Rav David Ashear
No final da Parashat Nitzavim, a Torah nos diz:
הַחַיִּים וְהַטּוֹב נָתַתִּי לְפָנֶיךָ… וּבָחַרְתָּ בַּחַיִּים
_A vida e o bem coloquei diante de ti…escolha a vida_
Hashem coloca diante de nós a vida e o bem, e cabe a nós escolher a vida.
Escolher a vida significa escolher seguir a vontade de Hashem, que sempre conduz à bênção e ao bem.
Às vezes, pode parecer muito difícil fazer o que é certo. Algumas vezes, pode até parecer que estamos perdendo por seguir a Torah. Mas essa é apenas a aparência superficial do teste. Na verdade, quando uma pessoa faz a vontade de Hashem, ela nunca perde.
Rabbi Yaakov Galinsky z”l trouxe uma bela reflexão sobre um famoso episódio da Torah.
Chazal nos ensinam que nossas Matriarcas eram profetisas. Quando Leah engravidou de seu sétimo filho, ela percebeu, por meio de Ruach HaKodesh, que seria um menino. Isso significava que Rachel acabaria tendo menos shevatim do que até mesmo Bilhah e Zilpah. Depois de já ter tido quatro filhos homens, Rashi nos conta que Leah havia clamado a Hashem por outro filho, pois ansiava ter mais shevatim — mas agora percebeu o que isso significaria para sua irmã.
Se ela tivesse sete filhos homens, seria um enorme zechut. Mas Leah pensou: Como posso receber tanto para mim enquanto minha irmã receberá tão pouco?
Então, ela rezou para que a criança que estava em seu ventre fosse transformada de menino em menina. Ela abriu mão da neshama de Yosef HaTzaddik — uma das maiores figuras de nossa história, considerado no nível dos próprios Avot HaKedoshim — para que Rachel pudesse ter o mérito de gerá-lo. E Hashem respondeu à sua Tefilah. Leah deu à luz Dinah, e Rachel recebeu o mérito de dar à luz à Yossef.
Pensem no que Leah abriu mão. Ela havia percebido, por meio de sua Ruach HaKodesh, a grandeza de Yosef e desejava profundamente o zechut de trazê-lo ao mundo. Ainda assim, voluntariamente sacrificou esse privilégio para que sua irmã não sofresse.
Ninguém mais sabia de sua Tefilah — foi um ato privado entre ela e Hashem. Mas Leah sabia que, se agisse de acordo com o Ratzon Hashem, jamais perderia.
E, de fato, o que aconteceu?
Mais tarde, Dinah deu à luz Asenat, que tornou-se a esposa de Yossef. Juntos, eles tiveram Menasheh e Ephraim. No final, Leah e Rachel tornaram-se mechutanim — Rachel como mãe do chatan, Yosef, e Leah como avó da kallah, Asenat.
De ambas vieram dois shevatim adicionais, como diz o pasuk:
אפרים ומנשה כראובן ושמעון יהיו לי (Bereishit 48:5).
Leah queria mais uma shevet, e, no final, recebeu duas — juntamente com o mérito de sua dedicação e de seu desprendimento em favor de sua irmã.
Quem poderia imaginar que a filha de Dinah se casaria com Yossef? Yossef estava no Egito, enquanto a família de Yaakov estava em Eretz Kena’an, a centenas de quilômetros de distância. Como a filha de Dinah chegaria algum dia até lá?
A única resposta são os milagres de Hashem.
A lição é clara: ninguém jamais perde por seguir a vontade de Hashem. A Torah promete que obedecer a Hashem conduz somente à vida e ao bem.
Devemos nos comprometer a nos tornar melhores em nossa observância das Mitzvot e a cumpri-las com entusiasmo — sabendo que, ao fazê-lo, estamos escolhendo a vida e escolhendo o caminho que Hashem preparou para nós.
Fonte: Emunah Todo Dia
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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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