BOM DIA! A leitura da Torá desta semana discute o Grande Dilúvio que o Todo-Poderosoenviou sobre a Terra durante a geração perversa daquele período. Como quase todo mundo sabe, a Torá descreve que choveu por 40 dias e 40 noites e Noé salvou parte da humanidade e do reino animal ao trazê-los para a arca que ele construiu.Meu brilhante pai sempre menciona o quanto podemos aprender com os filhos se apenas ouvirmos o que eles estão dizendo. Algumas semanas atrás, o Dr. Joshua Portnoy, um amigo meu, me fez uma pergunta que ouviu de seu filho de seis anos, Yaakov Chaim:“Eu entendo por que D’us trouxe um dilúvio para destruir todas as pessoas, porque elas se tornaram extremamente perversas, mas por que morrer todos os animais do mundo também? O que eles fizeram para merecer isso?”Um dos elementos notáveis da erudição judaica é que questões inteligentes e possíveis soluçõesforam levantadas e debatidas por vários milênios. Aqui também, nossos rabinos lidam exatamente com esta questão. Rashi, o Rabino Shelomo Yitzchaki, que viveu na França no século XI, considerado um dos maiores comentaristas bíblicos, cita duas razões pelas quais todos os animais tiveram que morrer junto com toda a humanidade (Gênesis 6: 7): “Os animais também se corromperam – começaram a tentar acasalarentre diferentes espécies. Outra razão (para este decreto) é que os animais foram criados para servir a humanidade”.Em outras palavras, D’us criou o mundo para beneficiar a humanidade. Não há outro propósito.Quando a humanidade perdeu seu direito de existir, isto essencialmente causou a cessação dos direitos de todos os outros seres também. Todas as criaturas do reino animal estão inerentemente ligadas ao destino do homem. Na verdade, tão intimamente ligados que os animais adotaram algumas das perversões que haviam permeado a humanidade. Quando se selou o destino dos humanos, selou-se também o dosanimais.Tanto a Torá quanto a lei judaica nos ensinam a tratar os animais com bondade e respeito, proteger a natureza e conservar seus recursos. Esses ensinamentos são fundamentais para o Judaísmo e suas tradições. As regras que regem a criação e o abate de animais usados para alimentação são especialmente detalhadas. Fica claro a partir dessas leis que parte do propósito original é garantir que tais criaturas não sejam sujeitas a dor e sofrimento desnecessários.O historiador W.E.H. Lecky (1838-1903) em sua obra ‘História da moral europeia – de Augusto a Carlos Magno’ (publicada em 1869) escreveu que “os judeus têm a mais longa história de preocupação com os animais”, que “ternura aos animais é uma das características mais bonitas do Antigo Testamento” e que “os escritores rabínicos têm sido notáveis pela grande ênfase com que inculcaram o dever de bondade para com os animais”.Na realidade, existem várias leis ordenadas pela Torá que mostram claramente o cuidado e acompaixão que devemos ter para com o reino animal. Para começar, existe uma proibição da Torá de causar sofrimento a qualquer animal. Este mandamento é chamado “tzaar baalei haim – causar sofrimento a qualquer criatura viva”. Até algumas das proibições rabínicas do Shabat são revogadas para evitar que os bichos sofram.Com base nisso, o Shulchan Aruch, o Código de Leis Judaico, determina que “é proibido, de acordo com a lei da Torá, infligir dor a qualquer criatura viva. Pelo contrário, é nosso dever aliviar a aflição de todos os seres”.Talvez o mais notável seja o fato de que estamos proibidos de causar inclusive sofrimentoemocional aos animais. Essa atitude decorre da proibição conhecida como “lo tachsom shor b’disho – a proibição de amordaçar seu boi enquanto ele está trabalhando sobre os grãos”.Nos tempos antigos, animais grandes eram usados para pisar sobre os grãos para separá-los do joio. A Torá proíbe o dono de amordaçar seus animais para impedi-los de comer enquanto debulham, pois lhes causaria uma frustração indevida (ser incapaz de comer o alimento que está à sua frente). W. E. H.Lecky observa a ironia de que o mandamento para que os bois pudessem comer enquanto trabalhavam já tinha cerca de 3.000 anos, enquanto camponeses que cuidavam dos pomares de uva na Sicília no século 18 tinham a boca amordaçada para não “roubar” nenhuma uva.Os codificadores da lei judaica acrescentam que essa proibição inclui trabalhadores migrantes nocampo, em que eles também devem ter permissão para comer das frutas que estão colhendo (Hinuch).Existem muitas outras leis da Torá e rabínicas relacionadas ao cuidado e compaixão que devemos ter com o reino animal. Por exemplo, estamos proibidos de tirar os ovos de uma mãe pássaro enquanto ela está sentada em seu ninho. Além disso, por lei, somos obrigados a alimentar nossos animais antes de alimentarmos a nós mesmos.Se você é um fã de vitela e foie gras (fígado de ganso, usado para fazer patê), pode pular os próximos dois parágrafos.Com base na proibição de “tzaar baalei haim – causar sofrimento a qualquer criatura viva”, oproeminente Sábio da Halachá, o Rabino Moshe Feinstein, um dos maiores rabinos de nossa geração (Nova York, EUA, 1895-1986), determinou que os métodos de superalimentação de animais usados para produzir iguarias como vitela (e presumivelmente, foie gras também) são proibidos. Ele escreve:“[Em relação à situação em que] cada bezerro fica em seu próprio cercado, que é tão estreito quenão há espaço nem para dar alguns passos, e não recebem uma alimentação adequada e nunca provaram o leite de sua mãe, mas engordam com líquidos muito gordurosos […] isso certamente é proibido com base em tzaar baalei haim” (Igrot Moshe, Even haEzer 4:92).Aprendemos desta Porção Semanal da Torá que, sendo a forma de vida mais elevada da Criação,o ser humano tem a responsabilidade de proteger e cuidar das formas de vida inferiores. Porém, nunca devemos igualar os dois ou nos considerar meramente animais racionais!
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!! worldjornalistaandrehmendan.online #נדרהמנדהה #Israel #andrehmendanhanettodasilva #jornalismo #judaísmomessiâniconãoexiste
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