A MOAB (GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast) é uma bomba convencional norte-americana de grande porte, conhecida como “a mãe de todas as bombas”. Ela foi projetada principalmente para produzir uma onda de choque muito intensa no ar (Air Blast), atingindo uma área ampla — e não para penetrar profundamente no solo.
Essa coisa de “mãe de todas as bombas” é uma bobagem midiática. A Rússia tem o “pai de todas as bombas”, talvez a Coreia do Norte tenha o “tio bêbado de todas a bombas”…
Ela não é, em geral, classificada como uma arma termobárica. A MOAB usa um explosivo convencional de alta potência, com componentes metálicos que ajudam a intensificar a explosão. A detonação ocorre quando o explosivo reage quimicamente em uma fração de segundo, gerando gases extremamente quentes e em expansão. Essa expansão comprime violentamente o ar ao redor e cria a onda de pressão que causa a maior parte dos danos.
Uma arma termobárica, por outro lado, normalmente dispersa ou aproveita material combustível no ar e depois o inflama. Isso produz uma região de gases quentes e uma pressão prolongada, além de consumir parte do oxigênio local. Esse mecanismo é especialmente destrutivo em espaços confinados. A MOAB pode produzir calor e efeitos de pressão intensos, mas não depende desse processo típico de “nuvem de combustível” e ignição.
A expansão violentíssima do ar na explosão de uma MOAB é tão violenta que pode quebrar canos de aço de fuzis (tem no vídeo). Portanto causa fraturas e destruição de vasos capilares levando a morte. A termobárica age de forma diferente. No primeiro estágio da explosão e dispersão do aerosol, há uma violenta sucção do oxigênio, arrancando o ar dos pulmões e rompendo capilares do pulmão, vias aéreas e olhos. No segundo estágio da explosão imensa existe a incineração e também a expansão violenta do ar.
Cavernas e bunkers incipientes como havia no Afeganistão, tanto da Al Qaeda quanto do ISIS são muito vulneráveis a estes movimentos bruscos e violentos do ar. No Irã, imagina-se que as instalações de subsolo tenham portas pesadas “anti-explosão” e portanto, após as portas nada seria afetado pelo movimento do ar. Mas é um “achismo”, pois os túneis do Hamas e do Hezbollah, praticamente todos, não tinham este tipo de proteção. Apenas um ou outro era equipado assim.
Na Primeira Guerra Mundial as mortes de soldados em todos os exércitos, sem ferimentos aparentes eram denominadas mortes por “shell shock”, ou seja, pela onda de choque de um projétil de artilharia. Os efeitos no corpo humano são amplamente conhecidos. Existem, inclusive, soldados que ficavam completamente “loucos” devido a danos da onda de choque nos capilares do cérebro, causando pequenas hemorragias intra-cranianas. Isso, com bombas de 250 ou 500 kg e não com uma bomba de 11.000 kg.
Efeitos sobre o solo
Como a MOAB costuma ser detonada acima do terreno, com espoleta instantânea seus efeitos no solo seriam principalmente:
– compressão e deslocamento do ar, podendo derrubar pessoas, estruturas e vegetação, lançar veículos;
– danos superficiais ao terreno, como remoção de uma camada de solo, erosão e formação de uma depressão;
– projeção de terra, pedras e detritos, além dos estilhaços de aço da própria bomba, que podem causar ferimentos e danos adicionais;
– deslizamentos ou desmoronamentos locais, especialmente em encostas, cavernas e estruturas subterrâneas frágeis;
– incêndios secundários, quando a onda de calor atinge vegetação, combustível ou construções.
Ela não produz necessariamente uma cratera tão profunda quanto uma bomba projetada para penetrar o solo. Em terrenos rochosos, úmidos ou inclinados, os resultados variam bastante. Em cavernas, túneis ou vales, a onda de pressão pode ser canalizada e refletida, ampliando os efeitos localmente, se não houver portas a prova de explosão. Se uma arma termobárica fosse usada em ambiente subterrâneo, o confinamento dos gases quentes e da pressão tenderia a tornar seus efeitos ainda mais severos, mas isso não descreve o funcionamento típico da MOAB.
O que não se sabe
Publicamente a MOAB foi usada apenas uma vez, em 2017 contra o ISIS no Afeganistão e temos o vídeo oficial da explosão e o vídeo feito pelo ISIS do resultado dela.
Não existe nenhum vídeo de uso de MOAB em área edificada ou cenário realista com linhas de transmissão, transformadores elétricos, subestações ou área petrolífera. Mas existem filme de testes nucleares assim. Não com 11 toneladas de explosivos, mas com 35 mil toneladas de explosivos. Obviamente, o local da explosão é obliterado, mas os sistemas elétricos, torres, linhas, transformadores, a alguns km do local da explosão, surpreendentemente resistiram, enquanto casas e pequenos edifícios de 3 andares, colapsaram completamente. Ou seja, não se sabe o efeito real de uma MOAB nem em área edificada moderna (concreto, ferragens), nem em instalações industriais. Uma bomba de 250 kg acertando em cheio um sistema de válvulas de petróleo ou os transformadores de uma subestação, os destroem. Portanto 11.000 kg vão destruir muito mais.
Não se sabe se os EUA desenvolveram em segredo militar uma MOAB penetrante. Outras bombas antigas foram modernizadas para versão penetrante de solo. Isso seria uma enorme surpresa.
O Hamas, por exemplo, desenvolveu pequenas bombas magnéticas termobáricas para atacar os tanques Merkava e as utilizou para incinerar judeus em carros particulares no 7 de outubro. Todas aquelas imagens de corpos carbonizados a um nível anormal, inclusive o caso terrível onde dois corpos se misturaram são de vítimas de bombas termobáricas dos terroristas muçulmanos sunitas do Hamas
Os fakes
Alguns canais no Youtube e nas mídias sociais estão mostrando uma explosão termobárica ocorrida no ataque contra a Al Qaeda no Afeganistão em 2003, como se fosse um ataque com MOAB, ou até mesmo como se fosse uma bomba de neutrons, algo que oficialmente não existe, nunca existiu e nunca foi utilizado. É a última parte de nosso vídeo, para você comparar a explosão de uma MOAB com uma termobárica. Aliás, os EUA já usaram várias termobáricas contra as cavernas no Afeganistão, e parece que nenhuma contra o Irã.
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Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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