidade – ele viajou até às montanhas do Himalaia para procurar um guru e perguntou-lhe: “Guru, qual o segredo da felicidade?” Guru: “Não discuta com pessoas estúpidas.” Ele respondeu: “Sério? Para isso viajei milhares de quilômetros? Isso é um absurdo total!” Guru: “Você está absolutamente certo”.No entanto, a felicidade é passageira. A alegria, por outro lado, é um estado de espírito que vem de um sentimento de autossatisfação; sentir-se realizado, ter relacionamentos duradouros, alcançar objetivos significativos e viver com um conjunto positivo de valores e ideais. A pessoa que tem uma vida plena, cheia de sentido e com um sentimento de realização é capaz de atingir um sentimento geral de satisfação com quem é.Isso leva a uma sensação de calma e paz de espírito.As pessoas que conseguem alcançar isso, é claro, passarão coisas na vida que lhes trarão felicidade momentânea e outras que lhes trarão tristeza passageira. Mas se sua identidade central for a de autossatisfação, então serão mais capazes de resistir aos vendavais e turbilhões de emoções momentâneas.Obviamente, é mais fácil falar do que fazer. Quais são os passos que podemos tomar para chegar a esse estado de autossatisfação?A resposta está na nossa festividade. Como mencionado acima, a Torá designa a festividade de Sucot como “nosso período de alegria” (Levítico 23:39-43). Isto começa pelo fato de acontecer na época do ano em que as sociedades agrárias celebravam as colheitas advindas de seu trabalho agrícola. Assim, esta festividade também é referida na Torá como a Festividade da Colheita (ibid.). É a época do ano em que todos se deleitavam com o fruto de todo o seu árduo trabalho.Da mesma forma, somos ordenados nesta festividade a trazer as 4 espécies; “No primeiro dia você deve trazer um fruto de ‘cidra’, uma folha de palmeira, ramos de mirta e de salgueiro que crescem perto de um riacho” (ibid.). O número 4 é muito significativo – por exemplo: as 4 direções ou os 4 elementos da criação: fogo, terra, vento e água, ou os 4 diferentes filhos da Hagadá de Pessach, etc. Da mesma forma, aqui nossos Sábios explicam que as 4 espécies – etrog, lulav, hadass e aravá – representam os quatro tipos de judeus.Se estiver faltando uma das 4 espécies, as outras três não contam para a mitsvá (mandamento positivo). A mensagem desta festividade é que todo o Povo deve se unir em uníssono porque nos completamos. Este é o elemento da necessidade de construir relacionamentos significativos com todos as pessoas.É também por isso que a Torá nos ordena que mudemos de nossas casas permanentes para a habitação temporária e frágil de uma cabana ao ar livre (ou seja, a Sucá) durante toda a festividade. Isto nos traz a mensagem de que tudo o que temos neste mundo, até mesmo o nosso próprio lar, é temporário. Não podemos encontrar uma felicidade verdadeira e duradoura em nada físico – é apenas o que alcançamos e os relacionamentos que construímos nos trarão a verdadeira alegria.Há mais um comportamento extremamente importante que devemos incorporar em nossas vidas que nos trará alegria genuína, e não por coincidência aprendemos esse comportamento nas próprias leis desta festividade.Maimônides, o grande codificador da lei judaica, menciona um costume bastante surpreendenterelacionado às 4 espécies. Ele escreveu: “O seguinte costume era observado em Jerusalém: uma pessoa saía de casa pela manhã [carregando as 4 espécies] na mão. Entrava na sinagoga com elas; orava enquanto estavam em sua mão; ia visitar os enfermos e confortava os enlutados com elas na mão. Quando entrava na Casa de Estudo, ele as mandava para casa com seu filho ou servo” (Leis de Sucá e Lulav 7:24).Isto é muito extraordinário. Maimônides não está apenas mencionando a programação diária daqueles que residiam em Jerusalém – ele está tentando mostrar qual era o comportamento adequado na festividade. Então, o que quis dizer quando escreveu que aquelas pessoas costumavam visitar os doentes e confortar os enlutados enquanto carregavam as 4 espécies? E é duplamente estranho, considerando que não existem leis de luto nesta festividade – todas as leis de shivá e luto são absolutamente revogadas em Sucot! Então, o que ele quis dizer com ‘eles costumavam ir consolar os enlutados’?Embora seja verdade que não é permitido quaisquer demonstrações evidentes de luto e não haja shivá oficial, os enlutados ainda estão tristes. Maimônides está nos ensinando que parte da obrigação de estar alegre nesta festividade é alegrar aqueles que estão tristes por uma perda recente ou deprimidos por uma doença.Em outras palavras: uma das maneiras pelas quais a pessoa pode se tornar verdadeiramente alegre é ajudando os outros em suas dificuldades. Assim, torna-se uma obrigação nesta festividade ir alegrar os enfermos e confortar aqueles que sofreram uma perda. A pessoa trazia as 4 espécies consigo porque tanto as 4 espécies quanto a ajuda aos outros são elementos intrínsecos desta festividade.É por isso que a festividade de Sucot é aquela em que nos concentramos em ajudar os demais,especificamente convidando pessoas. De acordo com o Zohar, o livro básico da Cabalá, nosso Patriarca Avraham acolheu os 3 anjos em sua casa durante a festividade de Sucot: “Senhores, por favor, não continuem sem passar por mim. Deixem-me trazer um pouco de água para lavarem seus pés. Descansem debaixo da árvore, vou buscar alguns pães para comerem” (Gênesis 18:3-5). De acordo com o Zohar, quando Avraham disse para “descansarem debaixo da árvore”, ele estava se referindo à sua Sucá.É também por isso que em Sucot temos especificamente o costume de convidar nossos 7 convidados celestiais (os famosos sete líderes espirituais do povo judeu: Avraham, Ytzchak, Yakov, Yosef, Aharon, Moisés e David) conhecidos em aramaico como ushpizin – porque esta é a festividade de convidar outras pessoas para nossas casas.É sabido (e bem pesquisado) que as pessoas mais alegres são aquelas que se concentram em levarfelicidade e alegria aos outros. É por isso que a festividade de Sucot exige que façamos favores pelos outros, porque ao fazê-lo iremos realmente vivenciar a festividade e cumpri-la como um “período de extrema alegria.
Rav Ytzchak Zweig
Fonte: Meor HaShabat
judaismomessiâniconãoexiste
never again🇧🇷
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=183982&voto=favor
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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