Rav David Ashear
O Sefer Ha’Ikarim escreve que existem três fundamentos da Emunah nos quais todo Judeu deve acreditar. O primeiro é a existência de Hashem. O segundo é que a Torah nos foi dada dos Céus. E o terceiro é que Hashem está envolvido em tudo o que acontece neste mundo — hashgachá pratit, a Providência Divina individual.
O Sefer Kometz Minchah sugere que cada um dos Shalosh Regalim corresponde a um desses três fundamentos. Em Pessach, o mundo aprendeu que Hashem existe. Em Shavuot, vimos a Torah descer de Shamayim. E, em Sucot, vimos como Hashem cuidou de todas as necessidades do povo Judeu no deserto, envolvendo-o com Suas “nuvens de glória”. Por isso, deixamos nossas casas e passamos a viver em estruturas temporárias, demonstrando que sabemos que estamos nas mãos de Hashem. É Ele quem nos protege e cuida de nós em todos os momentos.
Essa é uma das razões pelas quais Sucot é chamada de “zman simchatenu”, o tempo da nossa maior alegria. Porque, quando uma pessoa internaliza que está nas mãos de Hashem, consegue ser feliz em todas as situações da vida, inclusive nos momentos mais difíceis.
Uma mulher contou como a Emunah lhe deu uma força e uma alegria extraordinárias para enfrentar uma situação muito difícil pela qual estava passando. No ano anterior, ela havia sofrido um aborto espontâneo já em uma fase avançada da gravidez. Foi um golpe devastador, especialmente porque o casal esperava havia muito tempo para ter um filho.
Depois da perda, ela se dedicou intensamente a fortalecer sua Emunah. Foi isso que lhe permitiu atravessar aquele período tão difícil mantendo o equilíbrio. Pouco tempo depois, engravidou novamente. Mas, para sua tristeza, os problemas começaram logo no início. A gravidez foi marcada por medo e angústia. Cada consulta médica trazia novos temores, e cada trimestre apresentava seus próprios desafios.
Ela decidiu então começar a ouvir, desde o início, gravações de aulas sobre Emunah. Era uma linha telefônica com mais de 2.000 aulas com cinco minutos de duração. Ela voltou à primeira e começou pela aula número um. Absorvia cada palavra com enorme sede e permitia que aquelas mensagens penetrassem em sua alma e se sobrepusessem às suas preocupações.
Houve muitas ocasiões em que ela achou que a gravidez não iria chegar ao seu termo. Repetidamente, procurava se fortalecer como um leão e continuava ouvindo as aulas com toda a determinação. Ligava para o número tremendo e, depois, desligava muito mais tranquila e esperançosa.
Foram muitas as noites em que o pânico tomava conta dela e o prognóstico sombrio dos médicos não a deixava dormir. Nessas horas, ela ligava para a linha de Emunah e deixava que as palavras de chizuk acalmassem seus nervos e lhe permitissem adormecer.
Às vezes, surgiam perguntas como: se Hashem ainda não queria que fôssemos pais, por que precisava elevar tanto as nossas esperanças para depois deixá-las cair de maneira tão dolorida?
Mas as aulas de Emunah lhe deram uma resposta para essa pergunta. Talvez houvesse um decreto severo destinado a eles e Hashem, em Sua infinita misericórdia, estivesse lhes dando dificuldades temporárias para lhes poupar de algo muito pior.
Esses pensamentos lhe deram muita força. Ela sentiu que havia começado aquela gravidez com uma Emunah ainda teórica e imatura e que agora saía dela em um nível muito mais elevado, tendo construído uma ligação concreta com Hashem. Ela não trocaria essa conexão por dinheiro algum no mundo. Era o bem mais precioso que possuía.
Ao final da gravidez, ela já havia ouvido 770 aulas daquela linha telefônica. Identificou-se especialmente com a aula que ensinava a imaginar a yeshuah de Hashem, antes mesmo que ela acontecesse, e a confiar Nele para que ela viesse.
Agora, enquanto segura sua linda menina nos braços, ela sabe com absoluta certeza que o que a levou até aquele momento tão glorioso foi sua Emunah e seu Bitachon, sua fé e confiança em Hashem.
Quando saímos de casa e olhamos para cima, para o frágil s’chach teto da Sukah, devemos internalizar que é somente Hashem quem nos protege, somente Hashem quem nos ajuda e somente Hashem quem cuida de nós.
Quanto mais reconhecermos isso, mais felizes seremos.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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