Ainda tem chances!#judaísmomessiâniconãoexiste

Rav David Ashear

Depois que os Yamim Nora’im passaram e nossos julgamentos para o próximo ano já foram finalizados, é natural que uma pessoa sinta que seus atos e suas Tefilot já não terão tanta influência sobre sua vida. Afinal, tudo o que acontecerá neste ano já foi determinado.

No entanto, a Guemará nos ensina o contrário. Ela diz que, embora a quantidade total de chuva para o ano já tenha sido decretada, se as pessoas fizerem Teshuvah depois disso, HaShem fará com que cada gota caia no momento certo, no lugar certo, e que nem uma única gota seja desperdiçada.

O Sfat Emet escreve de maneira semelhante em relação à parnassá. Embora a renda de uma pessoa já tenha sido determinada em Rosh Hashaná e Yom Kippur, se ela tiver bitachon em HaShem, essa mesma renda será preenchida de bênçãos. Além disso, HaShem pode reduzir as perdas que foram decretadas para ela. Em vez de gastar dinheiro com um dentista ou com o conserto de um telhado com vazamento, essas despesas nem sequer venham a surgir.

Alguém me contou que estava se preparando para uma conta de impostos astronômica. Porém, quando chegou a notificação final, inexplicavelmente o valor era apenas metade do que ele esperava. Assim, de uma hora para outra, ele economizou uma fortuna.

É assim que HaShem abençoa as pessoas — mesmo depois que os resultados parecem já ter sido determinados.

E quando se trata de Tefilah, isso é ainda mais evidente. Precisamos de uma Tefilah sincera e de todo o coração simplesmente para receber aquilo que já foi decretado para nós. Rashi, em Parashat Bereshit, explica que, embora Hashem tivesse decretado que a vegetação brotaria, Ele a reteve até que Adam HaRishon rezasse. Somente depois da Tefilah de Adam vieram as chuvas e fizeram a vegetação crescer.

O mesmo acontece conosco: *HaShem pode decretar uma bênção, mas nossas Tefilot são a chave para trazê-la à realidade.*

Rav Shimshon Pincus destacou uma mensagem semelhante a partir das palavras de Rashi em Parashat Miketz. Quando Yaakov enviou seus filhos de volta ao Egito, com Binyamin, para comprar mais alimentos, ele lhes deu presentes, o dinheiro que havia sido devolvido a eles, além de dinheiro novo — e disse-lhes que havia tomado todas as providências possíveis. E então disse: “Agora não lhes falta nada, exceto a Tefilah. Eu rezarei em seu favor.”

Yaakov estava ensinando que tudo poderia estar perfeitamente preparado, mas, sem Tefilah, nada funciona.

O mesmo se aplica às nossas vidas. Hashem pode ter decretado que o shidduch está pronto para acontecer neste ano, ou que haverá parnassá, refuá ou um bebê. Mas o único ingrediente que está faltando é a nossa Tefilah.

Além disso, o passuk diz: 
כַּה׳ אֱלֹקֵינוּ בְּכָל־קָרְאֵנוּ אֵלָיו
“Quão afortunados somos por ter HaShem, que nos responde sempre que O chamamos!”  A Guemará ensina, com base nesse passuk, que, quando uma pessoa reza com um minyan, ela pode até mesmo mudar um decreto que já havia sido determinado.

E, portanto, nossos atos e nossas Tefilot são sempre de importância primordial. Cada palavra de Tefilah e cada pequeno ato têm um peso enorme no Shamayim. Agora, ao começarmos novamente, é o momento de fortalecer nossas Tefilot e fortalecer nossos atos tanto quanto pudermos.

Fonte: Emunah Todo Dia

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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil!  ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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