*A primeira chamada daquela ambulância / A Nota Diária / Sivan Rahav-Meir:*

*Tradutor: Yeshayahu Fuks*

Hila Barvitz é parteira e mora no Kibutz Saad, na região israelense do entorno de Gaza. Ela me enviou uma história pequena, mas enorme:

“Quinta-feira à noite, enquanto eu preparava a comida para o Shabat, recebi um telefonema. Era Tzvika Reider, nosso vizinho, paramédico experiente. Ele me avisou: ‘Recebi um chamado para atender uma parturiente’.

Em meio minuto, eu já estava na nova ambulância dele, doada em memória de seu filho Dóhr, assassinado no Kibutz Be’eri em Simchat Torá (no fatídico 7 de outubro, quando mikhares de terroristas do Hamas invadiram Israel).

Começamos a dirigir em direção à entrada do Kibutz Be’eri, pela região dos campos. No caminho, Tzvika disse: ‘Como eu gostaria que esse parto acontecesse aqui, na ambulância de Dóhr. Este é o meu primeiro chamado com esse veículo’.

A caminho do Kibutz Be’eri, em frente ao Kibutz Alumim, Tzvika avistou o carro que havia feito o chamado, parado no acostamento. Descemos e vimos uma mulher apoiada no porta-malas, duas crianças pequenas dentro do carro e um marido que estava muito, mas muito (!) feliz em nos ver…

Fui rapidamente até ela. A mulher já estava realmente dando à luz. Tzvika correu para pegar a maca e colocá-la na ambulância. Entramos e, em questão de segundos, ela deu à luz. Um menino, maravilhoso, lindo. Todos nós estávamos profundamente emocionados. Eu me segurei com força para não chorar.

No momento perfeito, chegou uma ambulância de terapia intensiva e levou a mãe, feliz, para a maternidade.

No caminho de volta, pensei no projeto chamado Potchot Tzir [“Abrindo Caminho”], que reúne a organização das parteiras e o Magen David Adom (Estrela de David Vermelha) justamente para casos como este. Graças a D’us, foi por causa desse projeto que eu estava ali. Sempre dizem em Israel sobre uma ambulância: ‘Que ela seja usada para partos’ [e não por motovos de doenças]. E aqui tivemos o privilégio de ver isso acontecer.

Então pensei em Dóhr Reider, z”l, filho de Tzvika, assassinado no Kibutz Be’eri. Uma ambulância em sua memória foi inaugurada, e seu primeiro chamado foi justamente por causa de um menino que nasceu a caminho do Kibutz Be’eri. E a brit milá circuncisão) dele, com a ajuda de D’us, será justamente na véspera de Simchat Torá.

E as lágrimas escorreram sem parar.

Choro por Dóhr, tão querido; por Adrian, minha amiga, a querida parteira que foi assassinada no Kibutz Be’eri; e pela mãe que ajudei a trazer uma nova vida ao mundo.

Volto para casa, para continuar os preparativos para o Shabat.

E como dirão em breve na circuncisão daquele bebê, nas palavras do profeta Yehezkel (Ezequiel):

‘E Eu te disse: pelo teu sangue, vive! E Eu te disse: pelo teu sangue, vive!’

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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