Rav David Ashear
Na Parasha dessa semana, Lech Lecha, começamos novamente a aprender lições de vida de Avraham e Sarah. Ambos foram grandes profetas e compreenderam os caminhos do Shamayim.
Quando Sarah viu que não era merecedora de ter filhos, começou a pensar no que poderia fazer para ter um mérito especial para mudar seu mazal. Os Sábios nos dizem que Sarah não era fisicamente capaz de gerar filhos pois nem sequer tinha útero. Ela percebeu que, para tal salvação, precisaria de um tremendo zechut.
Então o que ela fez? O passuk nos diz: Sarah deu sua serva Hagar a Avraham como esposa, dizendo: “Talvez eu possa me construir por meio dela.” O que havia de tão grandioso em dar Hagar a Avraham? Sarah sabia que Avraham tinha a Mitzvah de ter filhos, mas talvez fosse ela quem o impedia de cumprir essa Mitzvah. Com enorme altruísmo, ela deu outra mulher ao seu próprio marido, unicamente para que ele pudesse cumprir a vontade de Hashem.
Além disso, Sarah poderia ter sugerido que Hagar fosse tomada como concubina ao invés de se tornar uma esposa plena. Mas ela stava preocupada com a honra de Avraham. Ele era como um príncipe e não seria apropriado para ele ter menos que uma verdadeira esposa. Sabemos que o anseio natural de uma mulher é ter a atenção de seu marido. De fato, a Guemara chama uma segunda esposa de tzarah – uma rival – pois isto parece ser uma rivalidade entre elas pela atenção do marido.
Para Sarah, oferecer voluntariamente ao seu marido uma outra esposa para que ele pudesse cumprir a mitzvah foi um ato de extraordinária _messirut nefesh_. Sarah compreendeu que o autossacrifício traz grande _brachah e yeshua._ E, de fato, mais tarde na Parasha, Hashem mudou seu nome de Sarai para Sarah e anunciou que ela seria abençoada com um filho – o filho que se tornaria o futuro de Klal Israel.
O Kli Yakar explica que Hashem removeu a letra _Yud_ de “Sarai” porque a letra _Yud_ é masculina, simbolizando que ela havia sido criada como um homem, pois era incapaz de gerar filhos. Ele a substitui pela letra _Hei_ que é feminina, significando que ela agora seria capaz de gerar filhos da maneira normal de uma mulher. Mas numericamente houve uma perda: _Yud_ equivale a dez e _Hei_ equivale a cinco. Para restaurar o equilíbrio, Hashem criou outro _Hei_ (cinco) e o adicionou ao nome de Avram, transformando-o em Avraham.
Os mekubalim explicam que a letra _Hei_ está associada à reprodução. O Kli Yakar escreve que foi o zechut de Sarah – o altruísmo com que ela deu sua serva a Avraham – que possibilitou não apenas a ela, mas também a Avraham, que até então era incapaz de gerar filhos, de ter filhos. O _Hei_ que foi adicionado ao nome de Avraham veio de Sarah, porque foi pelo mérito dela que ele ganhou essa capacidade.
Daqui vemos o enorme poder de uma Mitzvah feita com _messirut nefesh_. O altruísmo de Sarah foi o catalisador que permitiu que ela e Avraham tivessem filhos – e através disso Yitzchak Avinu veio ao mundo.
Cada zechut extra que uma pessoa ganha tem um valor imensurável. Nossos Sábios nos dizem que quando uma Mitzvah é realizada, isto cria um etz ratzon – um tempo de “favor Divino”. Quanto maior a Mitzvah, maior o etz ratzon. E as tefilot oferecidas em tal momento se elevam ainda mais.
Que todos nós mereçamos, Beezrat Hashem, obter os zechuyot corretos que trarão yeshuot para todos que precisam delas.
Fonte: Emunah Todo Dia
never again
Shabat shalom/Chaverim, é da maior importância que leiamos e assinemos a proposta legislativa acima, que ainda conta com apoio restrito, mas que facilitará enormemente a vida dos Judeus no Brasil! ASSINEM! APÓIEM!!!! DIVULGUEM!!!!
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