Rav David Ashear
Ao longo do ano, uma pessoa naturalmente se sente segura com as coisas que a cercam. Ela tem uma casa com paredes fortes e um teto sólido. Tem dinheiro no banco, um emprego, seguros, médicos, família e pessoas para quem poderia ligar quando precisasse de ajuda. E, sem perceber, pode começar a sentir: “Estou protegido. Estou seguro.”
Em Sucot, HaShem nos comanda a sair de casa. Nos sentamos sob o s’chach, um teto que não nos oferece nenhuma proteção física real. E esta é justamente o chag que a Torah nos diz, mais do que qualquer outro, que é a festa da simchá, da alegria. HaShem está nos ensinando que uma das maiores fontes de felicidade é saber Quem realmente nos protege.
A pessoa pensa que sua casa a protege, mas quantas coisas poderiam acontecer dentro da casa mais forte? Ela pensa que seu dinheiro a protege, mas o dinheiro pode desaparecer em um instante. Ela pensa que determinada pessoa poderia ajudá-la, mas essa pessoa pode, de repente, não estar em condições de ajudar. Nenhuma dessas coisas oferece proteção verdadeira. Elas são apenas os meios que HaShem utiliza para nos proteger.
Durante sete dias, HaShem nos diz: “Venha para fora. Deixe para trás a ilusão de segurança e venha sentar-se Comigo.” Chazal nos ensinam que Sucot comemora os Ananei HaKavod, as Nuvens da Glória que cercaram o povo Judeu no deserto. Lá, eles estavam em um dos lugares mais perigosos que se possa imaginar — um deserto sem proteção, sem comida e sem água. E, ainda assim, HaShem os protegeu completamente, fornecendo alimento, abrigo, condições climáticas adequadas e tudo aquilo de que poderiam precisar.
E essa é uma das razões pelas quais Sucot é chamada de Zman Simchateinu, a época de nossa alegria. Há uma alegria imensa que surge quando uma pessoa percebe: “Eu não preciso ser aquele que mantém minha vida inteira de pé, porque HaShem está fazendo isso por mim inteiramente.”
Nós gastamos tanta energia tentando criar uma segurança artificial. Ficamos pensando: O que vai acontecer com minha parnassá? O que vai acontecer com meu filho? O que vai acontecer com minha saúde? O que vai acontecer no próximo ano? E tentamos construir paredes cada vez mais espessas ao nosso redor para garantir que nada dê errado.
Mas então, em Sucot, entramos na Sucá e HaShem nos lembra: você não precisa de paredes mais grossas; você precisa de mais Emunah. A Sucá é chamada de Tzela D’Mehemnuta – a Sombra da Emunah. Sentamo-nos ali e lembramos a nós mesmos: “HaShem, este é o lugar onde estou mais seguro — não porque as paredes sejam fortes, mas porque aqui reconheço que Você está comigo.”
Certa vez, um pai levou seu filho pequeno para uma viagem. Em determinado momento, eles precisaram caminhar por um caminho muito estreito, e o menino ficou com medo. Seu pai lhe disse: “Segure em mim.” O menino agarrou firmemente a jaqueta do pai e continuou caminhando.
Alguns minutos depois, o caminho ficou ainda mais difícil. O pai olhou para baixo e disse: “Dê-me a sua mão.” O menino respondeu: “Não se preocupe, papai. Eu já estou segurando você.” O pai respondeu: “Existe uma diferença muito grande. Se você está segurando em mim e ficar com medo, pode acabar soltando. Mas, se sou eu quem está segurando a sua mão, eu nunca vou soltá-la.”
Essa é uma das mensagens de Sucot. Às vezes pensamos que nossa segurança depende de quão firmemente estamos segurando as coisas — de quanto planejamos, de quanto dinheiro guardamos, de quantos contatos temos e de quão bem preparados estamos.
Mas, em Sucot, percebemos que nossa segurança não vem de quão firmemente estamos segurando as coisas. Ela vem de saber que HaShem está nos segurando.
Quando entrarmos na Sucá, devemos olhar para o s’chach e dizer:
“HaShem, estou em Suas mãos. Minha família está em Suas mãos. Minha parnassá está em Suas mãos. Minha saúde está em Suas mãos. Todo o meu futuro está em Suas mãos.”
Não existe lugar mais seguro no mundo.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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